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Cinema Nacional (3)

 

"Romance do Vaqueiro Voador"

Prêmio Signis de Melhor Documentário no 20º Rencontres Cinemas D’Amerique Latine de Toulouse - France - 2008

 

Lançamento em João Pessoa:

31 de Julho

Lançamento em Campina Grande:

02 de Agosto

 

 
Trailer do filme "Romance do Vaqueiro Voador"

 

"Romance do Vaqueiro Voador" é um documentário poético de longa metragem, idealizado e dirigido pelo documentarista Manfredo Caldas, baseado no poema homônimo de João Bosco Bezerra Bonfim. Trata-se de um documentário poético sobre a recriação do universo mítico do nordestino, ao vivenciar a nova diáspora, no papel de candango, protagonizando o lado trágico da epopéia da construção da nova capital do Brasil.
 
 

"Ei-lo caído de bruços

Para o campo paramentado

Peitoral, perneira, gibão

Chapéu passado o barbicacho

Voou no rabo da rês

Mas só chão havia embaixo."

ROMANCE DO VAQUEIRO VOADOR é um documentário de estrutura livre, que incorpora diversos elementos ficcionais. Baseado no cordel de João Bosco Bezerra Bonfim (fragmento acima) e fiel à sua estrutura, o documentário deixa claro que narradores e narrados têm uma mesma história comum. O filme especula sobre quem seria um certo indivíduo que despenca do alto de um andaime de um prédio durante a construção de Brasília. Esse indivíduo é a representação alegórica e mágica utilizada pelo autor do cordel para designar a parcela desafortunada de migrantes nordestinos que para cá vieram como operários da construção civil. Seduzidos pela utopia da transferência da nova capital do país para o centro oeste, esses migrantes encontraram aqui um destino trágico. Eles são a contrafação do discurso utópico e heróico dos construtores de Brasília.

O tratamento é ao mesmo tempo lúdico, picaresco e trágico como nas páginas de João Bosco e retoma, na forma de documentário, a essência do texto original. No filme, um poeta (interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos) recita os versos do poema romanceado de João Bosco Bezerra Bonfim e é isso que constitui a espinha dorsal da obra cinematográfica.

EQUIPE & ELENCO

Manfredo Caldas
Foto: Mila Petrilo
No princípio era a imagem cinematográfica do sertão e da cidade em construção, e veio João, o poeta-escritor, e transformou-a em livro. E deu-se depois que tomando o texto nas mãos, Manfredo, o poeta-cineasta, fez com que voltasse a ser cinema. Foi o milagre dialético da criação desse bem aventurado Romance do Vaqueiro Voador.

Vladimir Carvalho

Manfredo Caldas Manfredo Caldas
Produtor, Roteirista e Diretor
Currículo

Sérgio Moriconi Sérgio Moriconi
Roteirista
Currículo

Joao Bosco Bezerra Bonfim Joao Bosco Bezerra Bonfim
Autor do Poema
Currículo
"Romance do Vaqueiro Voador"

Marcio Curi Marcio Curi
Produtor Executivo
Currículo

Waldir de Pina Waldir de Pina
Diretor de Fotografia
Currículo

Chico Bororo Chico Bororo
Diretor de Som
Currículo

Ricardo Miranda Ricardo Miranda
Montador
Currículo

Marcus Vinícius Marcus Vinícius
Diretor Musical, Compositor da Música Original
Currículo

Abrahão Batista Abrahão Batista

“Legítimo” cordelista, gravurista,  pintor e paisagista brasileiro, de Juazeiro do Norte (CE), nascido em 1935, tem 210 títulos publicados e mais de
1.500.000 exemplares vendidos.É autor de centenas de gravuras temáticas, tanto as das capas de seus folhetos, como outras, acessíveis ao público em seu ateliê de Juazeiro ou nas feiras e eventos  por onde viaja. Abrahão aceitou, como bom improvisador, fazer as   pranchas para ilustrar o Romance do Vaqueiro Voador, quando esteve em Brasília, participando da Feira do Livro em 2001.
Luiz Carlos Vasconcelos Luiz Carlos Vasconcelos
Ator protagonista (poeta)
Currículo

Críticas

“Um ensaio poético a ser descoberto”.

Luiz Carlos Merten - crítico de cinema. 

Estado de São Paulo, 29/04/2008

                    ***
“O que mais me impressiona no Romance do Vaqueiro Voador é o arrojo da linguagem do documentarista Manfredo Caldas em fundir a  brutal beleza da cidade com o sacrifício humano da sua fundação. Em cada alicerce podemos imaginar uma gota de sangue. E essa sensação nos traz de volta os grande monumentos, da muralha da China às pirâmides do Egito e suas histórias jamais contadas.” Maurice Capovilla – Cineasta

                                                                               ***

“Nunca antes Manfredo foi tão obsessivo no encalço de sua expressão. Diferente de seu primeiro filme de longa duração, Uma Questão de Terra, como de seus outros filmes, Romance do Vaqueiro Voador está longe de ser um registro puramente documental, radicalmente fiel à tradição do gênero que procurava no real  a sua razão de ser e quando, mais do que tudo, era ao chamado conteúdo que se dava mais atenção. No caso em tela, não. É a busca obstinada de um modo particular de “dizer”, de expressar-se na língua do cinema que importa. E aqui ele faz a corte à forma como se ela existisse por si só, e em si, separada do seu conteúdo, como se dirigindo a uma musa difícil de conquistar. Nesse sentido, o Vaqueiro Voador é um salto em sua carreira, quase uma ruptura drástica.” Vladimir Carvalho - Documentarista 

 ***

“O filme é uma metáfora tão forte e importante que torna-se impossível dissociar o documento de sua representação. Instigante e fundamental na construção de uma nova linguagem para o cinema contemporâneo.” Silvio Tendler – Documentarista

 ***

“O filme de Manfredo Caldas descobre na atemporalidade radical que domina suas imagens e seu discurso, a chave para explicar porque o preço de construir uma utopia no meio do Cerrado foi tão alto e tantas mortes foram morridas anonimamente, sem explicação, missa ou velório.” Carlos Augusto Brandão – Pesquisador e crítico de cinema

 ***

“Depois que vi este filme, não consigo mais ver a paisagem do Congresso Nacional, em noite de lua cheia, sem me lembrar do fantasma do Vaqueiro Voador. Este aboio misterioso e dolorido, lembrando o sacrifício de todos os candangos anônimos, vindos dos mais profundos brasis, é quase um fogo que queima e que ilumina a Capital da República. O filme inaugura assim uma mitologia do assombro sobre a cidade, num vôo rasante sobre a nossa imaginação.” Rosemberg Cariry – Cineasta

 ***

“Há algo de mágico, que extrapola a emoção, no mais recente filme de Manfredo Caldas: Romance do Vaqueiro Voador não é uma obra qualquer. Entre a poesia e o documentário, entre a ficção e a realidade, o filme nos atinge em vários níveis: ora pela poesia de suas imagens e por seu aboio cantante, ora pela narrativa metalingüística que o forma e o dimensiona enquanto discurso cinematográfico, ora pela construção de um personagem mitológico (magistralmente vivido por Luiz Carlos Vasconcelos), ora pela crueza dos depoimentos daqueles que sobreviveram à construção de Brasília. Moacy Cirne – Poeta e professor

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“Romance do Vaqueiro Voador, o filme de Manfredo Caldas, veio para engrossar o rio de memórias “candangas” da construção de Brasília, no limiar de seus 50 anos.” Dácia Ibiapina – Documentarista e professora de cinema da UNB

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“Sob o signo do cinema o Romance do Vaqueiro Voador propõe uma reflexão sobre a construção de Brasília a partir de personagens fundamentais para a cidade: seus primeiros trabalhadores. O filme nos propõe um novo olhar, um novo vôo sobre esse drama, intenção revelada em sues planos de abertura. Alternando denúncias sobre as duras condições de trabalho enfrentadas por esses verdadeiros heróis anônimos com a busca de um vaqueiro quase místico, Manfredo dá uma nova dimensão à Brasília e aos seus pioneiros.” Fernando Trevas Falcone – Jornalista e crítico de cinema. 

 

Leia os textos na íntegra acessando: www.vaqueirovoador.com.br