Dilma
mantém 51% no Ibope e sobe a 52% no Vox Populi
A candidata da
coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, manteve
a vantagem de 24 pontos percentuais sobre o candidato José Serra
(PSDB) na pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira pelo Jornal
Nacional, da TV Globo. Segundo o levantamento, Dilma tem 51% das
intenções de voto contra 27% de Serra. Marina Silva (PV) oscilou
de 7% para 8%, dentro, portanto, da margem de erro de dois
pontos percentuais.
Os índices são os mesmo registrados na última pesquisa
realizada pelo instituto e divulgada no fim de agosto. Se a
eleição fosse hoje, Dilma venceria no primeiro turno com 59% dos
votos válidos.
Votos em branco ou nulo atingiram 6%, enquanto os eleitores
indecisos somaram 7%. A margem de erro é de 2 pontos
percentuais, para mais ou para menos.
Num eventual segundo turno, a ex-ministra da Casa Civil venceria
com a preferência de 55% do eleitorado, contra 33% do
ex-governador de São Paulo. Votos em branco ou nulo totalizaram
6%, e indecisos, 5%. Na simulação feita pela sondagem anterior,
Dilma tinha 56% e Serra, 32%.
A enquete também apurou a popularidade do governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. Para 77% dos entrevistados, o governo
Lula é avaliado como ótimo ou bom, enquanto 18% o consideram
regular e 4% ruim ou péssimo.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado
de S. Paulo, e foi realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de
setembro. Foram ouvidos 3010 eleitores em 204 municípios de todo
o país. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) sob o número 27597/2010.
Vox
Populi:
diferença chega a 28 pontos
Já o tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial
mostrou hoje a candidata Dilma Rousseff com 52% das intenções de
votos – um ponto acima do resultado do dia anterior. José Serra
caiu um ponto e está com 24%. As oscilações ocorreram dentro da
margem de erro da pesquisa diária, que é de 2,2 pontos
percentuais.
A candidata Marina Silva tem 8% das intenções de voto, com um
ponto a menos do que na última pesquisa. Brancos e nulos somaram
4%, os indecisos são 11%, e os outros candidatos têm 1%.
A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500
eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada
quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é
apresentado ao entrevistado, Dilma tem 41%, Serra 19% e Marina
Silva 6%.
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Lula arrasa Serra:
"tenho mais o que fazer do que censurar blogs"
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (3) o fato de o
PSDB ter entrado com uma representação no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) para impugnar a candidatura de Dilma Rousseff
(PT) à Presidência. Segundo Lula, o candidato do PSDB ao cargo,
José Serra, deveria tentar ganhar as eleições com propostas em
vez de “tentar convencer” a corte a cassar o registro da
adversária. Para bom entendedor, Lula condenou o golpismo da
oposição.
“Eu acho que o Serra
precisa fazer uma coisa, uma eleição a gente ganha ela
convencendo os eleitores a votar na gente, não é tentando
convencer a Justiça Eleitoral a impugnar a adversária”, disse.
Para Lula, a atitude de Serra não é compatível com a democracia
e sim com o período de ditadura militar.
“Isso já aconteceu em outros tempos, de ditadura militar. Em
tempos de democracia, o seu Serra que vá para a rua, que melhore
a qualidade do seu programa, que faça propostas de coisas que
ele quer fazer por esse pais, que apresente soluções para o
crescimento industrial.”
Nesta quinta (2), o corregedor-geral do TSE, Aldir Passarinho
Junior, arquivou pedido do PSDB para cancelar o registro de
Dilma Rousseff. A oposição alegava que o vazamento de dados da
Receita Federal tinha o objetivo de prejudicar a candidatura de
Serra. O PSDB também culpa a campanha da petista pelas quebras
de sigilo.
A internet é
livre
O presidente confirmou a informação de que o candidato tucano à
sucessão presidencial havia avisado a ele sobre a divulgação em
blogs de dados sigilosos de Verônica Serra. "Ele se queixou de
que estava acontecendo na internet, como eu sou vítima disso há
muito tempo, eu sempre achei que a internet livre tem coisas
serias e tem coisas que são levianas", disse Lula durante a 33ª
Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e
Produtos Agropecuários (Expointer) em Esteio, na região
metropolitana de Porto Alegre.
O presidente disse ainda que tem assuntos "mais sérios" para
tratar do que “censurar” blogs que divulgam notícias sobre a
filha de Serra.“Primeiro, eu acho que nosso adversário devia
procurar um outro argumento. Não é possível que um homem que se
diz tão preparado para governar o país queira que o presidente
Lula censure a internet", disse.
Segundo o presidente, Serra deve estar com "dor de cabeça" com a
previsão de que o Produto Interno Bruto do país vai crescer 7,3%
em 2010. "Hoje ele deve estar com dor de cabeça porque o PIB,
parece que pelo IBGE, vai crescer acima daquilo que os mais
pessimistas previam, vai crescer 7%", disse. "Olha, o Brasil
vive um momento de ouro e eu não vou permitir que nenhuma coisa
menor, nenhuma futrica menor" atrapalhe isso, afirmou.
Segundo Serra, blogs de apoio ao PT e à candidata do partido à
Presidência, Dilma Rousseff, estariam divulgando informações
sigilosas contidas na declaração do Imposto de Renda de Verônica
e que ele teria feito esse alerta a Lula em janeiro. "Não tem
nada de mais que a internet publicou", respondeu Lula. "Tem
insinuações como tem contra o presidente Lula, como tem contra a
família do presidente Lula, como tem contra vocês, jornalistas."
Lula disse ainda que o Brasil vive em "uma democracia e nós
precisamos aprender a respeitar". "Querer que eu censure a
internet não é meu papel."
Portal
Vermelho
Com agências
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A quem
interessa a quebra de sigilo na Receita Federal?
Messias Pontes *
Muito antes do
início da campanha eleitoral, dissemos aqui que o demotucanato e
sua mídia conservadora, venal e golpista iriam preparar muitas
ciladas para a candidata da coligação Para o Brasil Seguir
Mudando, Dilma Rousseff. Seriam dossiês novos e requentados,
vazamento de informações sigilosas e tudo o mais que pudesse
confundir a opinião pública, como é de praxe no histórico dessa
gente.
Mas como a cotia só
olha para o rabo dos outros, era natural que ela tivesse o seu
cortado bem no tronco, mesmo ela continuando a mostrar o dos
outros como se nada tivesse acontecido com o dela. Assim agem,
historicamente, aqueles que não se conformam com o veredito
popular, os que defendem uma democracia sem o povo, a exemplo da
canalha udenista, e agora com os seus legítimos herdeiros, ou
seja, os demo-tucanos.
Com a iminência de uma fragorosa derrota nas urnas – muito maior
que a de 2002 -, o candidato da oposição conservadora de
direita, José Serra, ou simplesmente o “Zé”, está apelando para
tudo. Aliás, ele é capaz de tudo para sentar na cadeira hoje
ocupada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É capaz até
mesmo de fazer uma boa ação. Para tanto ele conta com os
colonistas e demais jornalistas amestrados, PhD em
antijornalismo.
O “Zé” tentou ligar o PT e sua candidata Dilma Rousseff às Farc,
ao narcotráfico, aos “mensaleiros” e a tudo o que é ruim. Tudo
sem provas como, aliás, sempre faz. Quem não lembra do
tristemente célebre “Plano Cohen” em setembro de 1937 para
justificar o golpe que deu origem à ditadura do Estado Novo? Em
matéria de factoides, a canalha da vela e da nova UDN é
especialista, com pós-doutorado.
Em matéria de dossiês e quebra de sigilo os tucanos são
especialistas. Lembra, caro leitor, da quebra de sigilo bancário
de vários parlamentares devedores do Banco do Brasil? Vários
dossiês foram cuidadosamente preparados e muitos deputados
federais e senadores foram forçados, em 1997, a votar à favor da
emenda da reeleição para garantir mais quatro anos para o Coisa
Ruim. Logo depois se soube que muitos deles foram comprados por
R$ 200 mil, conforme declararam os deputados Ronivon Santiago e
João Maia, ambos do PFL do Acre.
Vale
lembrar que em 2002 o “Zé” e a sua mídia inflaram a candidatura
da então governadora pefelista Roseana Sarney à presidência da
República. O objetivo era favorecer a candidatura do “Zé” e
prejudicar a de Lula. Como o tiro saiu pela culatra, a
candidatura de Roseana cresceu tanto que já ameaçava a do “Zé”.
Foi aí que o tucanato, utilizando o delegado federal Marcelo
Itagiba, hoje deputado federal pelo PSDB do Rio de Janeiro,
invadiu a sede da Empresa Lunus, de Jorge Murad – esposo de
Roseana -, encontrando lá R$ 1,34 milhão em espécie. Esse fato
levou a Filha de José Sarney a renunciar à sua candidatura em 13
de abril daquele ano.
Na mesma época o então governador cearense Tasso Jereissati
denunciou ter sido grampeado por dois meses, a mando do “Zé”.
Ainda em 2002, o “Zé” teria mandado preparar um dossiê contra
Ciro Gomes, então candidato a presidente da República pelo PPS.
No ano passado, quando o governador de Minas Gerais, Aécio Neves
defendia uma prévia no PSDB para escolher o candidato a
Presidente, eis que é plantada nota em coluna de jornal dando
conta de que o governador mineiro havia espancado a sua namorada
numa festa no Rio de Janeiro. Mais uma vez o “Zé” foi
responsabilizado pela autoria.
Desde fevereiro que a tendência de queda do “Zé” e de subida de
Dilma Rousseff já era apontada pelo Instituto Sensus e pelo Vox
Populi. Quando o Datafolha não pode mais manipular os números,
eis que vem à baila a quebra do sigilo fiscal de alguns
insignificantes tucanos: Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de
Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e de um tal Gregório Preciado,
parente do “Zé”, além dos empresários Michael e Samuel Klein, da
Casas Bahia, da apresentadora Ana Maria Braga e mais 140 pessoas
sem vinculação partidária.
Que importância têm essas pessoas na sucessão presidencial? São
candidatas a quê? Por que violaram também o sigilo fiscal dos
empresários e da apresentadora? Já está mais que provado que
trata-se de uma quadrilha que usava os dados para ganhar
dinheiro. O Corregedor da Receita Federal já esclareceu tudo.
Porém o “Zé” faz de conta que não sabe e continua, insanamente,
acusando sua principal adversária de ser a responsável. E a
mídia faz coro.
Ao entrevistar Dilma Rousseff no Jornal da Globo de
segunda-feira, a dupla William Waack e Cristiane Pelajo pareciam
que estavam num tribunal da Inquisição. Não dava nem pra
disfarçar o desejo de massacrar a candidata petista. Requentaram
factoides já desmascarados e fugiram do essencial que era o
plano de governo da candidata. É o desespero da certeza da
fragorosa derrota em três de outubro. Se tem alguém que não tem
o menor interesse na quebra de sigilo fiscal daquelas pessoas,
esse alguém é justamente Dilma Rousseff. Outros dossiês serão
fabricados até o dia da eleição.
Quanta hipocrisia!
*
Diretor
de comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará, e
membro do Conselho
*****
Paulo
Henrique Amorim: o Jornal Nacional no golpe contra Dilma
Em notas publicadas no blog Conversa Afiada, o jornalista
Paulo Henrique Amorim afirma que o presidenciável tucano, José
Serra, deu início a uma tentativa de golpe, com o apoio da
mídia, para derrotar a candidata Dilma Rousseff. Segundo o
jornalista, a escalada para salvar o tucano do fracasso envolve
Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo; Gilmar Mendes,
ministro do Supremo Tribunal Federal; Fernando Henrique Cardoso,
ex-presidente; e Sandra Cureau, vice-procuradora-geral
eleitoral.
O TIME DO GOLPE
A
articulação dessas figuras polêmicas parte de um pretexto: a
violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo
Jorge, e de Verônica Allende Serra, filha do candidato tucano.
Na opinião de Paulo Henrique Amorim, a oposição ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva — e a Dilma — achou a brecha que
faltava para melar as eleições presidenciais. “Serra usa o
sigilo para derrotar Dilma no tapetão”, escreve o jornalista.
Isso porque, nesta quarta-feira (1º/9), a coligação encabeçada
pelo tucano entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
para apurar um suposto envolvimento da candidata petista na
quebra dos sigilos. A chance da ação emplacar, segundo Amorim,
não é tão pequena, já que Gilmar Mendes é suplente do ministro
Marco Aurélio de Mello no TSE.
“Todo cuidado é pouco”, recomenda o jornalista. “No dia em que a
pesquisa de tipo tracking da Vox Populi confirma que a Dilma dá
uma surra no Serra (51% a 25%), nesse mesmo dia o Serra
tenta a última baixaria.”
“A última bala na agulha do Serra é a baixaria. Quanto mais o
PiG (Partido da Imprensa Golpista) e os blogs limpos
bradam, mais fica óbvio que a Dilma não tem nada a ver com isso.
É a tentativa de transformar uma máfia num braço da campanha da
Dilma. Os objetivos são óbvios: eleger o jenio (Serra)
desde já derrotado. O único problema é achar as provas”, agrega
Amorim.
A trama
O jornalista também desmascara o conjunto de ações sincronizadas
de vários personagens que fariam de tudo para ver Dilma longe do
Planalto.
Gilmar Dantas
(Gilmar Mendes) prega um Golpe de Estado da Direita. A
dra. Cureau delibera com incontestável imparcialidade no
Tribunal Superior Eleitoral. A Dilma dispara nas pesquisas e o
Conversa Afiada fica desconfiado: “Só o Globo e o Kamel
levam ao 2º Turno”.
O jenio (José Serra) prega o Golpe de 64, “escondido, no
Club da Aeronáutica”. Gilmar faz um pronunciamiento que
justificaria a AGU, o PT e a CUT entrarem na Justiça contra ele.
Marco Aurélio de Mello faz coro. O Farol (Fernando Henrique
Carodoso) toma o bonde do Gilmar e do jenio numa entrevista
inesquecível à Renata Lo Prete. No Jornal da Globo, o
jenio acusa a Dilma, com todas as letras de cometer um crime:
violar o sigilo fiscal para uso na eleição.
O PSDB entra no TSE para fazer o impeachment de Dilma no
tapetão. E o Casal 45 do jornal nacional (Willian Bonner e
Fátima Bernardes) desta quarta-feira denuncia com o
semblante de quem vai a um velório: violaram o imposto de renda
da filha do Serra com o objetivo de prejudicar a candidatura do
Serra.
Para Paulo Henrique Amorim, as acusações contra Dilma não fazem
sentido. “Quem estaria interessado em setembro de 2008 em
prejudicar a candidatura do Serra? Em setembro de 2008, quando
houve a violação, Dilma não era nem candidata. Por que o Lula ia
entrar na Receita, violá-la? O Casal 45 achou alguém que diz
supor que isso interessaria a alguém que quer prejudicar o
Serra. A quem interessa?”.
“Como diz o Brizola Neto, quem nasceu para José Serra não chega
a Carlos Lacerda”, conclui o jornalista do Conversa Afiada.
Segundo ele, “em matéria de baixaria, o Serra já foi mais
eficaz: pergunte à família Sarney. A Operação Lunus desmanchou a
candidatura da Roseana. Só que a Dilma não é a Roseana. E o Lula
não é o Sarney”.
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DESCONTRAÇÃO
José Serra
ganha novo jingle após últimas pesquisas
Segundo as últimas pesquisas, divulgadas nesta sexta (3),
Dilma tem 51% das intenções de voto, no Ibope, e 52%, no Vox
Populi. Já Serra tem apenas 27 % (Ibope) das intenções. O
resultado gerou um novo jingle de campanha para o candidato de
oposição ao governo Lula. Quem veio ao socorro do tucano foi Seu
Jorge, com sua famosa canção Chatterton. Pelo visto, a íra de
Serra contra os "blogs sujos" só tem contribuído para a
criatividade na internet.
FONTE: YouTube
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O
marketing de guerra: agressividade que tira votos
Um movimento de intenção de votos foi
constatado tanto pelo Datafolha quanto pela diária do Vox Populi,
com pesquisas realizadas na semana do "escândalo" da Receita.
Curiosamente, há um indício que passou despercebido até pelos
blog-jornalistas mais críticos.
por Weden, no
blog do Nassif
As
pesquisas mostram que a diferença aumentou "levemente" entre
Dilma e Serra. Pode ser apenas uma variação "dentro da margem de
erro". Mas podem ser também os primeiros indícios de que o
eleitor que restou a Serra não está aprovando esta história de
radicalização do discurso.
Mais uma vez o grande problema de Serra é ouvir quem não
deveria. Serra precisava estancar a queda. Como quase conseguiu.
Além disso precisava roubar uns 8 pontos de Dilma, o que
tornaria bem provável o segundo turno.
A missão não era fácil, mas parece que para Serra nada é tão
ruim que não possa piorar.
Não foram poucos os jornalistas e correligionários que pediram a
Serra que elevasse o tom. Segundo eles, isso sim seria fazer
oposição.
Num dos mais infelizes artigos já produzidos na grande imprensa,
o editorialista do GLobo Luis Garcia,por exemplo, implorava que
Serra desse "um ou dois murrinhos" na mesa. Em palavras menos
delicadas, isto significou um apelo para que Serra "partisse pra
porrada".
Como designou Fernando Rodrigues, Serra acabou aceitando a
sugestão da "ala maçaranduba" do PSDB (e da imprensa).
Isso geralmente não dá certo. Lula assustou eleitores durante
três eleições com uma retórica mais dura. Quando amenizou o
discurso, a aceitação foi mais natural - lógico, que só isso não
explica sucessos e insucessos, mas é fator a ser levado em
conta.
A pedido dos mesmos partidários da porrada, Alckimin já em
desespero foi a um debate em 2006 como um "delegado de porta de
cadeia", segundo a expressão de Lula. A imprensa amiga comemorou
o novo "ethos" daquele que humoristas apelidaram de Picolé de
Chuchu.
O resultado foi catastrófico: Lula aumentou ainda mais a
vantagem poucos dias antes das eleições.
Eleitor não gosta de quem bate, e nem gosta de quem se faz de
vítima. Justamente o duplo equívoco de Serra nesta semana que
termina.
Olhando os números, percebe-se por exemplo que o nível de
rejeição aumentou no Datafolha.
Descendo a porrada, o que Serra pode conseguir mesmo é descer
abaixo dos 25%. O que não seria ruim para sua carreira.
Seria humilhante.
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Lula
critica os que mentem e diz que Serra está baixando o nível
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva disse hoje, durante comício realizado em
Guarulhos, na Grande São Paulo, que o candidato tucano à
Presidência, José Serra, está baixando o nível da campanha e o
comparou a quem não sabe nadar e está morrendo afogado. “O bicho
anda com uma raiva que eu não sei do quê. O programa dele está
pesado, está baixando o nível. Isso é próprio de quem não sabe
nadar, cai na água e fica se debatendo até morrer afogado”,
afirmou o presidente.
O presidente declarou que a
oposição está com "raiva," "baixando o nível" com um
programa "rasteiro" e, num recado direto ao principal rival,
José Serra, perguntou
sobre a materialização dos sigilos fiscais violados de pessoa.
De acordo com
Lula, Serra está mentindo ao acusar o PT de responsabilidade na
violação do sigilo da filha dele, Verônica Allende Serra.
“Mentira tem perna curta. Quando começam a procurar alguém para
responsabilizar pelo seu próprio fracasso, a coisa fica ruim”,
afirmou.
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Quércia desiste de
candidatura ao Senado e faz acordo com PSDB
Orestes Quércia
(PMDB) deve comunicar nesta segunda (6) a retirada da
candidatura ao Senado por São Paulo para se tratar do retorno de
um câncer na próstata do qual sofreu anos atrás. Na mesma
oportunidade, o ex-governador anunciará o apoio ao companheiro
de chapa Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).
Em conversa de Quércia neste
domingo com a cúpula tucana, ficou acertado que o primeiro
suplente de Aloysio será Airton Sandoval (PMDB), e não mais
Sidney Beraldo (PSDB). Em consequência do acordo, o ex-chefe da
Casa Civil no governo de José Serra passará a ocupar, na
propaganda de TV, o tempo das duas vagas ao Senado da chapa.
Em pesquisa Datafolha feita nos dias 2 e 3 deste mês, Quércia
aparece com 26% nas intenções de voto, tecnicamente empatado no
segundo lugar com o pagodeiro Netinho de Paula (PCdoB). Marta
Suplicy (PT) lidera com 33%. Já o tucano Aloysio aparece em
quinto na disputa, com 12%.
Quércia iniciou sua carreira política no início dos anos 60,
quando foi eleito vereador em Campinas. A seguir, foi deputado
estadual pelo MDB, prefeito de Campinas e, em 1974, senador,
quando, aos 35 anos de idade, foi eleito com 4,5 milhões de
votos. Em 1982, foi vice-governador na gestão de Franco Montoro.
Quatro depois, assumiu o governo paulista.
O ex-governador foi internado na última terça-feira no hospital
Sírio-Libanês. Três dias depois, por meio de sua assessoria de
imprensa, o hospital informou que Quércia está com câncer na
próstata. De acordo com a assessoria, é uma recidiva de um tumor
que ele já tratou há mais de dez anos.
No mesmo dia, em nota divulgada em sua página na internet, o
ex-governador de São Paulo declarou que já teve uma "melhora
significativa" após o início do tratamento e se disse "bastante
animado".