As eleições
gerais deste ano deverão ser marcadas pela maior participação
das mulheres nos resultados. Isso porque o Brasil tem mais
eleitoras do que eleitores, é provável que haja maior número
de candidatas do que nas últimas eleições e a disputa ao cargo
de presidente da República tende a ter entre os principais
candidatos duas mulheres com grande visibilidade nacional.
Desde o
início deste século, as mulheres se tornaram maioria no
eleitorado. No pleito municipal de 2008 havia quase 5 milhões
de eleitoras a mais do que eleitores, um percentual de quase
4% em favor das mulheres, proporção que pode ser decisiva em
disputas acirradas. A maior participação das mulheres tem sido
observada desde as eleições parlamentares de 1974, ainda à
época do regime militar, quando também se verificou o aumento
da participação feminina no mercado de trabalho.
Essas
dinâmicas, no entanto, não favoreceram a eleição de mais
mulheres. Se elas hoje são maioria no eleitorado, estão
sub-representadas em todos os cargos eletivos. O Brasil tem
apenas três governadoras, dez senadoras, 45 deputadas
federais, 106 deputadas estaduais, 505 prefeitas e 6.512
vereadoras. O país ocupa o 142º lugar em representação
feminina, segundo a Inter-Parliamentary Union, atrás dos
países desenvolvidos, de quase todos os latino-americanos e de
outras nações de língua portuguesa como Angola e Moçambique.
O quadro de
baixa representação poderá, no entanto, começar a ser alterado
a partir de outubro com uma ligeira mudança na legislação
eleitoral. A partir de agora, os partidos são obrigados a
“preencher” e não apenas a “reservar” 30% das candidaturas
para as mulheres.
“Mudar a
semântica pode fazer toda a diferença”, prevê Marlise Matos,
chefe do Departamento de Ciência Política da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG). A professora espera que a
obrigação legal mude a cultura partidária. “As lideranças
partidárias costumavam dizer que não conseguiam completar as
cotas porque as mulheres não têm ambição política”, conta.
“Nossas
pesquisas comprovam que é um argumento completamente
falacioso. As mulheres participam politicamente, elas são
filiadas em maior número a partidos políticos do que os homens
e estão nas bases dos movimentos sociais”, assinala a
acadêmica.
O aumento do
número de candidatas pode levar à eleição de mais mulheres,
espera o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, professor
titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, ligada ao
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para
ele, o aumento de candidatas e de eleitas vai “refletir o
emponderamento das mulheres”.
Além de mais
candidaturas para todos os cargos em disputa, as eleições de
2010 chamam a atenção pela provável presença de duas mulheres
entre os principais candidatos à Presidência da República.
Na avaliação
de analistas, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) forçarão
a discussão em torno de assuntos que mobilizem mais as
mulheres. “Com duas candidatas, duas mulheres notórias,
certamente a questão de gênero estará mais presente no debate
eleitoral”, prevê Neuma Aguiar, professora de sociologia da
UFMG.
“Os
candidatos vão ter que tocar nessa questão de gênero e como
vão ser formuladas as políticas para que haja melhoria na vida
das mulheres”, acrescenta.
Para Antônio
Lavareda, que preside uma empresa de consultoria especializada
em marketing político, as mulheres tendem a ter um
comportamento eleitoral pragmático. “São eleitoras mais
focadas em temas concretos e menos afetadas por temas de cunho
político e ideológico. Elas dão mais atenção a assuntos como
educação, saúde das crianças, segurança pública, preço dos
alimentos e custo de vida porque estão às voltas com o
abastecimento de bens e serviços de sua casa”, analisa.
Segundo
Lavareda, as mulheres têm mais facilidade para mudar a
intenção de voto durante a campanha eleitoral ou esperar mais
tempo para tomar a decisão. “Parece que as mulheres votam com
mais cuidado, observando e avaliando mais e decidindo seu voto
mais tardiamente”, compara.
Segundo
pesquisa de opinião do Instituto Datafolha, de 24 e 25 de
fevereiro, o percentual de homens indecisos quanto às
candidaturas à Presidência da República é de 15%, enquanto
entre as mulheres é de 23%.
Fonte: Da Agência
Brasil
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Segunda, 8 de Março de 2010 - 09h27
Mulheres são maioria entre ricos e
prósperos do País

As
mulheres somam cerca de 4,9 milhões contra 4,7 milhões de
homens que participam do segmento mais abastado da
sociedade nacional, de acordo com levantamento da Serasa
Experian. O grupo de ricos e prósperos, dentro de uma nova
classificação social proposta pela entidade, representa
7,12% dos 135 milhões de brasileiros pesquisados em um
cruzamento de dados da Serasa com informações do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dentro
deste segmento, as mulheres são cerca de 1 milhão dentro
do grupo de 2,5 milhões de ricos, sofisticados e
influentes do Brasil. Isso quer dizer que este é o número
aproximado de mulheres em carreiras de destaque, com boa
qualificação, alta renda e capacidade de influenciar
opiniões.
Entre
estas mulheres, 611 mil são empresárias de sucesso em
grandes cidades. Segundo a Serasa Experian, este é o
subgrupo mais rico da sociedade brasileira. São indivíduos
entre 40 e 60 anos que materializam seu status social com
o consumo de bens e serviços exclusivos. Os homens são 64%
no grupo e as mulheres 36%.
"Ainda
existe a disparidade porque o justo seria termos 50% de
mulheres ocupando cargos executivos de alto padrão. Não é
apenas uma tendência social, mas corporativa. Os salários
ainda são diferentes, mas rumamos para a equiparação",
afirmou no estudo a professora e doutora em sociologia
Cristina Panella.
Aspirantes
As mulheres também são
maioria no segmento de profissionais em ascensão, que
conta com 55% de participação feminina em um universo de
2,83 milhões de pessoas. Segundo o presidente da unidade
de negócios de marketing services da Serasa, Juliano
Marcilio, o sexo chamado de "frágil" está mais propenso a
batalhar para mudar de vida. "Muitos de seus integrantes
deverão estar em patamares mais elevados em curto e médio
prazos", disse.
Da Redação Terra
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Segunda, 8 de Março de 2010 -
Caixa oferece CPF de
graça para as mulheres
A
Caixa Econômica Federal vai oferecer a emissão e
regularização do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) de
graça para as mulheres entre os dias 8 e 12 de março. A
ação faz parte das comemorações do Dia Internacional da
Mulher, nesta segunda-feira (8). Desde 2004, mais de 1,5
milhão de mulheres já foram beneficiadas pela ação do
banco.
Para
tirar CPF, as mulheres com mais de 18 anos precisam
levar às agências do banco a carteira de identidade ou a
certidão de nascimento e, ainda, apresentar o Título de
Eleitor. Para as adolescentes maiores de 16 anos, basta
o RG ou a certidão de nascimento.
Quem
não tiver 16 anos, pode ser representado por um dos pais
ou responsável. Neste caso, o representante deve portar
certidão de nascimento ou documento que contenha
filiação (nome dos pais) e data de nascimento da criança
ou adolescente, além de documento de identificação e CPF
próprios.
Sem o
CPF, os cidadãos não podem abrir contas bancárias ou ser
titular de programas sociais. Atualmente, a emissão do
documento custa R$ 5,50 e pode ser feita nas agências da
Caixa, do Banco do Brasil e dos Correios.
Do R7
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Segunda, 8 de Março de 2010 - 08h03
Efraim Filho fará pronunciamento
contra novelista global
O
deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) deve fazer um
pronunciamento esta semana contra o autor de novelas
Aguinaldo Silva por causa de uma frase preconceituosa
postada no twitter do escritor. No último dia 5, ao
comentar a 10ª edição do Big Brother Brasil, Aguinaldo
criticou o participante Marcelo Dourado e o
classificou de "paraibinha chinfrim".
"Gente, que falta de homem é essa? Esse Dourado do BBB
não passa de um paraibazinho muito do chinfrim! Sou
mais o Turcão de Rocha Miranda".
A
frase repercutiu intensamente a partir do microblog e
virou notícia na internet. Muitos paraibanos se
sentiram ofendidos pelo diretor, que reafirmou sua
frase um dia depois, após tomar conhecimento das
reações em contrário.
"Não
retiro uma palavra do que disse, o Marcelo Dourado não
passa de um paraibinha muito do chinfrim!".
Hoje, também no Twitter, o deputado foi estimulado por
vários seguidores a reagir às frases de Aguinaldo com
um pronunciamento na Câmara dos Deputados e prometeu
fazê-lo:
"É
triste ver que a Rede Globo abriga preconceituosos
como o novelista Aguinaldo Silva. Qualquer preconceito
me tira do sério. Podia até dizer que errou,mas ele
foi arrogante e prepotente, fez questão de reafirmar o
preconceito Anti-Paraíba", comentou Efraim, prometendo
um pronunciamento na tribuna contra "este crápula".
Para
conferir as postagens do autor de novelas, acesse
http://twitter.com/aguinaldaosilva
Do Paraíba Online
(Já fiz antes,
aqui, neste site. Leia em OPINIÃO)