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Eilzo Matos

 

O POVO RECLAMA E AGUARDA A CPI DA ENERGISA – CPI JÁ!

 

Esse Mercadante é um farsante. Para ele, certamente, não existiu Mensalão nem existem corrupção no PT e no governo Lula. Existe, isto sim, sucesso absoluto e indiscutível em pesquisas de opinião, sobre o seu desempenho. A ética que se dane! Neste diapasão falou da tribuna do Senado, em defesa da privatização da distribuição de energia elétrica no país. O mesmo pode-se dizer sobre Ricardo Coutinho. É porque, vale muito para eles, cadeiras boas para se sentar e mandar, restaurantes de luxo para comer, midia do jabá a seu serviço, para elogiá-los, defendê-los.

 

Agora apareceu outro, desta vez na TV. Com ar de brutamontes, identifica-se como Presidente da ENERGISA, acusa de ignorantes os que protestam contra o aumento da tarifa, aplicado nas contas dos consumidores de energia elétrica. Diz que não inventou nada, existe a lei, a instituição ANEEL que autorizam fixam os percentuais de aumento, culpa o governo pelo alto valor das contas em razão de impostos, que investirá milhões no Estado, etc. etc. Isto o que entendi.

 

A grande imprensa tudo divulga à saciedade. Promulgam ex cathedra. Quanto ao povo, restam alguns blogs incensuráveis, para divulgar as suas penas, chorar suas mágoas. E o fazem.

 

“Queremos uma comunicação de mão dupla, que interaja, que comunique a diversidade de opiniões. Queremos uma comunicação que favoreça a inclusão do maior número de cidadãos no debate político. Hoje, apenas seis redes privadas controlam 667 veículos – emissoras de TV, de rádio e jornais diários – atingindo 87 por cento dos domicílios, em 98 por cento dos municípios brasileiros”. (R.Requião, Discurso AL Paraná).

 

E sobre o procedimento para privatização das empresas públicas paraibanas de distribuição de energia Saelpa e Celb, que papel desempenhou a Grande Imprensa Nacional? Divulgar, preferencialmente, como fez, as irritadas criticas dos Mercadantes de plantão aos gestores que se opunham à privatização de bens e serviços públicos, alegando que estavam afugentando investimentos  estrangeiros no País.

 

Urge quebrar o dogma do “Pacta sunt servanda”. Todos os contratos lesivos ao interesse público podem e devem ser re-negociados. É o entendimento da maioria dos brasileiros.

 

Não tenhamos ilusões, não sejamos ingênuos, não esperemos muito da grande mídia. Ela tem um lado, nós é que não aprendemos isso ainda e ficamos insistindo em um diálogo de surdos, como afirma o ilustre paranaense.

 

Acontece que o governador do Paraná, patrioticamente enfrentou a mídia. Queria recuperar uma empresa estatal à beira da insolvência (COPEL), evitar a sua privatização porque representava o alicerce para produzir lucros, oferecer suporte de serviços indispensáveis ao desenvolvimento do Estado, do bem estar da população. Em notável discurso na Assembléia Legislativa ele afirmou:

 

“Nesses quatro anos, transformamos a Copel de uma empresa à beira da quebra, deficitária, na terceira melhor empresa de energia do mundo. E na principal empresa de energia das Américas. De longe, a melhor empresa de energia do Brasil. Os paranaenses pagam hoje, a menor tarifa de energia do país; os nossos empresários têm oferta de energia barata e abundante para o desenvolvimento de seus projetos; um milhão de paranaenses de famílias mais pobres, recebem energia de graça em suas casas”.

 

Poderíamos incluir a ENERGISA no padrão acima? Claro que não. Inúmeras e insistentes são as irregularidades por ela praticadas, em prejuízo dos seus clientes. Daí a exigência de criação e imediata instalação da CPI da ENERGISA, pela nobre casa de representantes do povo paraibano.

 

O nosso lado é o lado do povo. O da Energisa é dos car–carás da canção de João do Vale: “pega, mata, e come”.

 

Exemplares de jornais enchem o disco do meu computador.. E falam da postura bifronte dos comentaristas, da dubiedade de opinião dos seus textos sobre o tema. Compromissos do grupo midiático, impondo a efetiva censura aos seus servidores.

 

Tudo uma farsa. Nada mais do que uma farsa. Como o grosseiro equívoco, no procedimento da Justiça Eleitoral para lisura do último pleito, como foi demonstrado em muitas das zonas eleitorais existentes na Paraíba. Poderemos comentar mais adiante.

 

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Sertão da Paraíba 07 / 10 / 2008.

 

 

Eilzo Matos é político do município de Sousa, escritor e professor universitário.
www.eilzomatos.zip.net
eilzopb@yahoo.com.br 
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