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Elpídio Navarro

 

"Pensei ter acabado a ditadura..."


O cara, um tenente do Exército, aí pelo fim dos anos 60, todo metido a galã do cinema mexicano, entrou no ônibus super lotado e foi logo se encostando perto da jovem passageira, com a mão roçando na bunda da moça. Ela, que era do tipo que tinha cabelo nas ventas, não contou conversa e sacudiu a munheca nas fuças do tarado ao mesmo tem tempo que gritava: "vá pegar na bunda da sua mãe, safado!"  O moço que estava perto pegou o sacana pelo pescoço, enquanto o cidadão mais idoso chutava-lhe o saco. Nisso, veio lá de trás um operário, desses que o número maior do macacão ainda fica-lhe apertado, e entrou na briga pegando o tenente pelos fundilhos e ameaçando jogá-lo pela janela do veículo. O motorista do ônibus, aproveitando a passagem por um posto policial, brecou o veículo bem na porta do estabelecimento zelador da ordem e chamou os policiais. Presos para interrogatório foram  a vítima, o apanhado e os três que deram-lhe a pisa. E o delegado perguntou:
- Moça, por que bateu na cara do tenente?
- Porque ele passou a mão na minha bunda...
-E você, rapaz, por que agarrou o tenente pelo pescoço?
-Porque a moça é minha noiva...
-E o senhor que chutou-lhe o saco?
-A moça é minha filha...
-E você aí, que queria jogar o tenente pela janela do ônibus em movimento, também é parente?
-Não, eu  nem conheço a moça...
-Então?...
-É que eu pensei ter acabado a ditadura...

A piada é velha, sei. Mas é justificável a sua lembrança diante de alguns acontecimentos tragicômicos que vêem acontecendo por aqui e alhures, envolvendo segurança e justiça.

"O assalto ocorrido na delegacia de Campo de Santana, no Agreste paraibano, na terça-feira, deixou o sistema de segurança pública da Paraíba desmoralizado, segundo entidades representativas das polícias Civil e Militar. A ousadia dos bandidos que prenderam dois policiais e fugiram levando armas é o reflexo da nítida falta de infra-estrutura e das más condições de trabalho existentes nas delegacias de todo o Estado, conforme essas entidades." Foi como noticiou a imprensa. E tem bandidos vindos de todo canto, de Pernambuco principalmente, talvez cientes que a coisa aqui  é mole. Os poucos que são presos devem pensar: "vim pra cá pensando que tinha acabado a polícia!"

Pois não é! Um garoto  vive assaltando apartamentos e toda vez que é preso consegue fugir. Da última, foi encontrado dormindo na cama da dona do imóvel. Inocente, demente ou burro mesmo? O danadinho consegue passar pela portaria do prédio, abrir o AP e fazer a farra lá dentro. Quando preso sempre escapa. Só pode imaginar que por aqui acabou cadeia. E o pior é que para ele acabou mesmo!

Juiz apanha na cara, às duas da matina, dentro de um restaurante em Campina Grande. O agressor um político. O agredido declarou que não sabe o porquê de ter apanhado. O político deve saber por que bateu. Ou melhor, os dois devem saber como tudo começou. A notícia do jornal ressalta que o juiz não teve os dentes quebrados. Ruim para os dentistas...

Mas uma simples observação do estado em que se encontra a Justiça no País, deixa no ar uma grande preocupação com a nossa condição de legalidade. O conveniente marasmo dos  julgamentos dos Tribunais Superiores, isso sem falar nas suspeições denunciadas na mídia, como o são os casos Daniel Dantas e Cássio Cunha Lima. Isso sem falar do processo contra Ronaldo Cunha Lima por tentativa de assassinato contra Tarcisio Burity, que arrastou-se por muitos anos e, quando resolveram julgá-lo, a coisa foi tão avisada que deu tempo do acusado renunciar o mandato de deputado e o processo ser  tirado de pauta,  E se todo mundo começar a pensar que acabou a Justiça e tome munheca em cara de juiz?

Onde vamos chegar? (10-11-2008)

 

Mãe Joana, Divani Pinto e 2010

 

Assisti ao filme e li o "Na Casa de Mãe Joana" de Hugo Caldas, artigo publicado neste site. Também não sou crítico de cinema. Ainda bem, pois me diverti um bocado e valeu ter saído do meu esconderijo distante para chegar até ao cinema. Acho que senti um pouco do clima das famosas e adoráveis "chanchadas" com Oscarito e Grande Othelo. Claro que guardando as diferenças do linguajar o do pouca roupa. E Fernanda de Freitas nua? Uma beleza! Dá de 10 a 0 em em Débora Secco. Pelo menos de cara. Questão de gosto ou de visão.

     

Pois é. Sair de casa para assistir a um filme de Antonioni ou Kury, juro que não sairia. Como não sairia para ver um desses monólogos teatrais onde o ator fica dizendo abobrinhas, achando que vomita intelectualidade. Isso tudo me faz lembrar um sucedido que presenciei:

Aluno na FAFI - Faculdade de Filosofia da UFPb. e já participante de movimentos culturais e políticos de João Pessoa, aproveitava os intervalos das aulas, juntamente com outros colegas, para ouvir os papos dos intelectuais da Cidade, que aportavam por lá, uns por ser alunos também, outros professores e alguns viciados visitantes. Cinema era o assunto mais em voga, principalmente devido ao grande momento pelo qual passava a sétima arte, não só no Brasil e, particularmente, na Paraíba, como também no mundo inteiro. O Cinema-Novo era a vedete. Antonioni para um lado, Godard para o outro, Glauber Rocha por cá, Visconti por lá, Linduarte Noronha por aqui, era uma torrente de conhecimentos cinematográficos jogados nas nossas caras, pobres diabos ignorantes, que nem os Cahiers du Cinema havíamos lido!  Geralmente o grupo era formado por Wills Leal, Paulo Melo, Jackson Carvalho, Martinho Moreira Franco, Linduarte Noronha, Virginius da Gama e Melo, entre outros e nós os menos avisados, que ouvíamos  aquela discussão teórico-técnico-filosófica sobre diretores, filmes e fotografias, calados, é claro, para não dizer besteiras. Certa vez um assunto polêmico dividiu o grupo intelectual, que começou a vomitar conhecimentos, com argumentos que só eles entendiam. Foi quando Silvio, que pertencia ao nosso grupo de escutas, abriu uma brecha e declarou:

                  - Olhe, pessoal, eu não sei se vocês já leram, mas numa edição do Le Monde tem uma entrevista com Mourrá Guedê, na qual ele faz uma declaração exatamente contrária a essa discussão de vocês! Eu tenho até o jornal em casa, que peguei emprestado lá na Cultura Francesa. Se vocês quiserem, eu trago amanhã!

                  - Quem foi?!

                Quase a unanimidade do grupo que discutia perguntou, enquanto Silvio respondeu como se tivesse falando da pessoa mais conhecida do mundo:

                      - MOURRÁ GUEDÊ !...

                      Silêncio geral, inclusive nosso. A verdade é que ninguém sabia quem era esse Mourrá Guedê. O assunto foi mudado e, pouco a pouco, o grupo se desfez e nós ficamos boquiabertos com a erudição cinematográfica de Silvio. Claro que o interrogamos:

                       - Rapaz, desde quando tu estudas na Cultura Francesa?

                       - Desde nunca!

                       - Então qualquer um pode chegar por lá e pegar jornal francês?

                        - E eu sei!  Aquela história eu inventei!

                        - Quem é esse tal de Mourrá Guedê?

                        - Eu! Silvio Moura Guedes!

 

A DELEGA DIVANI PINTO

O Jornalista Tião Lucena escreveu um artigo (também está neste site) sobre a ex-delegada (Divani Pinto) que, dizem, pretendia mandar colocar veneno na comida de dois assassinos (diz que mataram seu marido) presos na Cadeia do Roger. Concordo com o que ele diz. Esse negócio do cara se vender para matar um semelhante e depois ficar no bem bom às nossas custas e ainda protegido por direitos humanos que não protegem as pessoas contra a bandidagem, é inaceitável. O assunto me faz lembrar o zelador de um condomínio onde morei, que tinha uma proposta revolucionária para resolver o problema: "juntava-se todos os condenados por crimes violentos dentro de um navio de fundo falso e os conduzia para o alto-mar.  Chegando lá, o fundo (do navio) era aberto e os bandidos cairiam na água. Aquele que conseguisse chegar vivo numa praia estaria perdoado." Idéia simplória,  é claro! Mas era bem capaz de resolver.

A ELEIÇÃO DE 2010

De volta à política, politicagem ou seja lá o que for, assisti pela TV Miramar a apuração do segundo turno para Prefeito de Campina Grande. De proa Giovanni Meireles comandando o programa que ainda contava com a participação do apresentador Alex e um outro jornalista que não consigo lembrar o nome, por sinal, o mais racional deles. Eram os números chegando e ele afirmando que a apuração marchava para uma vitória de Veneziano Vital do Rego, enquanto os outros dois buscavam os votos de dois distritos que iriam virar o jogo: Galante e São José da Mata. Quando a coisa ficou preta para o candidato deles, Rômulo Gouveia, o que decretava uma derrota do governador cassado Cássio Cunha Lima, esqueceram os votos da virada e começaram a fazer conjecturas sobre a eleição para Governador e Senador de 2010. O que tentaram passar foi uma possível aliança de Veneziano ou Ricardo Coutinho com Cássio, especulação nitidamente com o intuito de botar lenha em fogueira. E o pior é que grande parte da mídia embarcou nessa canoa furada.

Não acredito que Ricardo ou Veneziano passe-se para uma posição tão desvantajosa. Eles devem ter ouvido alguém dizer  alguma vez "dize-me com quem andas que eu te direi quem és". Por outro lado, não se pode esquecer de Zé Maranhão. O homem está vivo e bem vivo. Acredito numa futura escolha consensual do  próximo candidato da oposição. Se dependesse de mim, escolheria Ricardo Coutinho.(03-11-2008)

 

Os tentáculos do desgoverno Cássio

Como um polvo,  com seus vários tentáculos ameaçadores irradiando  perigos, segue o governador liminares jogando com a sua situação irregular, por conta da inoperância da justiça, pelo menos do Superior Tribunal Eleitoral, maior culpado da situação em que vive a Paraíba, talvez por não ter coragem de ou interesse em condenar, engaveta processos, prática iniciada no nefasto período de poder do pai desnaturado e vagabundo (ele declarou que aposentado era vagabundo e ele já era aposentado quando assim falou) Fernando Henrique Cardoso.

Quais os tentáculos? Vejamos:

CAGEPA - A empresa que deveria abastecer de água todo o Estado, virou a campeã das reclamações da população. Permite a falta do produto que vende ou o envia cheirando a merda e da cor de vômito provocado por indigestão de sarapatel. Agora, que se saiba, não tendo matado ninguém com a água suja que colocou a consumo da população da grande João Pessoa, é acusada de mandante da morte de um cidadão, por ter contratado empresa irresponsável para abrir buracos nas ruas da Cidade. Para camuflar a falta de ações em benefício da Paraíba, enterra canos mundo afora com o intuito de justificar o que é gasto com a propaganda enganosa do seu patrão. E os esgotos estourados? E os saneamentos incompletos? E as cobranças irregulares? Não há um só dia que a televisão não mostre uma irregularidade dessa prestadora de desserviços. Feliz é o Município de Sousa que declarou independência municipalizando os serviços de água e esgoto.

ENERGISA - Que ninguém sabe quem é o dono, mas como é defendida pelos deputados do desgoverno, este deve ter alguma ingerência por lá. Atualmente assalta o bolso do povo com um extorsivo aumento nas contas de fornecimento de energia elétrica. E ainda tem gente que defende essa prática. A grana deve estar correndo frouxa!

SEGURANÇA - He, he, he, he, que segurança? João Pessoa está transformada na  cidade mais violenta da Paraíba e o Estado num dos mais violentos do Nordeste. Assaltos e assassinatos feitos com segurança, uma vez que os criminosos, em grande parte, não são encontrados. As constantes vezes que o Secretário Eitel Santiago vai à televisão justificar o injustificável, não resolve nada! Agora mesmo, um carro roubado no bairro dos Bancários em João Pessoa conduziu assaltantes à cidade de Remígio onde mais um crime foi efetuado com sucesso. Pergunta-se: onde estavam as "Manzuáis"? Sim,  porque para chegar a Remígio, saindo de João Pessoa, teria forçosamente que passar por uma das mencionadas barreiras  policiais. A não ser que os bandidos tenham encontrado um túnel secreto ou o caminho das pedras! Ainda tem as acusações até na Câmara Federal contra o comandante da Polícia Militar,  pelo suas  parcialidades quando se trata dos interesses de seu chefe. Até carro policial foi fotografado com propaganda política de candidato do desgoverno atual.

FAC / FUNDAÇÃO DE AÇÃO COMUNITÁRIA - Ou deveria ser de ação de cheques? De qualquer jeito é a galinha de ovos de ouro do desgoverno Cássio. Distribuição de cheques com fins eleitoreiros comprovada, a ponto da Justiça Eleitoral da Paraíba ter reconhecido a prática da corrupção eleitoral e causado a cassação do dito cujo. Isso sem falar da má distribuição de leite e pão, que o desgoverno faz por conta de convênio firmado com o Governo Federal. E tem povo denunciando na TV que há irregularidades na distribuição do leite, que não é entregue e é  anotado como se fosse. Até no leite do povo!

POLITICAGEM - Bastou o senhor Cássio cassado pelo Tribunal Eleitoral da Paraíba ter se licenciado da função liminares que exerce e ido para Campina Grande fazer a campanha do seu candidato à Prefeitura, que a corrupção eleitoral já existente começou a aflorar: a Polícia Federal prendeu dois marmanjos distribuindo cestas básicas e cimento, prendeu-os e os contraventores acharam graça dizendo "isso não vai dar em nada", conforme o que foi divulgado no Correio da Paraíba. Em quem será que os asseclas do candidato tucano estariam confiando? Naturalmente em alguma instituição que lhe garantisse a impunidade. Mas nada disso adiantou. O desgoverno levou chumbo mais uma vez.

Bem, por hoje é só. Mas ainda tem mais...

PS - As afirmações acima estão todas documentadas através de fotos, reportagens, denúncias etc., apresentadas pela Mídia Paraibana e guardadas por mim,  principalmente oriundas da TV e Jornal Correio da  Paraíba, mas sem faltar também notícias veiculadas nos jornais O Norte e Jornal da Paraíba. (27-10-2008)

 

Vem aí grande inflação:
preço do  voto

Tião Lucena noticia no seu blog:

“O Jornal Correio Braziliense de hoje noticia que três ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entraram em licença. Eros Grau, Felix Fischer e Fernando Gonçalves provavelmente não vão particiapar dos julgamentos de recurso referentes ao primeiro turno e podem também não estar presentes durante o processo eleitoral do próximo dia 26.

O Ministro Eros Grau pediu licença para viajar para a Europa, objetivando representar o Supremo Tribunal Federal (STF), em dois eventos, nos dias 16 e 21 de outubro, mas sua permanência deve se estender por duas semanas. Fernando Gonçalves vai representar o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em uma viagem. E o ministro Fischer está de licença médica, mas sem prazo para retornar.

Tudo indica que os processos de interesse do Estado Paraíba ficarão suspensos, inclusive os que envolvem o Governador Cássio Cunha Lima.”

O arrumadinho era previsto. Levará muito tempo ainda para que os atuais ministros superiores sejam substituídos pela aposentadoria e para que os novos nomeados assumam o STE sem compromissos. Mas tudo isso não tem a menor importância, pois nada é possível fazer. Eles são independentes.

O que preocupa mesmo é o estado em que vai ficar o Estado da Paraíba, até 2010, término do mandato do cassado Cássio, época em os senhores ministros vão encontrar tempo para julgar as liminares (que agora valem como mandato eletivo) a ele concedidas. Aí a decisão pode ser qualquer uma, que para nós não influi nem contribui. A Paraíba deverá estar à beira da falência. Bom para Ricardo Coutinho que, se for candidato da oposição, terá panos pras mangas contra a situação.

Vai restar a cassação sim ou não, que poderá refletir no quadro dos candidatos a governador e senador. Mas do jeito que está a batida do bumbo, vão também livrar o batuqueiro cassado de qualquer penalidade. Não é demais lembrar que Ronaldo Cunha Lima encontra-se até agora sem julgamento pelo seu crime de tentativa de assassinato contra Tarcisio Burity.

Isso tudo confirmado, teremos uma substanciosa inflação no mercado de votos. (20-10-2008)

 

Justiça: substantivo concreto ou abstrato?


Acho que a mestra Olivina Olívia Carneiro da Cunha, não me esclareceu bem  a  questão, quando da minha passagem pelos ginásio e clássico do velho Lyceu Parahybano. Mas também já lá se vão mais de cinqüenta anos! Enquanto idéia é claro que é abstrata. Mas quando ela acontece (ou não) em fatos e atos emanados do Poder Judiciário ou de algum dos seus membros, beneficiando ou  prejudicando pessoas com ações ou omissões, com o povo sentindo na pele o seu efeito? Para mim, isso é concreto.

Mas a Justiça Paraibana está sendo motivo de diversão na Internet, com a exibição de dois vídeos divulgados pelo "You Tube", abaixo inseridos, para vergonha do nosso Estado:

 

 

O que se vê são dois promotores se arvorando de autoridade excessiva. Um cabeludo, fantasiado de caubói com chapéu de Nat King Cole, prenhe de autoridade, empurrando as pessoas para fora das ruas, escudado por policiais. Um outro, brabo que só um siri numa lata, gritando que passava pelo bloqueio que lhe estavam impondo, enquanto o seu colega também gritava: "Não passa, não passa, não passa..." Um vexame! Agora havia platéia para assistir à comédia. Povo, que segundo a  determinação judicial, deveria estar em casa. No segundo vídeo, se ouve muito bem um cão protestando com os seus latidos. Ao final os dois dão entrevistas. O primeiro, com a fala mansa diante do microfone da reportagem,  afirmando que estava sendo gentil com as pessoas e o segundo invocando a inconstitucionalidade da medida de recolher. É isso aí: às vezes o que dá pra rir, também dá para chorar... Esse é o concreto do vexame.

Li notícia que dificilmente o Tribunal Superior Eleitoral  julgará ainda este ano as liminares que  mantêm Cássio Cunha Lima como governador. É que existem muitos processos na frente, prioritários. Isso é abstrato. Concreto é que a Paraíba está parada porque o STE não vê necessidade  de resolver a situação. Outro dia ouvi e vi na televisão um magistrado dizendo que o culpa é do povo que elege maus políticos e depois quer que a Justiça os destitua. Pode ser. Entretanto por que a própria Justiça não aceitou, como pediu tanta gente, inclusive a OAB, que fossem impedidos de serem votados os candidatos com  "ficha suja"? As fichas são concretas.

O prefeito de Cabedelo foi reeleito com uma enorme ficha suja, comprovada agora pela sua cassação e inelegibilidade pelo Tribunal de Justiça. Crime: nepotismo. Empregou cerca de trinta parentes na Prefeitura. Isso é concreto. O condenado, Zé Regis, diz que vai apelar. O cumprimento dessa decisão judicial é abstrato. (13-10-2008)

 

Cesse tudo o que a Musa antiga canta

Foi assim: a antiga forma agressiva de fazer campanha política em Campina Grande não funcionou em João Pessoa. Nem lá em Campina Grande também, mesmo ainda havendo o risco da compra de votos dos candidatos nanicos para o segundo turno, característica dos Cunha Lima, como seus opositores sempre declaram.

Em João Pessoa foi desmoralizante a derrota do governador cassado, que vem se mantendo no cargo graças a inoperância do Superior Tribunal Eleitoral. Foi uma forma de pedir a Cássio Cunha Lima que ele se retire, por favor,  pois o "boi de piranha" que condenou a atravessar o rio chegou à outra margem todo arrebentado.

E Cícero Lucena que, dizem os dissidentes de Barreto (conheço Barreto há muitos anos e sempre o considerei uma simpatia de pessoa, apenas acho que embarcou em canoa furada), deu uns trocados para o caixa 2 do chefe da turminha da fofoca contra Ricardo Coutinho, que parecia mais um coral de papagaios a repetir as acusações criadas com o objetivo de desestabilizar a candidatura vitoriosa há muito tempo já. Inventaram tudo, até a compra de votos. Que falta de imaginação! Alguém de bom senso pode imaginar que necessidade teria Ricardo Coutinho de comprar votos? Os números saltavam nas pesquisas, principalmente nas feitas por emissoras adversárias como a TV Cabo Branco. Nunca um povo foi tão espontâneo numa eleição. Que eu lembre de parecida, só a de Pedro Gondim para governador. 

Vi a parte final da programação da TV Miramar com os resultados das eleições. Giovanni Meireles, Walter Santos e um outro jornalista que lembro o nome, comentavam e analisavam os resultados. Ao final concluíram que o atual governador cassado teria saído fortalecido na campanha eleitoral. Como, meu amigo Walter? Ele perdeu em João Pessoa (de lavagem), Campina Grande, Santa Rita, Patos, Cajazeiras, Guarabira, empatou em Sousa e Cabedelo (considerando a pequena diferença de votos ) e em Bayeux acha que venceu (lá ganhou o PMDB), mas até 2010 muita água vai correr por baixo da ponte do Rio Sanhauá, e outro arrumadinho igual  ao que foi feito pelo Prefeito Jota Júnior poderá acontecer contra ele, Cássio. Em Pombal o governador foi apoiar a candidata do PT. Sabe-se lá quem o PT vai apoiar nas próxima eleições. Esses citados, caro amigo, são os municípios de maior eleitorado na Paraíba...

E ainda: Maranhão ganhou no seu reduto eleitoral. Wilson Braga também. Ainda tem as praias do Sul, como se falava antigamente numa eleição para prefeito de João Pessoa. Mas até lá o governador perdeu! Isso tudo não pode ser sair fortalecido. Votos de Tocantins não servem na Paraíba.

P. S. - A João Gonçalves, Barreto, Marcos Dias, Lourdes Sarmento e José Rodrigues, os agradecimentos da Cidade de João Pessoa,  pela grande ajuda que vocês deram à reeleição de Ricardo Coutinho e,  principalmente,  por ter colaborado com o lançamento da sua candidatura a Governador em 2010. (06-10-2008)

 

Uma Questão de Justiça

Vejam bem: eu não nasci em Cabedelo; não voto em Cabedelo e não conheço nenhum candidato a vereador ou prefeito. Apenas moro em Cabedelo, muito bem, perto do mar da Praia Formosa.  Gosto de morar aqui,  pela tranqüilidade,  pelo conforto de ter a facilidade de ter o conforto que, por exemplo, Tambaú não oferece: telefono, o remédio chega; telefono, a mercearia chega; telefono, o peito de frango e o queijo chegam; telefono e o transporte chega e, entre outros telefonemas atendidos, telefono, e um bocado de amigos chegam. Estes adoram estar aqui tomando umas embaixo das árvores que  existem ao lado.

Isso escrito, tenho a escrever também sobre as próximas eleições aqui. Não que eu entenda do riscado. Mas é que nessa época somos envolvidos de várias maneira: o foguetório constante a qualquer hora (ontem acordei às cinco da matina embalado pelos pipocos); os famigerados carros de som; a caixa do correio repleta de "santinhos" de vários santinhos de todos os partidos, além das cartas abertas, que não tenho a paciência necessária para ler.  E os comícios? Aquela gritaria do locutor que mais parecem berros. É, mas tudo isso passa e passará dentro de  poucos dias.

Conclusão: não participo da vida política partidária de Cabedelo.

Mas o diabo quando não vem, manda o secretário, já  diziam os antigos. E um amigo assim fantasiou-se para me envolver na disputa daqui, enviando-me um e-mail e nele um depoimento:

"Wellington Costa

(DEPOIMENTO)

Olá cabedelenses, aqui quem fala é Wellington Costa; radialista, poeta e escritor. Até este momento, eu permanecia no anonimato, juntamente com a minha intenção de voto para prefeito de Cabedelo, porém, diante dos inúmeros escândalos e denúncias de corrupção envolvendo o nome do prefeito Zé Régis, justamente quem deveria ser nosso maior exemplo, e que nos envergonha diante de toda a Paraíba; decidi tornar público o meu voto aos meus amigos e a todos aqueles que de forma respeitosa nos procura. Isso se dá, por diversos motivos, porém, quero aqui citar apenas dois deles:

1-     Quem não lembra do programa de rádio que apresentávamos na Kebramar FM e que foi retirado do ar devido às ameaças feitas pelo prefeito Zé Régis? Sabem por quê? Porque estávamos informando à população quanto e onde a prefeitura estava empregando o nosso dinheiro. Essa notícia repercutiu em todos os meios de comunicação comunitária do país e em alguns paises da América Latina através da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária.

 2- Quando a Polícia Federal e o Ministério Público pediram o bloqueio de todos os bens do prefeito Zé Régis e a imediata abertura de inquérito para investigar denúncias de corrupção, crime eleitoral e outras práticas nefastas, foi o sinal de que alguma coisa estava errada e, para os homens de bem da minha cidade, para quem tem virtudes baseadas na ética, na honestidade e na decência, não desejam esse tipo de político para comandar por quatro anos, os destinos da cidade que nos serviu de berço.

Por isso, mesmo sabendo das perseguições que sofrerei daqui pra frente, não sou homem de abrir mão da coragem nem da consciência e declaro meu voto e meu incondicional apoio ao candidato LUCENINHA 10 para prefeito de Cabedelo.

Aproveito para expressar meu respeito e minha reverência ao também candidato e amigo Marcos Patrício.

No dia 5 de outubro, eu votarei em LUCENINHA 10 para prefeito de Cabedelo.

Meu abraço a todos e a todas e o meu muito obrigado!

Wellington Costa – Radialista e cidadão"

Ora, esse negócio de escândalos com o candidato Zé Regis é antigo. Tem uns dez anos que vim  morar aqui e já  ouvia falar no "caso dos gabiões", aquelas muralhas de pedras jogadas à beira-mar para tentar evitar a erosão. Falavam muito sobre superfaturamentos. Mas parece que engavetaram o processo e o esqueceram. Um dia, talvez, quando não houver mais risco para o acusado, vão desengavetá-lo e arquivá-lo, pois já estará de prazo vencido.

Mas não se apoquente não, Wellington! O  problema não  é só de Cabedelo  e sim da Paraíba toda!  A tentativa de assassinato contra Tarcísio Burity continua impune e Ronaldo Cunha Lima aparecendo de pobre coitado numa cadeira de rodas, bajulado por alguns que devem ter o rabo preso com o seu filho governador. E por falar nele, não está vendo a situação de Cássio Cunha Lima bi-cassado?  Pois é, está aí esgaravatando os dentes, sem que a Justiça lá de cima (não é a dos céus não, é a de Brasília) faça o que é a sua única obrigação: julgar!

E enquanto isso a Paraíba vai se fodendo. (29-09-2008)

 

Ricardo, Governador!

 

Mas menino, quanta burrice da oposição ao candidato Ricardo Coutinho! Quero dizer burrice, porque nem terminou ainda a campanha para prefeito de João Pessoa  e já estão fazendo campanha para governador! Claro! Toda hora dizendo que Ricardo deixará a Prefeitura para ser candidato ao comando do Estado da Paraíba é uma forma de propagar seu nome. O mesmo fazem com o seu vice Luciano Agra: de tanto dizerem que ele é um desconhecido, o moço está ficando conhecidíssimo! OBRIGADO, dizem os candidatos...

E por que não saudar essa "santa" oposição, que já está prevendo um Ricardo Coutinho candidato a Governador do Estado e,  tremendo na base, assombrada com a possibilidade dele ser eleito? Sim, porque Ricardo Governador poderá mostrar, como mostrou na Prefeitura, onde vai parar o dinheiro público. E mostrando, outras confrarias poderão aparecer para dar trabalho à Polícia Federal.

Essa é a verdade e o risco que correm os atuais donos do poder: que Cássio Cunha Lima, mesmo permanecendo no governo até ao fim do mandato, o seu substituto,  através de auditorias,  traga à tona o que de comprometedor possa existir na sua administração.

Aí nem os caminhões do Tartaristão atravessando pela ponte Cabedelo/Costinha em direção ao  imaginário Centro de Convenções, serão suficientes para transportar o lixo encontrado nos serviços da CAGEPA, nas contas do ENERGISA,  nos cheques da FAC, nos créditos da CEHAP  e outras sujeiras mais já denunciadas.

Agora, admitindo que seja essa a intenção de Ricardo Coutinho, ser candidato a Governador e ser eleito, nada poderá ser melhor para João Pessoa, com o Vice que vira Prefeito, tendo o total apoio  do Governo do Estado.

Considero oportuníssima a sugestão de ter Ricardo Coutinho  Governador da Paraíba, fruto da sua   capacidade e da incapacidade da sua oposição em João Pessoa, comandada  pelo  candidato        "João Que Quer Cuidar de MIm" e eu não quero. Entretanto, é sempre bom estar  com um pé atrás, pois ninguém é rolinha pra voar em seixo.  E se durante a campanha de 2010 para Governador, a oposição resolver lançar Ricardo 2014, para Presidente da República? Aí vai ficar um pouco complicado, pois Lula deverá estar pleiteando um terceiro mandato e eu vou ficar dividido.

Mesmo assim e desde já, vou começar a minha particular campanha apoiando a iniciativa da oposijoão... (22-09-2008)

 

O Guia que guia, ou não...

 

Sempre achei que época de Guia Eleitoral era época de economizar eletricidade não ligando rádio e televisor.

O danado é que vez em quando assisto às maluquices dos candidatos a vereadores e as mesmices de alguns que querem ser prefeitos. Com os vereadores me divirto! É! Os nomes são engraçados  e as propostas são repetitivas, a maioria invocando o quadrado fantástico que não é igual ao inventado por Parreiras  e não é o que Dunga quer inventar. O quadrado dos nossos possíveis futuros legisladores foi aprendido de velhas raposas da política:  Educação, Saúde, Segurança e Emprego. Bonito de dizer!... Aqui e acolá aparece alguém com uma proposta estapafúrdia : invadir as enfermarias dos hospitais para ver se os doentes estão sendo bem tratados. E a maioria afirma que vai construir isso e aquilo como se fossem candidatos a um cargo executivo. Ou então desconhecem a função de um vereador. Além disso, alguns se apresentam com apelidos como fulano Brinquedo, cicrano Bolsas, beltrano do Sacolão, outro é Pé-de-Aço, um é Corujinha, tem Arroz e sai por aí... Em Cabedelo existe um candidato a  vereador que se apresenta como Potência. Será que é esse cara que está me enviando diariamente, pela Internet, ofertas de Viagra?

Já os candidatos a prefeito do meu sublime torrão são seis  e estão divididos em dois grupos: um com o atual Prefeito que busca a reeleição e outro com o resto, cinco candidatos,  que buscam vencê-lo em uma missão quase impossível, considerando o resultado da última pesquisa encomendada pela emissora de TV que é radicalmente contra o candidato Ricardo Coutinho e, mesmo assim,  lhe dá 71% das intenções de votos, quando falta  pouco tempo para o dia das eleições.

Dos 29% restantes, se o IBOPE estiver certo, 19% vota com o candidato do governador bi-cassado Cássio Cunha  Lima, sobrando 10% para dividir por  mais quatro candidatos, pelos eleitores indecisos, pelos que votam em branco e pelos que anulam o voto. Mas eles, os candidatos que estão no rabo da gata das eleições, fazem questão de continuar  sacaneando com os pobres telespectadores: o tal de João do governador (governador que nunca foi ao Guia Eleitoral  pedir voto pra ele) insiste em querer cuidar da gente (João, vai cuidar da tua família, de mim já tenho quem cuide) e repetir acusações sobre problemas de saúde com fotografias não se sabe direito de onde, desde o primeiro programa; Barreto "enamorou-se" da UNIMED e agora não larga mais a acusação de uma dívida perdoada pela Prefeitura; José Rodrigues chama Ricardo de grande construtor mas acha que ele devia investir mais nas pessoas e se arrisca dizendo que a corrupção é melhor que a má gestão; Lourdes Sarmento continua afirmando que eleição não resolve nada, o que resolve é a chegada do proletariado ao poder e Marcos Dias canta simplórios versinhos após ser indicado pela ex-senadora Eloísa Helena.

O único que não fica na mesmice é Ricardo Coutinho: sempre renova as suas inserções no  Guia Eleitoral, apresentando fatos concretos e intenções confiáveis, respaldadas pelas verdades existentes  e comprovadas da sua administração em  curso. Por outro lado tem o apoio de vários seguimentos da sociedade, entre eles o cultural com Luiz Carlos Vasconcelos, W. J.  Solha, Nanêgo Lira entre outros e, agora, bastante fortalecido com a chegada do Reitor Rômulo Polari e do jornalista e escritor Luiz Augusto Crispim.
Ricardo também conta com as mulheres mais bonitas do Guia Eleitoral, o que, sem dúvidas, lhe                          
Luiz Augusto Crispim


é muito favorável, uma vez que a  beleza agrada mais que a "desboniteza", como dizia um vaqueiro que conheci no sertão. E assim deve pensar o eleitorado do Bessa à Ilha do Bispo. (15-02008)

 

Sururu no ninho tucano e    "A volta do regresso"

Um "democrata" (democrata?) e um "tucano" andaram se estranhando dentro  do ajuntamento "cunhalimense". Coincidentemente, ambos desafetos de Tarcísio Burity. O primeiro, um tal de Zé Aldemir, conhecido pela ingratidão e traição ao Governador, Professor e Mestre do Direito Internacional; o segundo, um tal de Ricardo Barbosa, que anda com a turminha desde o tempo de Ronaldo governador e, dizem, que foi ele quem instigou o dito cujo a cometer a tentativa de assassinato até hoje sem julgamento. Eles se merecem, não deviam brigar.

O primeiro chamou o segundo de corrupto ao  afirmar que ele teria comprado 900 votos do seu curral  no sertão paraibano. O segundo chamou o primeiro de incompetente ao dizer que ele não teve a capacidade de segurar seu gado. E o governador Cássio, bicassado, meteu a colher no meio da bulha e determinou a renúncia do segundo da sua liderança na Assembléia Legislativa e o silêncio do primeiro. Quem pode, reage, quem não pode, obedece.

Com a renúncia do segundo, o tal governador foi buscar no PDT um substituto: um tal de Manoel Ludgéro. Não o conheço, mas o nome parece familiar. Que os problemas de ordem político-partidário dos municípios não sejam levados ao plenário da Assembléia Legislativa do Estado. Isto é o que o novo líder do governo, na Casa,  vai pedir aos colegas de bancada da oposição e situação. Ser atendido é outro papo; só acredito vendo!

Agora lembrei: Coronel Ludugero! Grande comediante. "Luiz Jacinto Silva começou sua vida artística na Rádio Clube de Pernambuco, onde fazia o programa das 12h30min sob o patrocínio da Manteiga Turvo. Em 1960 conheceu Luiz Queiroga, que, com o incentivo do radialista Hilton Marques, criou o personagem Coronel Ludugero. Logo no início, o Coronel Ludugero se apresentava sozinho, mas logo depois conheceu também Irandir Peres Costa (Otrópe).

Retratava com bom humor a figura lendária dos coronéis, muitos dos quais pertenciam à Guarda Nacional e gozavam de grande prestígio junto a população. Era um homem simples de poucas palavras, amante da verdade e sincero. Gabava-se de si próprio. Contador de histórias fantásticas, era casado com dona Filomena. Bom aboiador, bom cantador de viola e poeta. Mantinha um secretário (Otrópe) que o orientava nos negócios e nas questões políticas. Ludugero se sentia feliz em contar histórias, dando expansão ao seu gênio brincalhão, quando não estava em crises de impaciência e nervosismo.

No dia 14 de março de 1970, morrem Luiz Jacinto e Irandir Costa, com toda sua equipe, vítimas de desastre aéreo na Baía de Guajará Mirim, em Belém do Pará. O corpo de Jacinto só foi encontrado no dia 30 de março e sepultado um dia depois, em Caruaru.  Quando morreu, Ludugero atuava no humorístico da rede Globo, “Alô, Alô, Brasil, Aquele Abraço”. Também trabalhou numa das várias montagens da “Escolinha do Professor Raimundo” ao lado de Chico Anísio. Hoje, os personagens são lembrados e revividos em épocas juninas por atores amadores e admiradores dos tipos. Na cidade de Caruaru foi criada, na Vila do Forró, a miniatura da casa do Coronel Ludugero e da Véia Felomena, onde é grande a visitação por turistas. Durante os festejos juninos desta cidade podem ser vistos personagens caracterizados, desfilando pelas ruas, relembrando esses artistas."

Seu maior sucesso foi "A volta do regresso", de Onildo Almeida e Irandir Costa, posteriormente também gravado pelo cantor Falcão, cuja letra transcrevemos:

Ó pátria amada
Ó Brasil do meu Brasil
Minha família e também meus conterrâneos
Eu gosto porque foi aqui onde eu nasci
Terra querida
Meu Brasil aureliano
Nós fumo e viemo
E até que demoremo
Não fiquemo por que se lembremo
Da terra que nós abandonemo
Agora que já voltemo
Vamo abraçar a quem nós desprezemo
E salve, salve: amém da pátria
Meu Brasil
Ó terra amada que nós nunca se esquecemo


Mas eu estava escrevendo mesmo sobre  o que? Ah, de briga de deputados! Aquela entre os Democratas(?) e o PSDB e quem levou vantagem foi o PDT... Mas vamos ouvir o Coronel Ludugero que já faz 38 anos da sua morte e ainda é mais interessante que a história desses políticos.

 

Enxurrada de mentiras

A gente não quer, mas termina vendo. A propaganda eleitoral aparece de repente, sem aviso prévio. Só tem um jeito: TV a cabo! E "Ciranda de Pedra"? Vou bem deixar de ver Ana Paula Arósio, Tammy Di Calafiori, Cléo Pires e Paola Oliveira, vou? Nunca! Já dizia Exupéry que era preciso suportar a larvas para ver as borboletas. Sacrifico-me!

Aí vem um tal de João, que quer cuidar da gente... Isola! De mim, não! Lembro muito do meu pai que não perdoava: menino, não se fala com a boca cheia de comida! É o que parece quando o tal João fala. E  a enxurrada de mentiras comprovadas pela Justiça Eleitoral, que deu ao seu opositor o direito de resposta dentro de seu tempo no guia eleitoral? Mas não adiantou nada: no outro dia  a sua propaganda volta a dizer as mesmas mentiras e fica por isso mesmo. Para completar, tascaram um mulher feia repetindo as mentiras. Oh, João! A beleza é essencial. O João também lembra Ivon Cury: "Ah, João Bobo é gozado..." Mas o João não é bobo não. Ele tem consciência que está candidato tipo boi de piranha: no sacrifício, imposto pelo seu chefe cassado Cássio Cunha Lima. Também, depois da eleição volta para a Assembléia, vai estar com o emprego garantido. Isso sem contar que ainda pode  ter "as praias" como recompensa pelo sua  boa vontade. É, está certo ele! Tem que aproveitar as oportunidades.

Surge Ricardo com mulher bonita na propaganda. Isso pesa! O Mago só diz o que andou fazendo nos últimos mais de três anos. Aqui e acolá reclama das ofensas recebidas. E está com um time arretado: Flávio Tavares, Luiz Carlos Vasconcelos e W. J. Solha.
Solha com  jogos de cena e de palavras excelentes. Não sei quem bolou, seja quem for, parabéns! Ricardo, segundo as pesquisas, com a eleição ganha, não relaxa. Vai à luta, com toda a sua disposição de trabalho já  conhecida. Em quem eu vou votar? Tá na cara, não?
 
  W. J. Solha apoiando Ricardo no Guia Eleitoral

Correndo por fora

Tem o Professor José Rodrigues, Barreto, Lourdes Samento e Marcos Dias.

Começando com o Professor José Rodrigues, que anunciou: a má gestão é pior que a corrupção. Não consegui entender o que ele queria dizer com  isso. A má gestão pode ser exercida por  um administrador incompetente, despreparado, mas honesto. A corrupção não. Seja ela qual for é coisa de bandido, de desonestos, de larápios e mau gestor. Claro que o ideal é um bom gestor honesto. Mas isso ele sabe que Ricardo o é.

Barreto: sóbrio e com um discurso bem elaborado.  Porém o linguajar  não serve para o povão. Conheço Barreto já faz bastante tempo. Sempre o considerei uma pessoa decente. Mas não tem densidade eleitoral. Não sei por que foi se meter numa aventura. Não era a sua vez.

Lourdes Sarmento: começou anunciando que  eleição não resolvia nada. Só a luta do povo poderia resultar num governo da classe trabalhadora. O operariado no  poder! Já vi esse filme. Desde o tempo que se misturava trotskismo com romantismo. Campanha da utopia.

Marcos Dias, outro professor. A sua presença na TV me diz que eu o conheci antes. Talvez na UFPB, não sei. Memória de velho é uma desgraça. Também sem chances. Boa intenção e Heloisa Helena não ganham eleição.

E já que estamos falando de propaganda eleitoral, transcrevo abaixo oito pérolas que a amiga Célia Rocha enviou:

 

"As 8 melhores PÉROLAS das campanhas eleitorais:


- 8º lugar - Guilherme Bouças, com o slogan Chega de malas, vote em Bouças
 

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7º lugar - Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP), Lingüiça Neles!
 
- 6º lugar - Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é
Tudo Pela Dinha

- 5º lugar
- Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê
 
- 4º lugar - Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé.
Não vote sentado, vote em Pé
 
- 3º lugar - E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu,
Aquele que dá o que promete
 
- 2º lugar - A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
Vote com prazer
 

- 1º lugar, campeoníssimo - Candidato a prefeito de Aracati (CE): Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição !"

 

PS - A Justiça Eleitoral melhorou muito a sua propaganda na TV. Agora tem a bela e buchuda Lavínia Vlasak aconselhando a se votar com cuidado. Sem papagaiadas!

 

(01-09-2008)
 

 

 

 

Elpídio Navarro é professor universitário, dramaturgo e diretor teatral, além de editor do www.eltheatro.com