Elpídio Navarro
Professor aposentado da
UFPB
Diretor Teatral, Dramaturgo e Editor do eltheatro.com elnavarro2@eltheatro.com
PESQUISAS
No
futebol costuma-se dizer que o resultado do jogo só deve ser
comemorado quando o juiz apita apontando para o centro do
gramado, encerrando a partida. Aí, então, pode comemorar sem
risco de decepção. Antes disso existe o risco de um gol aos
últimos minutos do tempo de acréscimo. Já vi isso acontecer.
Numa
eleição ninguém está garantido até que o último voto seja
apurado. Lembro do tempo que João Pessoa era maior, compreendia
também Cabedelo, Conde e Pitimbú. E na eleição para prefeito
tinha candidato que dependia dos votos dessas localidades e
havia sempre quem argumentava: "Não cantem vitória antes do
tempo! Ainda faltam as urnas das praia!..." E muitas vezes a
contagem desses votos mudaram um resultado que imaginava-se
garantido.
Lembro
também de um fato que contava meu falecido camarada Raimundo
Nonato Batista: era dada como certa a vitória de Rui Carneiro
sobre João Agripino. As últimas urnas chegadas de avião
particular e vindas do alto sertão, mudaram tudo e elegeram João
Agripino. Rui Carneiro moveu ação junto ao Superior Tribunal
Eleitoral da época, alegando irregularidades durante o
transporte das urnas, precisamente a troca de votos. Acabou
ganhando a questão. Com dois detalhes: ele já havia falecido e João
Agripino já concluíra o mandato. Perguntado a Agripino o que achava do
acontecido, respondeu: "Em política, feio é perder!"
Pois é:
é preciso ter cuidado com comemorações antes do apito final ou
do último voto apurado.
Vejo as
pesquisas sobre a eleição para Presidente: Dilma dispara na
frente em todas elas. E em especial na do IBOPE. 24 pontos de
vantagem sobre o Zé Serra. Mas os asseclas do PSDB do vagabundo
FHC, procuram criar um fato novo que venha prejudicar a
candidatura que a essa altura já aparece como vitoriosa. Vejam
essa história das funcionárias públicas que revelaram
informações sigilosas se não é uma tentativa. Já já acusam Lula
como envolvido no fato. Eles mesmos podem ter criado a situação.
Mas me
surpreendeu o que disse o Presidente do IBOPE, Carlos Augusto
Montenegro, há um ano: "O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fará o sucessor, apesar
da alta popularidade.
Não conseguirá transferir seu
prestígio pessoal para um poste”, que era como
tratava a ex-ministra Dilma Rousseff. Eu pensava diferente, mas
o declarante era autoridade no assunto, tinha o IBOPE na mão.
Agora me surpreende mais ainda a sua nova fala:
"O Brasil
já tem uma presidente. É Dilma Rousseff" E complementa numa
entrevista (LEIA): “Errei e peço
desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”.
Detalhes: Zé Serra já
tentou de tudo para mudar a situação. Começou incluindo Lula na
sua propaganda eleitoral. Não adiantou. Agora, por determinação
dos caciques do PSDB, ataca o Governo, enquanto Dilma se limita
a expor suas intenções como Presidente. Mais uma vez tudo indica
que Zé Serra deu um golpe errado.
Apesar de acreditar, como
eleitor, na vitória de Dilma, prefiro não contar com o ovo ainda
no fiofó da galinha. Vou esperar o dia 4 de outubro para
comemorar, ou não.
Aqui, na Paraíba, não
parece ser diferente. À cada pesquisa divulgada aumenta a
vantagem de Zé Maranhão. A última, do IBOPE, contratada pela TV
Cabo Branco, apresenta 53% de Maranhão contra 31% de Ricardo.
E a coisa piorou para Ricardo Coutinho com um debate infeliz,
onde a sua agressividade contra Maranhão foi explícita, além de
colocar em dúvida o apoio e a amizade de Lula ao atual
Governador. Foi um tiro no pé, pois logo em seguida, no Guia
Eleitoral, aparece Lula declarando amizade e apoio a Zé
Maranhão. Mas continuo achando que o grande erro de Ricardo foi
se ombrear com Cássio Cunha Lima, político cassado por
corrupção. Era preferível perder sozinho (e eu estaria votando
nele e muita gente que eu conheço também) do que mal
acompanhado. E repito o que já disse antes nesta página: só quem
levou vantagem foi Cássio que tem os votos de Ricardo, em João
Pessoa, garantidos (e ainda com a Paraíba correndo o rico
dele ser eleito, se o TSE não barrá-lo) enquanto a recíproca não
é verdadeira, diante do resultado das pesquisas. Não seria nenhuma surpresa
Ricardo perder as eleições até dentro de João Pessoa.
Mas tudo isso a gente só
vai ter certeza no fatídico, para alguns, dia 4 de outubro. Até
lá, muita água passará por baixo da velha ponte do Rio Sanhauá.
(30-08-2010)
Propaganda
eleitoral, presente!
Sabem? Eu
até que achava que esse negócio de propaganda eleitoral fosse um
saco. Mas não é não! É muito engraçado. Hilário muitas vezes.
Outras vezes chega ao extremo do ridículo. Aqui e acolá nada
deve aos programas humorísticos da TV e, muitas vezes, é bem
melhor que o já ultrapassado "Zorra Total". Tem até
candidato (Levy Fideles) fazendo propaganda da Parmalat!...
Começando
com o vídeo em que Serra diz que come toda uma família, um dos
mais acessados do YouTube
(veja),
vamos encontrar outro onde o comediante Tiririca aparece
candidato a deputado federal e é a mais honesta de todas as
propagandas que vi:
Umas, até
bem boladas:
Mas
descambando da política nacional para a paraibana, a graça não
muda nada. Começo com um candidato que querendo mostrar seu
conhecimento da língua portuguesa, resolveu usar o verbo abundar
na sua propaganda no guia eleitoral, afirmando que " a graça
e a paz do nosso Deus ABUNDA nosso coração". Fico imaginando a
cara daquele eleitor (maioria) pouco informado, com essa mistura
de Deus com abunda... Outro candidato de nome Branco pede para
votar em Branco enquanto, querendo ser criativo, tem um que
apela para o slogan "Antes PSOL do que mal acompanhado. Mas o
campeão paraibano da falta de senso crítico é o candidato
Lindolfo Pires com o seguinte vídeo:
Lá nos
States houve um reboliço no túmulo de Michael Jackson e seus
herdeiros já se preparam para cobrar direitos autorais, que não
devem sair barato.
E o debate
na TV?
Cansativo,
repetitivo, sacal. Quatro candidatos contra dois. Quatro
protagonistas de uma "Missão Impossível" e dois coadjuvantes de
um "Sai de Baixo". E, como não podia ser diferente, o pau cantou
na casa de Noca em riba de Zé Maranhão e Ricardo Coutinho. E só
houve um perdedor: o telespectador.
Usando
constantemente de repetição do que já haviam falado, os quatro
representantes dos partidos ditos de esquerda, se revezavam com
um único objetivo: atacar os candidatos, dito por eles, de
direita. Ricardo Coutinho se defendia dos ataques da "esquerda"
atacando Maranhão e, infantilmente, perguntando a ele se havia
votado em Lula em 2002. Foi um golpe errado: Maranhão inseriu no
Guia Eleitoral um pronunciamento de Lula dizendo-se seu amigo
desde a Constituinte e que sempre o apoiou e dele recebeu apoio.
Foi um tiro no pé. Já Maranhão, por sua vez e mal assessorado,
deu importância à pergunta idiota e ao tentar expor suas metas de governo,
quase
sempre não concluía por falar com uma certa lentidão e
nervosismo, deixando o
tempo esgotar-se.
Concluindo:
uma droga de debate. Os candidatos de esquerda não chegam nem a
vislumbrar a capacidade de argumentação de um Plínio de Arruda
Sampaio ou Ivan Pinheiro. Já Maranhão e Ricardo, ficaram sem dispor de tempo para apresentar
suas propostas e promessas. (23-08-2010)
PS:
Posteriormente li uma reportagem que anuncia que esta pode ser
uma campanha violenta, mesmo com os candidatos defendendo
maiores providências de combate à violência: o coordenador da
campanha de Ricardo Coutinho em Cajazeiras destruindo, com ares
hitlerianos, a propaganda eleitoral do seu principal
opositor, Zé Maranhão.
VEJA
Maioridade
A
totalidade das pesquisas feitas, pela mídia e organizações
diversas, sobre a redução da maioridade do brasileiro para 16
anos, consegue a aprovação do povo para que se mude a legislação
nesse sentido. Essa preferência é consequência da realidade em
vivemos no Brasil: crimes hediondos são praticados por pessoas,
no momento, menores de 18 anos, que mesmo tendo seus atos
comprovados e presas, só vão permanecer dois anos ou menos tempo
na prisão. Disso se aproveitam adultos criminosos, convocando-os
para suas gangues e sem o menor receio, atirando-os para missões
muitas vezes suicidas, como a velha prática do "boi de piranha".
Há quem
defenda ser uma minoria os menores delinquentes. Deve ser mesmo
porque, se não, estaríamos no mato sem cachorro: a maioria da
juventude brasileira ser formada por bandidos. Há quem defenda
que proteções que a legislação garante ao menor de idade
estariam sendo perdidas: a maioria da juventude brasileira não
necessita delas.
Os
menores presos por ato criminoso, são protegidos e muito: nem
suas caras são mostradas na mídia, como forma de proteção. Se,
pelo menos, eles fossem mostrado à sociedade, esta saberia
melhor se defender deles, reconhecendo-os.
Os
legisladores brasileiros aprovaram a mudança da maioridade para
que aos 16 anos o jovem seja eleitor. Correto, pois aos 16 anos
a maioria deles é responsável, tem opinião própria gerada pela
educação recebida, tem discernimento para uma escolha.
Felizmente! Mas, por outro lado, todos os deputados e
senadores legislaram em causa própria, aumentando a
população votante, aumentando as possibilidades de cada um
trabalhar a nova faixa etária, buscando ou comprando votos.
Faz
pouco tempo que instituições diversas fizeram uma campanha para
coletar assinaturas pedindo a aprovação da importante Lei da
Ficha Limpa. E valeu. Lei aprovada e já valendo e
funcionando. Agora é preciso surgir uma corajosa instituição que
faça o mesmo, comprovando a vontade da população pela
redução, que, certamente, assinará um milhão de vezes. Pode ser
minha a primeira assinatura.
Não que
o que é bom para os Estados Unidos da América é bom para o
Brasil. Mas lá, considerada a maior democracia do mundo,
menor de 18 anos cometeu um crime hediondo, vai para a cadeia
igual a qualquer pessoa. Quando não entra no corredor da
morte.
Em 2000,
o Jornal do Comércio, de Recife, veio a publicar a matéria
abaixo, mas, dez anos se passaram e nada foi feito para
iniciar um processo de concretização da tão desejada mudança
legal.(16-08-2010).
MAIORIDADE
EM DISCUSSÃO Menores de 18
anos poderão ser punidos pelos crimes praticados
Para alguns
procuradores federais, que realizaram um encontro nacional no
Rio de Janeiro, a lei atualmente é considerada muito branda e
deve ser modificada, a fim de que se torne mais subjetiva
RIO –
Procuradores federais, reunidos num encontro da Associação
Nacional dos Membros do Ministério Público, no Rio, defenderam a
mudança da lei que determina a maioridade penal, para que
menores de 18 anos possam ser punidos por seus crimes.
A diminuição
da idade está sendo discutida pela Comissão de Constituição e
Justiça da Câmara. Para os procuradores, a lei hoje é
considerada muito branda e deve ser modificada a fim de que se
torne mais subjetiva.
“Não faz
sentido que um adolescente de 17,9 anos seja considerado
irresponsável e, no dia seguinte, passe a ser capaz de responder
por um crime”, afirmou o procurador Delmar Pacheco da Luz, do
Rio Grande do Sul.
Na opinião dos
membros do Ministério Público, é necessária uma séria discussão
sobre o assunto. “Não se pode tratá-lo como dogma, como tabu”,
disse.
Uma solução
considerada razoável por ele é a instituição obrigatória de um
exame psicológico do menor infrator que tenha entre 16 e 18
anos. Se ele cometesse o crime nessa faixa, seria submetido a um
exame que o qualificaria como responsável ou não por seus atos.
O grande problema criado com a inimputabilidade dos menores,
segundo os procuradores, é o fato de igualar todas as infrações
cometidas.
“Existem
muitos assassinos nas instituições de menores, ainda que esses
assassinos sejam meninos. E eles saem dali com 21 anos, mesmo
que tenham cometido homicídios em série, com a ficha limpa”,
disse o procurador Alexandre Cebrian, de São Paulo.
A maior medida
sócio-educativa imposta a menores de idade é de três anos.
“No mínimo, é
preciso ter mecanismos para discutir casos de aberrações”,
ponderou o procurador José Fernandes Gonzales (RS), referindo-se
a menores que cometem assassinatos, são internados, fogem e
voltam a praticar crimes. “Ou se diminui a maioridade penal, ou
se cria uma espécie de direito penal dentro do Estatuto da
Criança e do Adolescente”, completou Gonzales.
Os
procuradores se reuniram para discutir as propostas sobre a
reforma do Código Penal a serem enviadas ao Congresso.
A principal
crítica é com relação à modificação que, na opinião da
associação, esvazia a Lei dos Crimes Hediondos. Pela reforma, os
condenados por esses crimes terão direito à progressão de regime
(de regime fechado para semi-aberto, e deste para aberto), o que
antes era vedado, e poderão obter liberdade condicional em menos
tempo: a partir do cumprimento de metade da pena – até agora, o
benefício só era permitido com dois terços da pena cumprida.
Equilíbrio Social
Existe uma
preocupação, seja da
sociedade ou do estado, que gira em torno da manutenção do “equilíbrio
ecológico / ambiental” para a garantia da qualidade
de vida, ou mesmo a nossa própria sobrevivência no futuro, é o
que explica a ciência. Ouvi alguém perguntar: será que as
leis do tráfego de drogas, principalmente aquela que dita matar
quem não pagar, não é uma forma de proporcionar um equilíbrio
social natural? E explica: sim, porque quanto mais
matarem intermediários e consumidores de drogas, mais diminui a
clientela dos traficantes e o negócio cada vez mais diminui.
Poderá chegar ao ponto de deixar de ser um bom negócio para eles
e os obrigarem a mudar de ramo.
Até pensei:
faz sentido... Mas que nada! Aqui mesmo na Paraíba, era sempre
notícia nova: "A vítima tinha envolvimento com o tráfego de
drogas." Semana passada amanheceu o sábado com oito dessas
vítimas fazendo notícia na mídia. Agora já passa a ser notícia
corriqueira. A onda cresce...
Uma amiga
minha contou uma tragédia acontecida dentro da sua família: um
primo, de 23 anos, ficou viciado em craque (dizem que basta
experimentar uma vez) e transformou-se num insuportável filho
que obrigava a mãe, de forma violenta, a lhe fornecer dinheiro
para a compra da droga. Uma dia a mãe reagiu e não mais
facilitou o vício do filho. Apanhava, mas não o atendia. O
rapaz, que já havia vendido, ou trocado pela droga, tudo que era
de algum valor que existia dentro da sua casa, foi para a rua e,
ajoelhado, implorou, pelo amor de Deus, que lhe dessem trinta
reais para que ele não morresse. Não foi atendido e,
desesperado, voltou para dentro de casa e, de lá, ficou
gritando: "Mãe, venha ver o seu filho morrer..." Quando parou de
chamar, a mãe entrou na casa e ele estava morto: enforcado.
Diante do vício e da dívida de trinta reais ao narcotráfico,
preferiu matar-se a ser morto.
Ouvi numa
dessas reportagens uma mãe declarando: tentei internar meu filho
para ele se tratar, mas não consegui. Precisava ter
dinheiro. Só pode fazer isso quem é rico.
Leio que
"Um plano descoberto
pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em conjunto
com a Polícia Federal, formulado pelo Primeiro Comando da
Capital (PCC), tinha o objetivo de matar dois juizes e dois
promotores que combatem o crime organizado em Alagoas. O plano
foi descoberto na sexta-feira através de gravações telefônicas
entre detentos do presídio de Catanduvas, no Paraná."
Não seria a
primeira vez de crime executado com orientação e comando
emanados de dentro dos presídios brasileiros. A Polícia sabe
disso, a Justiça também e a mídia não evita divulgar. O que não
descobrem é quem facilita a entrada de celulares nas prisões ou
quem serve de arautos no envio dessas ordens. Aliás, saber devem
saber, o que não conseguem é provar.
Ou as leis
facilitadoras à tais práticas são mudadas ou que se use a
simplória ideia do zelador de um condomínio onde morei: "um
navio com um
compartimento de fundo falso.
Encher de bandido e no alto-mar abrir o piso do compartimento
fazendo com que todos caiam na água. Aquele que conseguir
se salvar nadando até à praia, estará perdoado, porque foi
milagre de Deus." (09-08-2010)
PIRRAÇA
Já declarei
aqui, e onde sou desafiado a declarar, que o Governo de Lula foi
para mim o melhor dos últimos 50 anos. Mas é que eu acho mesmo e
nada tem com partidos ou ideologias. Assim, a sua indicação de
Dilma Rousseff para substituí-lo recebe meu total apoio.
Por outro
lado, qualquer nome ligado ao auto-denominado vagabundo
Fernando Henrique Cardoso (ele é aposentado), vejo com bastante
asco e só me provoca vontade de vomitar. Olha a cara de Zé
Serra, isso para não falar do seu comportamento ideológico pleno
de falsidades. Isso tudo eu também já declarei aqui.
Comprovadamente não estou só nessa posição: quase 80% do povo
brasileiro concorda comigo, segundo todas as últimas pesquisas
feitas no País. Para não ir muito longe, ali, no vizinho Rio
Grande do Norte, a oposição liderada pelo Senador José Agripino
Maia (DEM), só falta mandar votar em Dilma e não ataca Lula,
pois sabe que se o fizer é o mesmo que perder votos. Aqui, por
sua vez, oposição não existe. Os principais candidatos, Maranhão
do PMDB e Ricardo do PSB, aguardam ansiosos as presenças de Lula
e Dilma nos seus palanques e nem querem ficar perto da passagem
de Zé Serra.
Onde está a
pirraça? Nas matérias, charges e fotos-montagem de conteúdo
achincalhador, tudo de autoria não declarada, que recebo
de pessoas que conhecem a minha posição e para quem nunca enviei
nada contrário às suas posições políticas. O que eu tenho feito
é escrever minha opinião e assinar. Ninguém é obrigado a ler.
Então só posso imaginar que seja pirraça comigo, mesmo porque as
matérias assinadas dos nossos colabores no Eltheatro contrárias
aos meus pontos de vista, são publicadas integralmente sem nunca
terem sofrido censuras.
Faço um
desafio a todos que se escondem no anonimato, que produzam seus
achincalhes e tenham a coragem de assinar, que reservarei para
eles um espaço neste site. E não me venham se escondendo em
matérias assinadas por terceiros. Gozem com o seu próprio...
(02-08-2010)
KALIANDRA
Evandro
Nóbrega e W. J. Solha envolvidos com essa coisa de origem de
nomes foram a fundo em pesquisas e me levaram, acho, a me meter
no assunto. Sem pesquisas e direto ao assunto, começo com
meu próprio nome que a minha mãe tirou do Almanaque do
Capivarol , folheto bem popular nas passadas décadas de 30 a
50, que trazia um calendário informando o santo do dia: dois de
setembro Elpídio e ela sem dó nem piedade lascou em riba do
recém-nascido.
Numa busca no
Google consegui descobrir que existe na Itália uma cidade
com meu nome: "Estigmatizado, Ufologo e Divulgador das
Mensagens da Virgem Maria. Giorgio Bongiovanni é italiano, filho
de operários humildes. Mora em
Porto Santo Elpídio,
um pequeno lugar da Itália banhado pelo mar Adriático."
Mais adiante
surpreendo-me com a informação de que Elpídio é santo do mês de
novembro e que estava errada a informação do Almanaque do
Capivarol. Vá confiar! Eu podia ter nascido José. "Vige como
tem Zé na Paraíba!"
A única
vantagem que levei quando menino foi a de mostrar aos outros o
meu nome impresso no tal almanaque. Recentemente uma pessoa
(amiga!) confessou que achava meu nome lindo. Tá doida!
Já o Navarro é
espanhol. De Navarra cuja capital é Toledo. Nascido eu na
Espanha estaria hoje lutando pela independência da Região Basca
e jogando bombas em Madri, acho, só pra contrariar. Está escrito
que a família Navarro espalhou-se por todo o mundo e no Brasil
existe em todos os Estados. Muitos paraibanos navarros
mandaram-se para outras regiões do País e lá, certamente, foram
encontrar outros navarros que já existiam. Conheci um "primo"
(Jornalista Walter Navarro) que vem há muito colaborando com
este site. E ele não tem qualquer ligação com a Paraíba. Ele é
de Minas Gerais. Aliás, certa dia, morando em São Paulo por
conta de participar de um curso na USP, peguei uma lista
telefônica e fui procurar um Navarro: tinha mais de mil...
Mas chega do
meu nome, aqui citado para enchimento de linguiça, para
fazer crescer em tamanho o presente artigo. Meu negócio é com
Kaliandra. Já conheci uma jovem que chamava-se Renelza (junção
de Renato e Elza), pura ignorância de pais que não tiveram o
discernimento para imaginar como seria um vexame para a criança
quando virasse uma moça, uma mulher. Outros pais juntos dois
nomes que não se combinam e botam nos filhos: Leandro Euzébio e
Diego Renan, ambos jogadores de futebol. Mas eu conheci um
Sebastião Eduardo e um Joaquim Vasco. Pior, só colocar
nomes de vultos históricos, principalmente os não bem vistos
pela humanidade, tipo Hitler, Mussolini, Atila e Nero.
Mas como já
disse, meu negócio é com Kaliandra, recém nascida e neta da
minha secretária doméstica. De onde danado saiu esse nome? Kali
é considerada
deusa
da
morte e da
sexualidade
é uma das divindades mais
cultuadas do
Hinduísmo. De Andra, além de
denominar algumas empresas, músicos e músicas, é o Conselho Nacional de
Controle - ANDRA, da Austrália, que identifica metas e
estratégias.
Procurei saber
de onde danado tiraram esse nome e tive como resposta que os
pais achavam bonito. Será que a guria futuramente vai achar?
Certo estava Ariano Suassuna quando registrou os filhos com nome
como José e Maria. (26-07-2010)
Na foto
ao lado, Altar
celebrando a deusa Kali, que paira, como é tradicional, sobre o
corpo dominado de
Shiva.
Ilha
sonoramente poluída
Quando eu
ainda estava professor da UFPB, um grupo de alunos me procurou
para que eu opinasse sobre um problema que estava acontecendo
numa disciplina de outro professor, que havia passado para os
alunos um trabalho prático: gravar sons oriundos de pessoas,
altas horas, nos seus quartos de dormir. Para isso teriam de
usar as laterais das residências e tentar captar os ruídos junto
ás janelas. Minha opinião: irei visitá-los na delegacia ou
no velório.
Por outro lado
tem gente descuidada: um casal inexperiente em lua de mel,
hospedado numa casa à beira-mar numa determinada praia teria
sido prato cheio para os alunos. A noiva gritava feito louca
para o noivo parar com "aquilo" que ele havia prometido não
fazer mais. Distante se ouvia. Outra, veraneando aqui perto da
minha "ilha", gemia de uma forma que acordou a rua toda. E a
molecada se divertia ouvindo a histeria da madame, sem precisar
invadir residência de ninguém.
Mas esses
episódios foram passageiros e não prejudicaram ninguém.
Agora, onde eu
moro estou cercado de poluição sonora por todos os lados: no
direito, pela manhã e em máximo volume um meninote ouve esses
discos de hip hope insuportáveis. À tarde é a mãe (dele) que
ouve música gospel e o pior, canta junto com a gravação e com um
desafinada voz de taboca rachada, também em máximo volume. Na
frente um pessoal acorda, come e dorme com música brega das
bregas, com todo som que tem direito. Do lado esquerdo criam um
cachorro que passa o tempo todo chorando uivos como se estivesse
com fome ou doente e atrás é a caixa d'água esborrando com uma
queda d'água causando estrondo.
Imaginem a
tranquilidade que é para se escrever, para se ler e para se
ouvir a Bachiana Nº 5!...
Sim, os
alunos! Voltaram ao professor e disseram que só cumpririam a
tarefa se ele os acompanhasse. O mestre mostrou que não era
burro: não topou! (19-07-2010)
DESCULPAS
Nesse tempo as
árvores plantadas pela Prefeitura nas calçadas das ruas de João
Pessoa ainda eram um tanto jovens. Quase não cabiam as pessoas
embaixo. Pois é, estudantes saindo de um curso noturno de um
colégio, ao passar por elas as balançavam, fazendo com que a
água de chuva recente contida na folhagem de cada uma, caísse
molhando os companheiros agrupados. Era um brincadeira
divertida. Em dado momento um dos companheiros da "farra" não
observou um casal encostado numa dessas árvores e a balançou
dando um banho de pingos nos namorados. O cara era um pai d'égua
forte prá burro e encarou o grupo. O balançador vendo
aquele armário na sua frente aberturando-o, não teve outra saída
a não ser balbuciar tremendo:
- Desculpe...
- Por causa de desculpe nunca mais dei uma mãozada no pé do
pescoço de uma filho da puta... - Respondeu o brutamontes. Mas
foi mesmo que ter dado, pois a brincadeira parou por ali.
A mídia,
principalmente a paulista e notadamente a TV Bandeirantes,
noticiou com certo estardalhaço o envolvimento do goleiro Bruno
do Flamengo num crime de assassinato. Mas, vez enquanto, repetia
que o Clube de Regatas Flamengo nada tinha a ver com o fato,
nenhuma culpa em cartório.
Ledo engano!
Tem culpa sim o Flamengo: em 2007 o goleiro Bruno quase bateu
num repórter dentro do vestiário do clube, só porque lhe foi
perguntado se ele teria alguma mensagem a sua mãe, uma vez que
aquele era o "dia das mães". Ele havia sido abandonado pela
genitora, fato que o repórter desconhecia.
Fora do
gramado, vivia em farras inclusive nas favelas do Rio de
Janeiro. Presente no episódio do Morro da Chatuba, quando
da confusão de Joana Machado com o jogador Adriano, chegando a
discutir asperamente com a moça. Piorou tudo na sua tentativa de defender o
dito "Imperador":
-"Qual de vocês que é casado que nunca brigou com a mulher?
Que não discutiu, que até não saiu na mão com a mulher, né
cara? Não tem jeito. Em briga de marido e mulher, ninguém
mete a colher, xará."
Não foram
poucas as vezes que apareceu nos noticiários policiais por
agressões à mulheres, principalmente à prostitutas. Apelidado de
"maluco" pelos companheiros de clube devido ao seu péssimo
comportamento, que o levou até mesmo a agredir um companheiro, o
jogador Petkovic.
A tudo o
Flamengo o advertia e o obrigava a pedir desculpas. Foram tantas
as desculpas que ele habituou-se com a pena. Deve ter pensado:
"Faço o que bem entender e depois peço desculpas!" E foi
fazendo. Até quando envolveu-se no assassinato de uma amante. Aí
o Flamengo pulou fora. Tirou-lhe o advogado, dinheiro, apoio de
todo tipo e até sua imagem e nome de um painel comemorado a um
campeonato ganho com a sua ajuda. Dessa vez nem precisou pedir
desculpas.
Para mim a
atitude do Flamengo só significa uma coisa: o clube sabe que ele
é culpado e tenta fugir da parcela de responsabilidade que tem
com o péssimo comportamento do atleta, quando achava que pedir
desculpas era uma punição educativa. (12-07-2010)
CONVICÇÃO
Há algum tempo
recebi uma mensagem (via Internet) com um artigo de alguém que
não conheço, mas que muito bem escreve, de nome Júlio César, com
o título de "Existe Vida Após a Morte?". Interessante, mesmo
porque o autor não chega a qualquer resposta. Vale a pena ser
lido exatamente por isso.
LEIA
Fui criado em
ambiente católico onde se aprendia que após a morte iríamos para
o "céu" ou para o "inferno", com a possibilidade de um estágio
numa temporária prisão denominada de "purgatório". Meus pais
morreram assim pensando e nunca mandaram me dizer onde foram
parar. Meus irmãos, os que morreram e os que ainda vivem,
seguiram e seguem na mesma direção. O mesmo aconteceu comigo
durante algum tempo, até quando, não sei bem o porquê, resolvi
mudar de lado. Passei a ser convicto de que nada mais existe
após a morte. O que é preconizado por religiões ou filosofias
que defendem uma outra vida é, para mim, pura balela. Não lembro
quando essa convicção nasceu, mas cada vez mais que se aproxima
a minha morte ela fica mais patente.
No artigo
acima citado, em dado momento é dito que "quando buscamos
viver com consciência plena de nós mesmos e do mundo que nos
cerca, podemos oferecer um mundo melhor para aqueles que virão
depois, inclusive nossos filhos, que são a única certeza de que
há vida após a morte." Concordo bem concordado. E desse
jeito sim, procuro levar o resto de tempo que me foi dado para
viver, considerando o que disse o nosso poeta Vinícius de
Moraes:
"A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!"
Escrevi um
texto teatral que denominei de
"Esperando
Great & Western". Está
publicado neste site. Um dia desses um grupo de amigos pensaram
em encená-lo e fui convidado a tirar algumas dúvidas sobre o meu
escrito. Expliquei. Desistiram da encenação, pois pensavam que
era uma peça espírita. Ou eu escrevo muito mal ou as pessoas mal
entendem. No texto eu defendo que o que resta após a morte é o
que fizemos ou fomos na memória dos que ficam vivos:
"... HOMEM II
–Como tem gente! Ei! Tem uma janela vaga ali, no último
vagão!
HOMEM I (Descendo do banco) –É para mim. Estou indo...
HOMEM II
–E eu? Quando é?...
HOMEM I
–Seu trem não é esse ainda. Mais tarde, amanhã, ou daqui a
algum tempo, sua vez de ir chegará.
HOMEM
II (Também descendo do banco) -Ir para onde?
HOMEM I
–Guardar sua história, quando ela não estiver mais servindo
aos vivos. Até que alguém a recupere. Aí então...
HOMEM II
(Com estranhamento). – Então?...
HOMEM I
–Quando isso acontecer, você voltará à Estação da Great &
Western, até quando, novamente, a sua história cair no
esquecimento. Foi assim que meu pai me ensinou. É assim que
está acontecendo comigo. Adeus, meu amigo!"
Mas, mesmo
assim, com toda convicção que acho ter, aqui e acolá eu
me vejo pensando no desconhecido. (05-07-2010)
A força do futebol
Numa época de
Copa do Mundo e num país fanático por futebol, este esporte
consegue transformar-se numa espécie de velário, protegendo seus
praticantes que usam da ilegalidade na execução dessa atividade
e, até, na vida pessoal. Agora mesmo, alguns árbitros erraram
seus julgamentos involuntariamente ou propositadamente, erros
que beneficiaram uns e prejudicaram outros de forma
irrecuperável. Um pais prepara-se anos para participar de evento
importante como é a Copa e vê todos os seus esforças caírem de
ladeira abaixo por conta de uma decisão equivocada e
irreversível. E o que acontece com o cidadão que a praticou?
Nada! No máximo não apita outra partida neste momento, mas
possivelmente voltará dentro de quatro anos, como se nada
houvesse ocorrido. A Fifa geralmente cala e procura, de uma
certa forma, acobertar o erro.
Entendo que no
futebol essa aberração de irreversibilidade das decisões dos
árbitros é absurda. O que não ocorre na justiça constitucional
dos países, onde vários condenados já tiveram suas penas
anuladas por conta de erros de julgamento, como também
declarados inocentes foram condenados pelo mesmo motivo.
Mas agora
surpreende-me uma ponte entre o futebol, polícia e justiça, que
vem tornando-se um hábito com jogadores do Clube de Regatas
Flamengo. Seus atletas parecem ter o poder de tudo fazer sem
responder pelos seus atos, mesmo comprovadamente criminosos.
Começando com o jogador Adriano que envolveu-se com drogas,
agressões e até financiamento de traficantes. Pena? Passear na
Europa. Vem o tal de Wagner Love que foi visto com traficante e
até fotografado. Esqueceram o fato. Aí aparece o goleiro Bruno,
que já havia declarado que mulher era para ser tratada na
porrada, como suspeito de assassinato da namorada com quem tinha
um filho. As manchetes na mídia e as testemunhas estão
afirmando isso. A mulher está desaparecida há algumas semanas.
Todos do Flamengo, clube que sempre procura minimizar os seus
escândalos. Claro que não é só nele que fatos dessa natureza
acontecem, mas é onde são mais frequentes.
O caso de
goleiro Bruno, se a mulher Eliza Samudio não aparecer será mais
um caso arquivado e caído no esquecimento.
No Portal
Globo está escrito: "No
Rio, a jovem, que morou com Eliza por quatro meses, conta que a
modelo foi embora para São Paulo após a briga que teve como o
goleiro durante o quinto mês de gravidez. Depois da confusão que
terminou na delegacia, Eliza foi morar na capital paulista com
outra amiga. Assim que a criança nasceu, Eliza voltou ao Rio de
Janeiro para tentar negociar com Bruno um exame de paternidade e
um dinheiro mensal para custeio do filho, chamado Bruninho.
Segundo a amiga, a princípio, o goleiro do Flamengo negou fazer
o teste."
Será a força
da torcida do citado clube, considerada uma das mais perigosas
do Rio de Janeiro, é tão temerosa assim que amedronte polícia e
justiça? (28-06-2010)
Reino X República
Vi neste sábado o jogo,
para mim, mais interessante da atual Copa do Mundo: o Reino da Dinamarca
contra a
República de Camarões.
Ganhou o reino de brancos, perdeu a república de negros. Poderia
ter sido o contrário sem causar surpresa.
Foi então que comecei a questionar qual é a importância de um
reino na conjuntura atual, onde crises e mais crises, de morais
à econômicas, flutuam por todo canto, principalmente na Europa.
Além da Dinamarca, tem a Espanha e a Inglaterra e outros.
Mas fiquemos com a mais conhecida e
badalada realeza: a da Inglaterra,
Reino Unido
do
Canadá, da
Austrália, da
Nova Zelândia e de outros doze
países da
Commonwealth.
Os impostos pagos pelo povo sendo usados para sustentar uma
cambada de desocupados, só por conta de tradição e turismo. De
útil não sabemos o que fazem. Vez em quando tomamos conhecimento
de algum escândalo por eles provocados: sem levantar a história
dos antecessores dos atuais membros da família real inglesa, ainda não
foi bem explicada a morte de Diana Frances Spencer, Princesa de
Gales, casada com o, na época, possível herdeiro da Rainha
Elizabeth, o tal de Charles, Príncipe de Gales. Atualmente a
coroa de coroa rainha finca pé e não resolve passar o bastão. Tá caducando no
trono. O príncipe que deixou a louraça bonita para casar com uma
amante mais velha e feia, tem dois filhos: Harry,filho caçula ruivo de Diana e do herdeiro
do trono, príncipe Charles, constrangeu a família real este ano,
ao admitir em público que havia experimentado maconha e bebidas
alcoólicas, enquanto seu irmão William herdou da mãe a aparência
e o lado sensível.
Os
dois pimpolhos herdeiros da realeza inglesa, foram à África do
Sul para assistir aos jogos da Copa. Claro que no maior
luxo por conta das finanças reais. Encontraram-se com Beckham
(jogador inglês) e riram. Ninguém sabe de que, um vez que a
seleção inglesa não anda bem das pernas.
No Brasil, com a
Proclamação da República
o núcleo da família imperial seguiu
para o exílio na
França, e depois de alguns
anos, foram autorizados a regressarem ao País. Atualmente,
conta com centenas de membros espalhados entre o
Brasil e a
Europa. A família imperial
brasileira não manda no país há quase 120 anos. Mas mesmo assim,
em um lugar do Brasil, eles têm privilégios: em Petrópolis,
cidade a 60 quilômetros do Rio de Janeiro, os descendentes de d.
João 6º recebem o laudêmio, uma taxa sobre a venda de todos os
imóveis da região central da cidade histórica. Também vivem de
impostos pagos pelo povo. (21-06-2010)
A incompetência alemã
Vi o jogo da Alemanha contra a
Austrália na Copa 2010. O melhor time que apresentou-se até este
domingo 13. Valeu a pena ver após tantos jogos mornos e quase
sem gols. Uma Alemanha competente no futebol e que, se nada
mudar, vai ser a dor de cabeça das outras seleções.
Recebi uma mensagem anexada com
um vídeo de um programa humorístico de Israel onde procuram
ridicularizar Lula. E ainda usam um viado judeu para imitar o
Presidente Brasileiro, tudo por conta do acordo que desgostou os
pústulas americanos, de quem os judeus são paus-mandado.
==
A Alemanha cometeu uma das
maiores atrocidades que a humanidade tem conhecimento, a morte
de uma danação de judeus no falado holocausto. O que adiantou
para a tão almejada nazista purificação da raça? Nada! Os judeus
assimilaram muito bem a crueldade sofrida e hoje a
praticam contra o povo árabe.
Também teve um brasileiro que
lutou para que os que escaparam tivessem um pedaço de chão para
fincar raízes. Foi quem primeiro alimentou a necessidade judia
de preparar sua vocação belicosa, que só existe por conta do
favorecimento dos States. E como se acovardam diante da
Alemanha, fazem aquele jogo de desconta noutro.
Aí, então, aparece a
incompetência alemã na época. Não só de ter perdido a guerra,
mas também de ter mostrado aos judeus como se comete um
holocausto. E o pior: deixou alguns vivos para transmitir a
lição e, esta, talvez tenha sido a sua maior incompetência.
(14-06-2010)
Esquerda porra-louca!
Já fiz parte dela. Bobagem de
juventude que sentindo prenúncios, antes de 1964, de uma tomada
do poder pela direita, resolveu juntar balas para armas já
obsoletas, conseguidas nos baús e sucatas familiares. Eu mesmo
dispunha de uma pistola de dois canos e dois tiros: um prá
errar e outro prá bater catolé! E achava-me um trotskista de
primeira linha sem, na verdade, saber o que era Trotskismo. Em
reuniões secretas, nas madrugadas aventureiras, ouvia
falar numa tomada de poder através das armas. Que armas?! Alguns
dos meus camaradas até foram mais adiante e se envolveram
na luta campesina com resultados práticos nenhum e pondo em
risco a própria vida.
Quando tomei maior conhecimento da
questão, estudando, lendo e ouvindo de outros companheiros
migrei, com convicção, para o PCB e nele permaneci na
clandestinidade e depois na legalidade, até que o "traíra"
Roberto Freire o transformou nessa aberração política denominada
PPS. Desiludido, não mais me envolvi com partidos políticos,
embora tenha continuado sempre a votar em candidatos
reconhecidos ideologicamente como de esquerda ou centro
esquerda. Hoje nutro uma certa simpatia pelo PC do B sem pensar
em me filiar.
Vejo uma porção de pequenos partidos
políticos que se auto-denominam de esquerda. Sei não! Na prática
estes partidos o máximo que fazem é dividir a esquerda. Em
várias eleições os vi apoiando, indiretamente, candidatos da
direita, quando se voltavam contra candidatos de centro e sempre
não elegem quase ninguém.
Faz uma semana que na UFPB houve uma
eleição para o Diretório Central dos Estudantes que foi acabar
nos noticiários de rádio e televisão: a extrema esquerda contra
o centro esquerda, deixando a direita "DEMOcrática", a terceira
facção concorrente, assistindo de camarote a briga entre as duas
primeiras.
De volta a porra-louquice
inconsequente. (07-06-2010)
Os 100 mais do Time
Tem
gente que não perde a oportunidade de tentar gozar com o pau
dos outros. Pois é: "viúvas" da quartelada de 1964 ou dos
governos do PSDB não conseguem raciocinar quando tentam
desmerecer o Presidente brasileiro. Agora mesmo alardeiam o
fato de Lula está na 43ª posição de uma lista das 100
personalidades mais importantes do mundo, escolhidas pelos
gringos e publicada no Time.
Primeiro:
trata-se de uma lista escolhida pelos povo e imprensa norte
americana. Claro que puxariam brasa para suas próprias
sardinhas. A lista é encabeçada pelo presidente deles e tendo
no segundo lugar Lady Gaga, cantora em evidência e de sucesso.
Segundo:
Lula mesmo em 43ª posição na lista, é um dos dois brasileiros
presentes (o outro é o arquiteto Jaime Lerner - 67ª posição).
Não tem Fernando Henrique Cardoso, Zé Serra, Cássio Cunha Lima
nem Efraim Morais.
Terceiro: faltaram, por exemplo,
Oscar Nyemaier,
Pelé e Marina Silva, nomes aclamados no mundo inteiro pelas
suas participações na arquitetura, nos esportes e na defesa ecológica, entre
outros nomes merecedores.
Quarto: se fosse feita uma lista
aqui no Brasil, em que posição ficaria Lula? Na última
pesquisa IBOPE feita na Paraíba (semana passada), por uma
emissora (TV Cabo Branco) considerada a serviço do PSDB, os
resultados obtidos entre as classificações de ótimo
(53%), bom (37%) e regular (9%), leva a aprovação de Lula ao
percentual de 90% ótima e boa. Não aprovam totalmente 9% dos
entrevistados e meros 1% a consideram péssima, onde
enquadram-se as nossas bestas quadradas que copiam opiniões
dos outros.
Quinto: 25% dos relacionados
pelos americanos
obtiveram zero pontos, o que me leva a crer numa relação
previamente preparada pelos promotores da pesquisa.
E para o leitor analisar a
honestidade da lista, transcrevo-a abaixo:
Os 100 mais do Time
Barack Obama - 7,740,557 Lady Gaga - 6,697,752
Ashton Kutcher - 6,390,600
Taylor Swift - 5,608,398 Oprah Winfrey - 2,907,504
Robert Pattinson - 2,298,274 Ben Stiller - 1,735,285 Serena Williams - 1,681,207
Conan O'Brien - 1,352,195
Jet Li - 1,220,613
Damon Lindelof - 977,222
Carlton Cuse - 969,097 Sarah Palin - 884,145
Glenn Beck - 621,436
Neil Patrick Harris - 493,561 Sandra Bullock - 329,229
Marc Jacobs - 275,689
Banksy - 259,153
Sachin Tendulkar - 175,852
Simon Cowell - 171,726 Bill Clinton - 160,731
Lea Michele - 151,916
Scott Brown - 131,053
Didier Drogba - 97,611
Chetan Bhagat - 94,074
Mir-Hossein Mousavi - 77,455 James Cameron - 50,394
Kim Yu-Na - 49,493
Mike Krahulik - 41,305
Zaha Hadid - 33,242
Lee Kuan Yew - 27,859
Ricky Gervais - 27,422
Mike Mullen - 22,849
Zahra Rahnavard - 21,747 Elton John - 19,309
Nancy Pelosi - 19,123
Manmohan Singh - 17,977
Phil Mickelson - 14,922
Michael Pollan - 14,956
Sonia Sotomayor - 13,399
Jenny Beth Martin - 13,266
Annise Parker - 13,093
Luiz Inácio Lula da Silva - 12,371
Steve Jobs - 10,662
Temple Grandin - 8,898
Tim Westergren - 8,152
Christine Lagarde - 7,913
Sheik Khalifa bin Zayed al Nahyan - 6,598
Suzanne Collins - 5,960
Recep Tayyip Erdogan - 5,925
Elizabeth Warren - 5,875
Kathryn Bigelow - 5,326
Lisa Jackson - 4,746
Stanley McChrystal - 2,886
Jon Kyl - 2,696
Amartya Sen - 2,621
Yukio Hatoyama - 2,228
Malalai Joya - 1,874
Tidjane Thiam - 1,675
Jerry Holkins - 1,483
Valery Gergiev - 1,307
Graca Machel - 1,234
Atul Gawande - 1,190
Neill Blomkamp - 1,113
Deborah Gist - 1,022 Jaime
Lerner - 905
Elon Musk - 780
Salam Fayyad - 574
Paul Volcker - 465
Dominique Strauss-Kahn - 431
Kathleen Merrigan - 356
Tristan Lecomte - 249
Matt Berg - 198
David Boies - 151
Nay Phone Latt - 122
Victor Pinchuk - 114
Theodore Olson - 40
Liya Kebede - 12
Kiran Mazumdar-Shaw - 3
Amy Smith - 0
Bo Xilai - 0
Chen Shu-chu - 0
David Chang - 0
Douglas Schwartzentruber - 0
P. Namperumalsamy - 0
Valentin Abe - 0
Edna Foa - 0
Han Han - 0
J.T. Wang - 0
Jaron Lanier - 0
Karls Paul-Noel - 0
Larry Kwak - 0
Mark Carney - 0
Michael Sherraden - 0
Prince - 0
Rahul Singh - 0
Reem Al Numery - 0
Robin Li - 0
Ron Bloom - 0
Sanjit "Bunker" Roy - 0
Tony Travis - 0
Sister Carol Keehan - 0
Tim White - 0
Will Allen - 0
(31-05-2010)
Demissão na
Funesc
Recebi de
Washington Rocha a mensagem que se segue:
Depois de certa demora,
volto a enviar um texto para publicação no mais importante
portal cultural da Paraíba, o "eltheatro.com". É um pouco
longo, 04 laudas. Se tiveres a pachorra de me ler, verás que o
item 5 trata daquelas "Conversas na Biblioteca", no Fenart,
para as quais foste convidado. Espero que a Funesc não ouse
desconvidar.
Muito cordialmente,
Teu amigo, admirador e fã,
Washington
Rocha"
Se foi ousadia
não sei, mas fui delicadamente desconvidado. Para mim
elementar, meu caro Washington: a idéia era sua. Cai o
idealizador, cai a idealização.
Aliás,
quando recebi o desconvite, através de um delicado
telefone de uma funcionária, nem lembrava mais que havia sido
convidado. Nem lembrava também mais da Funesc nem do Fenart.
Por sinal, noto agora que nenhum release, notícia, convite,
pedido de divulgação para o Fenart me foi enviado, cuja
realização deve estar próxima, pois noto que a televisão vem
anunciando. Talvez as pessoas de lá considerem sem qualquer
importância o eltheatro.com, como também a minha
participação na vida cultural paraibana, fato já normal para
mim, que não vive bajulando governos nem pessoas detentoras de
algum passageiro poder.
Agora,
mantendo a tradição da liberdade de expressão deste site,
atendo o teu pedido de publicação;
Demissão inexplicada na
FUNESC
Por Washington Rocha
Trabalhei no
Espaço Cultural José Lins do Rego, como Chefe do Centro de
Documentação e Pesquisa Musical José Siqueira, de junho de
2009 a abril de 2010, quando fui demitido pela Presidência da
FUNESC. Considero tal demissão injusta no mérito e precária na
forma. A questão do mérito é discutível, mas não foi
discutida; eu não fui ouvido. A precariedade da forma é
flagrante, porquanto a portaria da demissão inicia com um
"Dispensar, a pedido, etc...", quando eu, seguramente, não
pedi para ser demitido. Pelo artifício da portaria, jaz
inexplicada a demissão. Eu, aliás, sentia-me muito bem no
exercício das minhas funções. Ouso afirmar que neste pouco
tempo realizamos, eu e minha equipe – as competentes,
laboriosas, brilhantes Clélia Burity, Aldeíres Veras e
Conceição Medeiros –, um trabalho notável. Devo ainda
reconhecer que os expressivos resultados alcançados pelo
Centro José Siqueira durante nossa Chefia se inserem no
contexto de uma gestão extraordinária da FUNESC, que,
presidida por Maurício Navarro Burity, vem alcançando
resultados superiores às expectativas mais otimistas, logrando
recuperar em um ano o que foi destruído nos seis anos
anteriores.
Como veem, não
guardo mágoas nem rancores, de forma que a injustiça que julgo
ter sido praticada contra mim não me faz desmerecer as
importantes realizações da atual administração da FUNESC.
Não pretendo
detalhar as circunstâncias da minha demissão; no entanto, se
for preciso, se for instado a isso, o farei. Quero apenas
registrar o que foi feito pelo Centro Musical José Siqueira
durante o tempo em que o chefiei.
1) Em agosto de
2009 o Centro Musical José Siqueira promoveu, no Auditório
Verde do Espaço Cultural, Sessão de Homenagem "In Memoriam" ao
grande intelectual e musicista Domingos de Azevedo Ribeiro,
autor de uma vasta obra lítero-musical, fundador da Academia
Paraibana de Música e por muito tempo Chefe do Centro Musical
José Siqueira. Esta Homenagem contou com apresentação da
pianista Isa Y Plá. A família do homenageado fez-se presente –
o filho, advogado Helmano Ribeiro, usou da palavra; o genro,
acadêmico Edval Varandas, executou ao piano lindas peças
musicais . O presidente Maurício Burity usou da palavra. O
público lotou o Auditório. Todos ficaram comovidos.
2) Em setembro
de 2009 o Centro Musical José Siqueira realizou, no Teatro
Paulo Pontes, o magnífico show "À Setembrina Primavera",
escrito e dirigido por José Bezerra Filho. O show encantou a
todos com a bela voz da soprano Ana Gouveia, a combinação
erudito-popular do Quinteto Uirapuru, a viola afinada de
Oliveira de Panelas, o violão boêmio de Elpídio Ferreira, a
Roda de Samba contagiante de Gengen e a apresentação
verdadeiramente primaveril de
Amanda Melo. Tendo objetivos
também beneficentes, o evento angariou mais de 500 quilos de
alimentos que foram doados às creches da Amem e ao Hospital
Padre Zé. Coisa rara, o Teatro Paulo Pontes ficou lotado. Foi
tal o sucesso que a FUNESC pretende colocar "À Setembrina
Primavera" no calendário turístico de João Pessoa. Com
melhoramentos, alguns dos quais eu vinha discutindo com o
autor: uma poda razoável no falatório inicial, que muitos
consideraram excessivo, e um possível acréscimo de recitações
poéticas, especialmente de autores paraibanos, sobre os temas
da Primavera e da cidade João Pessoa. Cabe lembrar que tão
esplendoroso evento deu-se com a chegada da Primavera no
Hemisfério Sul, Primavera Austral, que tem início no Equinócio
de Setembro e término no Solstício de Verão (Dezembro). Assim
deverá permanecer no calendário turístico da primaveril Cidade
das Acácias.
3) O Centro
Musical José Siqueira, depois de muitas idas e vindas, tendo
de enfrentar feroz pressão e ações de boicote de setores
obscurantistas e intolerantes dentro da FUNESC, deu início ao
"Projeto Debates no Espaço". Foi tão forte a campanha
obscurantista contra este projeto que o primeiro debate, "A
Paixão Segundo Solha", realizado "no peito e na raça", foi
constrangido a uma semi-clandestinidade (outro episódio cujas
circunstâncias não pretendo detalhar, mas que o farei se for
preciso). Já o segundo debate, "Nova Ágora – Liberdade de
Expressão", teve o apoio da Presidência da FUNESC. Destes
debates participaram jornalistas, estudantes, professores,
ativistas dos Direitos Humanos, artistas e intelectuais os
mais representativos, que tiveram a oportunidade de exercer
plenamente o direito de livre expressão, em uma polêmica acesa
e enriquecedora. Novos debates foram programados, sendo o
próximo sobre o tema "Democracia e Direitos Humanos". Para dar
início a estes debates coloquei minha cabeça em risco. Espero
que com a minha ausência os setores obscurantistas, que
enfrentei e venci, não se animem a uma nova investida e
abortem um projeto democrático e libertário.
4) Desde o
início do exercício administrativo de 2010, o Centro Musical
José Siqueira trabalhou com denodo para reabrir, em
dependências do Espaço Cultural, a Academia Paraibana de
Música, que estava acéfala e dispersa desde que lhe faltara,
por motivos de saúde e depois óbito, o comando do seu fundador
e Presidente Domingos de Azevedo Ribeiro. Esta nossa
iniciativa, que veio a contar com o apoio e entusiasmo da
Presidência da FUNESC, foi coroada do maior êxito. Logramos
reagrupar a maioria dos acadêmicos dispersos (registramos que,
para isso, foi decisivo o empenho do intelectual e insigne
educador Professor Itapuan Bôtto Targino). Após várias
reuniões no Centro José Siqueira, das quais participaram os
acadêmicos Itapuan Bôtto Targino, Ricardo Anísio, Edval
Varandas, Tica Porto, Marilda Eduardo, Ana Gouveia e Nereuza
Nery, foi eleita a nova diretoria da APM, sendo a acadêmica
Nereuza Nery escolhida Presidente (ou Presidenta, como
preferem as feministas). Para
celebrar esta conquista
do maior significado artístico-cultural, o Centro José
Siqueira promoveu, no Teatro Paulo Pontes, o show "Som de
Estrelas", produzido por Ricardo Anísio, nome de referência
nacional dentre os intelectuais ligados à música, sendo
assistente de produção a competente promoter Ivna Lessa, que
também apresentou o show. Novamente o Teatro Paulo Pontes
ficou lotado, novamente foram arrecadados mais de quinhentos
quilos de alimentos, desta vez doados às instituições
beneficentes Vila Vicentina (dedicada a idosos carentes) e
Vila Feliz (dedicada a crianças carentes). O título do show
(idéia de Ricardo Anísio, que derrubou minha sugestão de
título: "Prata da Casa") não poderia ser mais apropriado.
Vejam a plêiade: a magnífica soprano, a "Diva" Ana Gouveia,
acompanhada de Orquestra de Violões regida pelo maestro
Gladson Carvalho; a refinada pianista Isa Y Plá; Oliveira de
Panelas, maior repentista do Brasil; Jessier Quirino, a maior
revelação no mundo dentre os contadores de "causos" e
anedotas; Diana Miranda, cantora solar e vulcânica; José
Bezerra Filho, na surpreendente faceta de tenor; Elpídio
Ferreira, com voz marcante e violão arrebatador; o exótico e
exuberante Grupo Pérola Negra de Capoeira, Música e Dança
Afro. Este evento teve grande repercussão, inclusive no mais
importante portal de cultura da Paraíba, o "elheatro.com", em
excelente artigo do brilhante intelectual e compositor Romeu
de Carvalho.
5) Em fins de
2009, por solicitação inicial da Presidência da FUNESC e
entendimentos posteriores com a Diretoria de Arte e Cultura -
DDAC, o Centro José Siqueira iniciou a organização de uma
série de Mesas-Redondas que, durante o XIII FENART, marcariam
a reinauguração da Biblioteca Juarez da Gama Batista. Esta
importante biblioteca do Espaço Cultural havia sido abandonada
e, por fim, fechada no governo anterior (uma barbaridade),
sendo sua reabertura, depois de reformada e equipada, um feito
magnífico. A equipe do Centro José Siqueira denominou a
referida série de "Conversas na Biblioteca", trabalhou
exaustivamente (inclusive para vencer uma burocracia
exasperante) e montou três Mesas que consideramos da maior
relevância, como se pode ver pela composição das mesmas. Mesa
1 – Sobre Filosofia: Iremar Bronzeado, Mestre em Filosofia,
Professor da UFPB, articulista renomado, intrépido militante
da Liberdade; Edmilson Alves de Azevedo, Coordenador do
Mestrado de Filosofia da UFPB; Severino Celestino, Doutor em
Ciências da Religião, Professor do Mestrado de Ciências da
Religião da UFPB, erudito e especialista em hebraico com
publicações da maior relevância na área da espiritualidade,
importante líder espírita; Ricardo León, Doutor em Filosofia,
conferencista dos mais requisitados no circuito acadêmico.
Mesa 2 – Sobre Literatura: W. J. Solha, intelectual e artista
incomparável (quer dizer, pode-se comparar Solha a Da Vinci);
Valéria Rezende, escritora consagrada; Sandro Novaes, poeta,
membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste; Romeu de
Carvalho, professor da UFPB, expoente do romance regionalista;
Hildeberto Barbosa, poeta, professor da UFPB e um dos maiores
críticos literários do Brasil; José Bezerra Filho, romancista
premiado e consagrado; Heriberto Coelho, intelectual militante
e empresário que, através do Sebo Cultural, tem prestado
enormes serviços à cultura paraibana. Mesa 3 – Sobre
Comunicação na Internet: Elpídio Navarro, editor do portal
"eltheatro.com"; Janildo Silva, editor do portal "Clickpb";
Cláudia Carvalho, editora do portal "Parlamentopb"; Ivaldo
Gomes, do "Grupo Livrepensar"; Socorro Xavier, do portal "usinadeletras"
e designada Consul de Poetas Del Mundo pela extensa divulgação
na internet de poetas paraibanos. A montagem destas Mesas
ficou pronta e acabada. Todavia, depois da minha demissão, fui
informado pela Presidência da FUNESC que "Conversas na
Biblioteca" não mais ocorreria na data programada, sendo
alegado o motivo do adiamento da reabertura da Biblioteca
Juarez da Gama Batista para depois do FENART. Entendi que
nesta adiada reinauguração as Mesas referidas serão
realizadas. Espero que tal expectativa se confirme, caso
contrário seria uma grave quebra de compromisso, uma
inadmissível desconsideração aos ilustres convidados.
6) A
generosidade da minha equipe tomou a si o trabalho e,
conseqüentemente, elencou como realização oficial do Centro
José Siqueira um evento que pensei realizar a titulo pessoal,
embora em dependências da FUNESC, qual seja, o lançamento dos
livros "Também eu sou da raça dos deuses", de minha autoria, e
"Filosofia para Mim", de autoria da jovem filósofa Catarina
Rochamonte.
7) Finalmente,
exponho o pensamento que norteou minha ação enquanto Chefe do
Centro Musical José Siqueira: ajudar a abrir no Espaço
Cultural espaço para a expressão plural da inteligência,
privilegiando os artistas e intelectuais da Paraíba; porque
são nossos, porque são abundantes e porque estão dentre os
melhores do Brasil e do mundo. A Paraíba tem mais artista e
intelectual do que flor em jardim, do que nuvem no céu, do que
urubu voando. As mais das vezes são nossos artistas e
intelectuais depreciados pelas instituições culturais das
administrações públicas da Paraíba. Em detrimento dos nossos
esplêndidos urubus-rei, buscam-se urubus de outros ares, aos
quais são ofertados gordos cachês, enquanto os nossos ficam
com migalhas ou com nada. Não vêem os gestores estaduais e
municipais da cultura paraibana que a nossa "Prata da Casa" é
"Ouro Puro".
Muito
cordialmente,
Washington
Alves da Rocha.
João Pessoa, 20
de Maio de 2010
De cinema, coisa e loisa
Era o normal
se ver o cinema em preto e branco, lembro bem. Quando o filme
era colorido, destacava-se o aviso como forma de propaganda para
atrair um maior público. Participei do elenco de dois filmes:
"Menino de Engenho" em preto e branco, que eu nunca soube ao
certo se pelo alto custo da película colorida ou se porque a
imagem em preto e branco condizia mais com a época do romance,
como era explicado, e "Fogo Morto", a cores, do mesmo espaço e
tempo de "Menino de Engenho, onde, naturalmente, as imagens dos
canaviais e das fazendas e usinas eram mais bonitas ao
espectador. A verdade é que "Menino de Engenho" teve uma
repercussão até internacional, o mesmo não acontecendo com "Fogo
Morto".
Na época da
feitura desses citados filmes já havia passado o sensacionalismo
do e
do ,
o primeiro numa tela panorâmica e o
segundo nunca soube o porquê. Também já havia passado a onda dos
filmes em 3D
(terceira dimensão). Lembro que
cheguei ao abestalhamento de viajar ao Recife para ver um
desses filmes antes deles chegarem a João Pessoa. Voltei
contando as maiores vantagens e portando o óculos que era
distribuído (ou vendido) na porta do cinema, como se fosse um
troféu, para fazer fita diante dos amigos mais próximos. Grande
merda! Não contei para os amigos que havia saído do cinema com
os olhos coçando e lacrimejando, por conta, naturalmente,
daquele óculos de armação de papelão, com duas "lentes" de
baquelita , uma verde e outra magenta, acho que essas eram as
cores. E a terceira dimensão teve vida curta.
Hoje, talvez
com melhor tecnologia, há uma tentativa de novamente vender a
terceira dimensão no cinema à uma nova geração sedenta de
novidade e modismo. E já falam até na televisão em
3D.
No cinema os óculos não são descartáveis: o espectador recebe na
entrada e devolve na saída. Dizem que serão esterilizados para
que sirvam a outras pessoas. Sei não! Quando alguém ou alguns
contraírem conjuntivite é bom lembrar se assistiram a esses
filmes.
Mas que venham
essas novidades emolduradas por eficazes promoções, que no velho
aqui não bate a passarinha. Prefiro muito mais ainda,
rever o genial Charlie Chaplin. (17-05-2010)
E se o inesperado acontece?
Estava
pensando com meus botões quando a minha já vaga lembrança, não
sei porque, levou-me à uma piada antiga conhecida: "reunidos,
secretamente, um grupo de generais brasileiros, diante das
dificuldades que passava o País, estava discutindo detalhes de
uma declaração de guerra aos Estados Unidos da América do Norte.
Após a certa vitória dos americanos, o Brasil passaria a
pertencer aos gringos que, como novo dono, melhoraria as
situações econômicas de todos, tendo o dólar como moeda
corrente, como também um exército moderno e bem aparelhado, etc,
etc... Nisso, um general que o tempo estivera calado, levanta o
braço e pergunta - E se nós ganharmos a guerra?" Uma coisa
leva à outra e lembrei-me do filme "Um Rato Que Ruge", de
Jack Arnoldm,
tendo Peter Sellers
no principal papel. Conta
a história de um pequeno país, em grave situação financeira, que
resolve declarar guerra e invadir os Estados Unidos. Na certa
perderiam e todos os problemas estariam resolvidos, pois os
norte-americanos assumiriam o poder do ducado falido e o
reconstruiriam. O inesperado é que os americanos se rendem! E os
invasores ficam com uma batata quente na mão...
O Presidente Lula e seu
partido, optaram pela candidatura de Dilma Rousseff. Sem o que
chamam de densidade eleitoral, a candidata presidencial corre o
risco de um insucesso. Assim, dentro de quatro anos teríamos
Lula outra vez disputando e, provavelmente, voltando ao comando
do País nos braços do povo, após um desastroso governo de Zé
Serra. E se o inesperado acontece? Dilma vence a eleição e
certamente, fazendo um bom governo, tem tudo para reeleger-se. E
após oito anos fora do poder, como diz ele mesmo, Lula não terá
a condição hoje existente. Dilma vence a eleição e faz um ruim
governo. Vai sobrar negativamente para Lula, caso venha ser
candidato em 2014. Concluo: o bom para Lula e péssimo para o
Brasil, é Zé Serra ganhar a eleição.
Chegando à Paraíba, a situação
é parecida: a quem interessa uma vitória de Ricardo Coutinho? Só
a ele mesmo e seus mais chegados partidários. Nunca a Cássio
Cunha Lima e seu grupo. Preferem uma vitória de Zé Maranhão, que
não poderá mais pleitear uma reeleição, ao contrário de Ricardo
Coutinho que terá assegurada uma imediata disputa, estando no
poder. Então por que Cássio apóia Ricardo? Preparando o futuro.
Quer o apoio de Ricardo em 2014, quando deseja ardentemente
voltar ao governo da Paraíba. Sabe que Ricardo aliado a Maranhão
não teria a chance dessa volta, pois seria a vez de Ricardo
apoiado por Maranhão. Para não correr riscos, divide o partido
traindo Cícero Lucena, que também se fosse candidato e eleito
poderia reeleger-se. Então, o embuste do apoio está funcionando
na Capital do Estado, de onde Cássio espera receber os votos
para senador dos eleitores de Ricardo, razão maior de toda a
trama. Nas outras regiões a coisa vai sendo levada, vão levando
a passos de cágado. Diante de tudo isso, fica a pergunta: e se o
inesperado acontece? E se Ricardo ganhar a eleição? (10-05-2010)
Viuvez Não Bem Resolvida
Tenho pena das
inconsoláveis viúvas de dois maridos: a quartelada de 1964 e da
venalidade de Fernando Henrique Cardoso. Elas. que estão loucas para
atirar nos próprios pés, têm como característica principal a de
gozar com o pênis dos outros.
Explico: existem os asseclas, os que são pagos para gritar
histericamente contra o Governo Lula. Esses estão enchendo o
rabo porque vendem caro o seu "amor" pela causa neo-liberal. Não
são os piores porque se sabe das suas capacidades de mentir
escrito ou falado. Mentem. mas assinam em baixo da mentira.
Existem os que
combatem o Governo Lula por convicção, por crença no que
escrevem, por equívoco ideológico, geralmente. Às vezes até por
falta de uma maior idade, que tivesse lhes dado a vivência de um
estado de terror como a ditadura de 64, ou de um estado de
corrupção como o governado pelo aposentado vagabundo Fernando
Henrique Cardoso. Mas estes escrevem e assumem o que escreveram.
Existem, em
outro nível e pior, as viúvas. Elas não escrevem nem falam: copiam.
Copiam e acham bacana soltar puns na Internet sem nunca expelir
seus próprios excrementos. Na maior parte das vezes copiam por não ter
adquirido o saber e sim usado da cola no curso de suas vidas.
Outras vezes copiam por medo de assumirem suas plagiadas
posições: "quem sabe as voltas que o mundo dá!"
Encontra-se no
Congresso um projeto de lei que regulamenta o uso da Internet.
Nele é previsto que mesmo sem ter a autoria de uma acusação
leviana ou não, ao copiá-la e transcrevê-la, o
internauta assume também a autoria da dita cuja, ficando
igualmente responsável por seus desdobramentos.
Portanto,
viúvas, plagiadoras e medrosas, a brecha usada por vocês pode
ser fechada. Melhor começar logo a dizer: eu acho, eu acredito,
eu acuso, eu denuncio... Assim você poderá pagar pelo que fez.
Quer um exemplo? Então lá vai:
Eu voto contra Zé Serra porque
não quero ver os bens do meu país vendidos por cem reis ao
capital estrangeiro, como foi feito no corrupto governo de
FHC.
(03-05-2010)
O negro e as almas no velho
cinema americano
Uma das coisas
que me incomodava no velho cinema americano era a forma de
participação do negro como ator. Sempre papeis secundários que
variavam de empregado doméstico a bandido. As atrizes, também em
papeis de escravas ou cozinheiras. Elas falavam de uma forma
caricata, como se estivesse cantando e, da mesma forma foram
dubladas para o português. A maioria gorduchas. Exemplo clássico
o de Hattie McDaniel, no papel
de Mammy: muito boa atriz mas prejudicada pela forma de falar,
naturalmente imposta pela direção do filme.
Mas numa
dessas tardes livres (da feitura deste site) deparo-me com a
primeira versão de "As Minas do Rei Salomão", com Deborah Kerr e
Stewart Granger, num desses canais de cinema da TV fechada.
Aguçada a curiosidade, resolvi assistir ao filme, que estreou
nos Estados Unidos em 1950.
Elizabeth
Curtis (Deborah Kerr) contrata Allan Quartermain (Stewart
Granger), um guia branco, para ajudá-la a achar o marido, que
desapareceu quando tentava localizar as lendárias minas do Rei
Salomão. Com o auxílio de John Goode (Richard Carlson), o irmão
dela, partem os três em um safári para tentar localizar o
explorador desaparecido.
E lá se foram
três brancos e uns 40 negros, selva afora, sujeitos à chuvas e
trovoadas. Antes de chegar às tais minas, todos os negros já
haviam morrido, se acovardado ou fugido. E os três brancos ali
de pé, aguentando firme! Entre os brancos e segundo a história,
o mocinho já era bastante acostumado com a vida da selva, mas os
outros dois, uma dondoca inglesa e seu irmão, nunca tinha
colocado os pés na África. E os negros, coitados, já acostumados
com aquela vida, fracassaram. Os brancos foram vitoriosos...
Haja preconceito racial.
Mas nessas
minhas andanças pelo velho cinema americano, encontro um filme
curioso: "Purgatório".
"Recém aceito na gangue do famoso Blackjack, o jovem e ingênuo
Sonny, durante uma fuga com o bando, vai parar numa estranha
cidade chamada Refúgio. Lá, o xerife não usa mais armas, e mesmo
sendo duramente hostilizados pela gangue, os cidadãos não
esboçam nenhuma reação. Sonny descobre que se trata de um lugar
onde famosos ex bandidos tem que ficar durante dez anos sem
cometer nenhum ato de violência, para que sejam perdoados e
possam ir para o Céu. Porém, a gangue está sedenta por sangue, e
se os moradores não reagirem serão mortos. Se reagirem vão para
o Inferno!"
Porra! Esse
filme é de 1999. Quase ontem! Como é que beirando o século XXI
os caras inventam uma besteira dessa? Será que tem algum
teledramaturgo da TV Globo envolvido nele? Porque essa gente são
os maiores criadores de personagens fantasmas da TV brasileira.
Basta assistir aos capítulos de uma tal "Escrito nas estrelas".
Já mostrou pai, mãe e filha, juntos no Céu, e um neto ainda na
anti-sala de espera, sempre com o seu anjo da guarda (um
negro!), aguardando a hora de se juntar ao resto da família. E
enquanto essa hora não chega, dá umas escapulidazinhas até ao
Rio de Janeiro, para ajudar a mocinha. O Céu agora mostrado é um
trigal e um chão de nuvens. Do Inferno ainda não falaram. Mas
como tem tanto vilão na trama, acho que vai aparecer com Satanás
e tudo. Arre égua! (26-04-2010)
O Ser Juiz
Quando a gente
se entendia de gente, percebia que na sociedade dos homens
existiam funções e responsabilidades importantes e menos
importantes. Um juiz era diferente de um bicheiro, mesmo que o
bicheiro tivesse mais posses, mas não tinha o mesmo valor, o
mesmo respeito de seus semelhantes. Isso era. Tive dois parentes
próximos juízes. De um deles privava até uma certa intimidade,
mas limitada, não só pelo grau de parentesco que me obrigava a
tomar-lhe a bênção, mas também, e principalmente, pelo fato de
tratar-se de um Juiz de Direito. Mas isso foi!
O que vemos
hoje, pelo que é divulgado pela mídia, é uma Justiça Estadual, Eleitoral e
Federal, sendo acusada de irresponsável, venal e corrupta.
Soltaram um preso, assassino e maníaco sexual, e ele assassinou
e estuprou mais seis jovens em São Paulo. Soltaram o ex
governador de Brasília e mais seis ladrões do erário público.
Falam que a culpa é da legislação. A mesma legislação que não
beneficia uma pobre mulher que roubou um pacote de margarina num
supermercado. Aqui, em João Pessoa, crimes acontecem tendo
presidiários, com penas abrandadas, como os criminosos. Outro dia foi
noticiado que um preso foi passar a Semana Santa com os
familiares e aproveitou para cometer mais um crime. E quem
libera essa gente da cadeia? Juízes! O povo, se perguntado, a
maioria vai responder que não acredita na Justiça Brasileira.
Mas mudando de
pau pra cacete e ficando no mesmo assunto, esperei baixar a
poeira e esfriar a cabeça para falar de outro tipo de juiz: o
juiz de futebol. Não é novidade que nessa categoria a corrupção
já campeou. Já teve juiz preso, banido do futebol, suspenso e
repreendido. Mas sempre fica por isso mesmo: a lei diz que o que
um juiz apitar não pode ser modificado. Os times de futebol,
principalmente os menos ricos, são os mais prejudicados.
No fim de semana passado, no jogo entre Vasco X Flamengo, o juiz
foi acusado de ter errado, prejudicando o primeiro e favorecendo
o segundo. Os erros aconteceram nos pênaltis marcados e em
outros momentos. Os narradores de televisão foram unânimes em
afirmar e mostrar muitas vezes os erros do Juiz. Os torcedores
do Vasco ficaram inconformados. Eu como não havia assistido os
lances irregulares atribuídos ao juiz, até imaginei ser coisa de
quem perdeu o jogo.
Entretanto,
lendo uma imediata declaração do Presidente da Comissão de
Arbitragem do Estado do Rio de Janeiro, Sr. Jorge Rabello,
defendendo o juiz João Batista de Arruda, achei que foi muito
apressado o seu socorro ao seu comandado. Sua atitude ficou
suspeita, uma vez que ele nunca havia tomado essa iniciativa
assim, tão depressa. Por outro lado, outra notícia informa que o
Clube de Regatas Flamengo é o campeão brasileiro em pênaltis, a
seu favor, naturalmente. Diz a notícia: "Foram
24 penalidades máximas em 85 jogos, contando Campeonato Carioca
(2009 e 2010), Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e
Libertadores. Destes, dez foram duvidosos." Quase metade,
contestados!O que a notícia não diz é quantos deixaram
de ser marcados contra o Flamengo.
O que está por trás disso
tudo ninguém sabe mas imagina. Os juízes, quero dizer árbitros
como agora preferem ser chamados (não se sabe se por conta do
juiz lalau lá de São Paulo ou se os juízes de direito
fizeram mudar essa denominação), continuam sendo aclamados pelas
torcidas de ladrões e tendo suas mães sempre homenageadas.
Agora, matando a cobra e
mostrando o pau:
PS 1-
Quinta-feira (15-04) o Portal Globo publica: "Quatro dias depois de
reclamar muito do juiz no clássico diante do Flamengo, o
Vasco foi novamente vítima de uma falha de arbitragem nesta
quarta-feira. Mas apesar de ter um gol mal anulado, a equipe
carioca obteve uma importante vitória na luta pelo título
inédito da Copa do Brasil."
PS 2-
Também o Globo Esporte diz para o
Flamengo tirar uma estrelinha da sua camisa. Parecer da
CBF é contundente: 'O Flamengo não foi campeão em 1987'
Documento de três páginas garante título ao Sport do Recife.
PS 3- No Chile, contra
o Universidad
Católica, o Flamengo não teve pênalti a seu favor. Em
compensação perdeu o jogo. (19-04-2010)
PS 4-
Mas o Flamengo foi vítima do seu próprio veneno: perdeu o
campeonato levando dois gols de pênalti e ainda arranjou um, que
perdeu, batido pelo seu principal jogador. Castigo! (19-04-2010)
DO RIO E SÃO PAULO À CABEDELO:
A mídia que faz
média
Para não dizer
merda e dizendo. Comandada pela multinacional Organização Globo,
parte da mídia procura agora tratar a catástrofe provocada pelas
chuvas no Rio de Janeiro, como causada pelo Governo Lula, numa
vergonhosa campanha eleitoral pro candidatura de Zé Serra que,
quando São Paulo passou por terríveis problemas com o excesso de
chuvas, disse, segundo a Folha Online: "O governador de São
Paulo, José Serra (PSDB), culpou a natureza pelo caos ocorrido
em São Paulo nesta terça-feira (8) em decorrência das chuvas.
"Foi uma chuva inusitada. Mesmo que estivesse tudo impecável
seria inevitável haver problemas graves. [...] Temos que rezar
para que isso não se repita", disse o governador." E
deixou o abacaxi para outro...
Ele disse
"mesmo que estivesse tudo impecável" ! Então quer dizer que
não estava. E de quem é a culpa de não estar? Do Governo Lula?
Ou das administrações demo-tucanas que vêm se sucedendo há
muitos anos? São Paulo ainda hoje encontra-se em estado de
alerta e o povo pobre dos alagados paulistas com medo até de
dormir. Alguns até rezando, como sugeriu o candidato apoiado
pelo Demo.
Todo mundo
está besta de saber que a culpa de tudo vem de longe, de
administrações municipais que sempre fecharam os olhos para a
ocupação indevida de encostas, barreiras, barrancos de rios e
morros com a construção de barracos. E os conjuntos
habitacionais construídos sem infra-estrutura de esgotos e
saneamentos? Impedir a formação dessas comunidades pode
representar a perda de votos, fechar os olhos à irregularidade
pode representar o sucesso numa eleição, tanto quanto as
tragédias que no momento acontecem. E o déficit habitacional
existente em todo o País bem que poderia ser muito menor ou ter
acabado, se o dinheiro roubado em superfaturamentos e
outras falcatruas, tivesse sido usado para a construção de
seguras e dignas casas para a população mais carente.
Agora vem a
história de que um Ministério deu mais dinheiro para a Bahia que
para o Rio de Janeiro. E daí? No governo de FHC as Organizações
Globo e São Paulo recebiam mais dinheiro que todo o Nordeste
junto. É sujo falando de mau lavado!
E não pensem
que a briga fica só nos estados grandes e ricos. Aqui, em
Cabedelo-PB, uma lingueta de terra, segundo cópia de documento
oficial que recebi, o prefeito, José Francisco Regis, terá de
devolver aos cofres públicos a bagatela de cerca de
751.000 reais por determinação do Tribunal de Contas do Estado,
devido a despesas não comprovadas com a aquisição de bens;
abastecimento indevido de veículos; excesso de consumo de
combustíveis; adiantamentos concedidos sem a devida prestação de
contas e superfaturamentos na locação de carros de som.
Isso só referente ao exercício de 2008 (durante a sua primeira
gestão). E em Cabedelo também tem enchentes alagando ruas e
moradias. E o prefeito também é do Demo...
Mas voltando à
Cidade de São Paulo e para avivar a memória da Globo:
Quantas
pessoas morreram nessas enchentes? A Globo já esqueceu?
(12-04-2010)
Tudo passa, tudo passará...
- Pai, que
quer dizer quaresma?
- Quarenta dias... Jejuando, rezando, sem beber, sem comer
carne, até chegar a Sexta-feira Santa...
- Deus me livre dessa quaresma!
Hoje, com o
preço da carne à beira da morte, sai mais em conta comer peixe,
mesmo assim recaindo a escolha nos de qualidade inferior. Nesta
época uma cioba congelada há um bom tempo vale mais que os olhos
da cara. Quanto à carne, fica para um dia especial, quem sabe,
na Sexta-feira Santa! A Igreja liberou e a carne preferida pelo
povo é a do frango de granja, porque uma boa galinha de capoeira
não é fácil: preço também alto e autenticidade duvidosa
(já existe galinha de capoeira falsificada, criada em galpões de
granja). Carnes de bode e de carneiro estão com o mesmo preço da
do boi.
E o bacalhau?
O quebra-galho do pobre de antigamente. Hoje pobre só olha!
Meu pai era Despachante Aduaneiro de uma importadora de bacalhau
de origem norueguesa. Quando uma barrica caía durante o
desembarque do navio, ia para a avaria e ficava por conta
do seguro, Como era mercadoria perecível à seguradora não
interessava devolver à origem nem armazenar a mercadoria
avariada. Então o bacalhau norueguês era distribuído com o
pessoal que participava da operação. Muitos recusavam pois já
não aguentavam comer tanto bacalhau! Na minha casa se comia uma
vez por semana e algumas peças eram dadas aos parentes, vizinhos
e de esmola ao pedinte que aparecesse. Lembro-me perfeitamente
de um mendigo recusando uma grossa peça e perguntando se não
tinha outra coisa.
E o famoso
cheiro do bacalhau armazenado na dispensa e a nossa cozinheiro
reclamando dele! Do cheiro e dele mesmo, que ela não comia
um pedacinho sequer. Hoje sinto saudade daquele cheiro...
Setenta paus,
quero dizer, setenta reais o quilo de um bom bacalhau. Ganha da
lagosta e do camarão!
Teve uma época
que o velho amigo Guilhermão (Guilherme Rabay),
inventou o tubalhau (bacalhau feito do tubarão). Mas a
idéia não foi pra frente. Talvez por preconceito com a nossa
fera do mar. Parodiando Rabay, cheguei a inventar o bacalusa:
bacalhau a partir do filé de merluza, peixe barato, que
servi aos amigos visitantes numa das passadas Semanas Santas,
dizendo ser um importado da Noruega. Foi um sucesso até eu
confessar a minha invenção...
Naquela época,
o bacalhau da Noruega (direita) era mais aceito que o de
Portugal (esquerda). Acho que pelo tamanho. Dizem que para ver a
cabeça do bacalhau só indo na Noruega ou Portugal. Estou
quebrando essa regra. Aqui estão em primeira mão Cabeças do
Bacalhau.
Mas deixando o
bacalhau de lado e indo para os camarões: tem muita gente
sofrendo mutação e tendo a sua cabeça transformada numa igual à
cabeça do citado crustáceo, ou seja: um depósito de merda!
Propagar a
candidatura de Serra é uma das defecações, mas um direito de
qualquer pessoa num País onde existe a livre expressão de
pensamento, agora. Sim, porque eu gostaria de ter lido dessas
pessoas declarações contra os generais da ditadura militar,
muitos deles na época travestidos de esquerdistas. Atacar Lula
hoje é fácil. Existe essa liberdade. E nos governos de
Collor e Fernando Henrique? Alguém atacava de frente esses dois?
Mentira se disser que isso fazia.
Conheci um
ator do Teatro do Estudante da Paraíba, Fernando Macedo,
comunista todo quando isso era moda. Veio o golpe de 64 e ele
logo cuidou de virar espiritualista. Chegou até a dizer em pleno
Ponto de Cem Reis que era ele a reencarnação de Cristo. Depois
alguns seguiram o mesmo caminho: de comunista a comuni$to e
adotando um espiritualismo sem convicção, próprio de quem teme a
morte de forma exagerada e acredita que o espiritualismo lhe
garante uma passagem para o céu. Melhor é procurar uma
dessas casas mortuárias que oferecem em módicas prestações um
velório decente. Tem cremação também para quem teme arder no fogo
do inferno. He,he,he,he,he,he... (risada do outro mundo).
E o concurso
continua. Até agora ninguém respondeu à pergunta:
Quem é (dica: um político)
que está por trás do jornal:
SENSACIONALISMO
Gente, eu, um
velho vagabundo aposentado, que dedica o seu muito tempo ocioso
(alguns dizem) à feitura deste site, fiquei uma parte dos
últimos dias
tentando encontrar no noticiário das TVs aberta e paga, algumas
boas notícias como:
FHC teve um infarto fulminante por conta
de um alto grau de inveja de Lula e foi salvo pelo filho
bastardo que teve com a jornalista da Globo; ou:
Serra escorregou e caiu de cara
num bueiro de uma rua alagada e foi salvo por um
professor que fugia de um ataque de
policiais aos grevistas de São Paulo;
ou ainda: finalmenteRonaldo
Cunha Lima será julgado pela tentativa de assassinato de
Tarcísio Burity. Não seria maravilhoso? É pena que elas
sejam apenas imaginárias. Mas, como disse um poeta,
"o homem sem sonhos não
vive..."
Mas que nada.
Nada de sonhos. Durante a semana só deu o caso do casal Nardoni e seu
julgamento. Principalmente na Bandeirantes e Record. Sabem, por
incrível que pareça, a Globo, nesse assunto, tem sido a mais
moderada, só informando nos seus noticiários normais. Mas não se
animem: a Globo não tem espaço para dedicar todo o seu tempo
nobre de
transmissão ao julgamento em questão. Tem compromissos com a
grade da sua programação e seus respectivos patrocinadores. As
outras parecem-me que não, pois dedicam quase todo o tempo a
entrevistar juristas, advogados e ex-jurados que esbanjam seus
depoimentos com se fossem as notícias mais importantes da Terra.
Mas a Globo bem que gostaria de também estar transmitindo uma
programação sensacionalista e pegando uma fatia da audiência que
vêm conseguindo as outras emissoras.
Existem também
disputas entre técnicos criminalistas, juristas e
advogados, todos na telinha querendo demonstrar suas convicções,
que em nada ajudarão no tal julgamento nem até na formação de
uma opinião pública sobre o já famoso assassinato da menina Isabella, uma vez que há muito a maior parte da população de São
Paulo e também do País, já consideram o casal Nardoni culpado.
Então a mídia
segue na sua constante luta por audiência, dando a oportunidade
a um montão de entendidos do assunto, tão ávidos por aparecer na
TV e vender seu peixe, que pouco lhes importa se estão sendo
contra ou a favor da opinião pública e se estão convictos do que
declaram. O negócio é ser destaque na telinha, ser notado, pois
a propaganda é a alma do negócio.
Sim, no início
todos eram pela condenação. Aí apareceu um sabido que pensou:
Vou ser pela inocência. Serei mais notados que os outros...
A idéia cresceu e a coisa ficou
equilibrada, tendo ainda aparecido aquele tipo que diz: "Não sou
contra nem a favor, muito pelo contrário..."
PS -
Finalmente o casal foi condenado. Com direito a euforia, fogos
de artifícios e ovação (sem ovos) do povo na rua, tudo na
madrugada do último sábado. Uma festança paulista daquelas! Não
muito longe do Tribunal, a polícia, por ordem de Zé Serra, havia
sentado o pau nos professores grevistas por melhores salários,
com o uso de tiros e tudo. Muitos foram parar no hospital.
(29-03-2010)
É preciso ter peito:
grande ou pequeno?
Peito em
mulher, é claro! Tenho um amigo que sempre disse preferir mulher
de peito pequeno. Conheço outro que prefere as de grandes tetas.
Esse deve ter parte com americano. Para mim, nem tanto nem
quanto. Como bom brasileiro, o que me seduz na mulher é o bumbum
e estamos conversado.
Leio duas
notícias na Internet:
"A modelo
Florencia Tesouro foi surpreendida nesta semana, quando a
prótese de silicone de seu seio esquerdo estourou. A
participante da quinta edição do Gran Hermano (versão argentina
do reality show Big Brother) foi operada às pressas."
"A
recepcionista Lydia Carranza estava no trabalho quando um homem
armado com uma pistola semiautomática entrou no consultório e
atirou contra ela. A bala acertou o peito da vítima, mas não
chegou próximo de seu coração por conta do implante
de silicone nos
seios. Foi salva da morte por causa de seu implante."
Uma conversa dessa há 30 anos,
era impossível se ter com mulheres de qualquer idade. Tratava-se
de um assunto desrespeitoso. Nem pensar com adolescentes.
Agora, um papo de garotas de
colégio, na calçada do prédio que resido que é sombreada por uma
frondosa árvore, versava sobre o implante ou não de silicone nos
seios. Umas aprovavam, outras não, todas nos seus 14 ou 15 anos
de idade.
"- Vai
depender... Quando eu ficar de maior vou resolver. Se eu achar
que vão ficar pequenos..."
Presenciando e ouvindo tudo que
elas, sem qualquer constrangimento pela minha presença, falavam,
resolvi contar do problema de Florência e da sorte de Lydia,
assumindo uma posição de conselheiro, educador, sei lá o que!
"- Olhe aí!
Foi a salvação dela!"
"- É, mas a
outra se lascou!"
"- Lascou
nada! O médico conserta. Agora, tiro no coração não tem
conserto!..."
" - É
mesmo, não é neguinha?"
Porra! Que besteira que eu fiz!
Agora, para essas gurias, implante de silicone passa
a ser proteção contra a violência! (22-03-2010)
Quero morrer comendo camarão com
vitamina C
Outro dia
recebi uma mensagem dizendo que folha da planta da graviola
prevenia e curava câncer. Fiquei preocupado com a possibilidade
de uma invasão para levar as folhas de uma dessa planta que tem
aqui no quintal. O povo, na sua santa ignorância, vez em quando
emprenha pelo ouvido. Até um amigo meu, médico, acreditou nessa
bobagem.
Se na Internet
muita coisa séria é colocada, também seu espaço é usado por quem
não tem o que fazer para inserir mentiras e invencionices
descabidas:"A
Microsoft está dando dinheiro para quem enviar e-mails";
"A
Nokia vai lhe dar um celular de graça"; "Se não mandar esta
prece para 10 pessoas, você vai se prejudicar"; "Dieta de Chico
Xavierpra
emagrecer"; "Veja o que fizeram com suas fotos no Orkut";
"Ericssom
distribui Notebooks"
e entre
outras, uma que poderá prejudicar os crédulos e até matá-los,
pois ensina de forma errada como se comportar quando vítima de
uma sequestro relâmpago, informando que se o sequestrado colocar
a senha do seu cartão de crédito ao contrário, isso provocará um alarme à
polícia.
Hoje mesmo recebi
uma mensagem de
ananerydel@hotmail.com recomendando uma dessas correntes
onde você envia R$1,00 e futuramente terá um retorno de mais de
R$ 2.000.000,00. Não sei se existe a citada remetente ou se já é
alguma incauta internauta repassando. Antigamente se dizia:
"quem quer muito traz de casa..."
Os antigos mais que
eu, diziam que tomar café quente e botar a cabeça na janela
causava morte. As piadas à essa "sabedoria" chegaram juntas:
Morreu
porque tomou café quente e botou a cabeça na janela do ônibus.
Veio um outro ônibus e arrancou a cabeça. A causa mortis?
O café quente! Tomar café quente e banho frio em seguida era
risco de morte. Por conta disso eu peguei muita gente com outra
piada: "Não sabe Maria, a empregada lá de casa? Pois bem, tomou
café quente e foi tomar banho depois. Não chegou nem a terminar
de pentear o cabelo!" E a pergunta era fatal: "Morreu?" Eu
respondia: "Não. Quebrou o pente!..."
Agora surge a
recomendação:
"Camarão e vitamina C: mistura
mortal? Você pode se envenenar acidentalmente com arsênico."
Que beleza! Acreditem! É pura verdade! Não comprem mais camarão
e laranja. Isso fará baixarem os preços e eu poderei, com
meu salário de professor, morrer comendo camarão e tomando
vitamina C! (15-03-2010)