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Conheci Linduarte Noronha (professor Linduarte) na década de 40. Eu 12 anos, ele cerca de 18, ensinando História na escola particular de Dona Gonzaga (sua tia), que preparava a meninada para fazer exame de admissão ao ginásio. Fiz o exame para o Lyceu Parahibano e Linduarte já devia estar na escola superior. Como aluno da Faculdade de Filosofia (FAFI), alguns encontros por conta de palestras sobre cinema. Depois nos encontramos na UFPB como professores do Departamento de Arte e Comunicação (DAC). Ele lecionando cinema e eu teatro. Grandes papos quando o tempo ou a ocasião permitiam. Assumi a chefia do DAC por duas vezes e, frequentemente contava com a sua presença na minha sala para aquela conversa ao odor do cachimbo de fumo cheiroso, seu companheiro. Conversávamos sobre tudo e, principalmente, sobre assuntos administrativos de seu interesse, pois como chefe do Departamento cabiam a mim certas decisões. Eu passara de aluno a chefe do amigo! A última vez que nos encontramos foi no lançamento da versão recuperada do filme Menino de Engenho, de Walter Lima Jr., no cinema do MAG Shopping. Conversamos como sempre que nos avistávamos. Foi a última vez. Homenagens lhes foram prestadas pelos 50 anos de Aruanda. Não pude comparecer, foi uma pena, por conta de saúde e estar morando distante, a mesma razão porque não compareci ao eu velório. Como tenho consciência de que a morte é o último ato, sei que nunca mais vamos nos encontrar para aquele papo... (Elpídio Navarro)

Linduarte Noronha, uma homenagem

 

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