Luiz Alberto Machado
DICIONÁRIO TATARITARITATÁ
ABRIR A PORTEIRA – nascer.
AH, NÃO! – Interjeição reprovativa. Usada comumente para
condenar a merda dos outros.
BEÓCIO – ignorante, simplório, broco, bronco.
BRONHA – punheta. Masturbação.
BRUGUELO – pivete, pixote, meninote.
CABIDELA – galinha cozida. Quando se refere à mulher,
menstruada.
CABOETA – alcagüete, caga-pau, dedo-duro.
CABULOSO – chato-de-galocha.
CAPÔ-DE-FUSCA – região pélvica feminina. A testa da chiranha,
da cheba, da vagina.
CRUZETA – armação, tocaia, encurralada.
CUZÃO – Mequetrefe tolo.
DINDIN – dinheiro na mão dos outros.
ENDIVIDADO – sujeito que anda cheio de nó pelas costas,
coberto de dívidas. Fudido de débitos.
FUDIDO – sujeito lascado.
GAIATO – maloqueiro. Mangador. Presepeiro.
IMBROGLIO – Aranzel. Miolo de pote. Asneiras. Despautérios.
INHETA – inquieta. Fuviando. Mexedora. No cio.
LASCADO – fudido e meio.
MUMUNHA – munganga.
NADICA – porra nenhuma.
PATOLINO – aquele que paga o pato, oxente!
PENCÓ – o cabrunco, bicho-ruim, a coisa-pega.
PERSEGUIDA – Priquita. Buceta. Xoxota.
PINGUELO – clitóris.
PINOTE – pulo. Salto.
PULAR A CERCA – infidelidade. Botar gaia, 2 de 500.
REBORDOSA – enterro-voltando, sina ruim, negócio péssimo,
momento azarento.
REINAR – Trelar.
TAPADO – nó-cego, Zé-prego, Zé-ruela.
TÓMEM – também. Servem para mandar todo mundo tomar naquele
lugar, sabe?
TRELAR – reinação. Inquietação que parece ter um pitoco no
cu.
UTI – bronca da porra, na casa da peste, sem saída.
V – gaia. Duas de quinhentos.
VOTO – Prest´enção, seu porra!
ZEZINHO – Zé-prego, badameco, reles sujeito.
ZORÓ – beócio. (06-10-2008)
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LUIZ ALBERTO MACHADO é
poeta, escritor, compositor musical e autor teatral
pernambucano. Parte do seu trabalho está reunido na
sua home
www.luizalbertomachado.com.br
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