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Magdala Cavalcanti

 

VIAGEM À FRANÇA

 

 Saimos de Manchester pelo National Express, em 21 de dezembro de 2007, com destino a Dover (Ferry Port) , e lá pernoitamos num Albergue da Juventude, onde conhecemos uma australiana e uma argentina, companheiras de quarto. Dormimos em beliche (minha primeira vez, mas na cama de baixo e Carmem na de cima). No dia seguinte, fomos de ferry-boat  da P&O European Ferries para  Calais, França.

Havíamos pago o Albergue da Juventude em Paris, onde pretendíamos passar três dia. Minha amiga Dorinha  (Maria das Dores Oliveira) e o esposo, José Porto, foram nos buscar na Estação, e nos levaram para a casa deles., em Bezons, cerca de 6km de Paris. Com eles e a filha, Nathalie, passamos um Natal maravilhoso, onde mesclaram um pouco do Brasil e um pouco da França nas belas e saborosas iguarias.

Nosso amigos nos levaram um dia a passear por Paris (fomos à Torre Eiffel, Academie Nationale de Musique, Rio Sena ( avistando Montmartre), Catedral de Notre Dame,(onde havia um belo presépio),  etc...  No dia seguinte, , Nathalie nos levou a Place de La Concorde, e a uma visita ao bairro La Defénse.  Visitamos o  local onde se cultua a lembrança dos soldados franceses que faleceram em combate pela pátria, e onde tem uma chama acesa permanentemente. Na ocasião, lembrei do nosso Monumento aos Pracinhas, no Flamengo, Rio de Janeiro, onde tem troca de guardas e também é um tributo aos militares mortos por nosso país ( A peculiaridade do  nosso Monumento é que é guarnecido simultaneamente pelas Forças Armadas, que se revezam mensalmente: Marinha, Exército e Aeronáutica)

Com Nathalie , aprendemos a andar de ônibus e já no  outro dia  fomos sós, conhecer Paris: percorremos toda a Rua Champs Elysée  (onde até comprei uma roupinha de criança para um sobrinho-neto),caminhando do Arco do Triunfo até o Museu D'Orsai, onde passamos várias horas, contemplando obras de renascentistas e vendo filme que conta a história do acervo e  descreve as várias obras. Foi um dia de "sorver cultura".

Ainda na França, numa cidade que não lembro o nome, aconteceu um fato inusitado. Como toda ida ao toillete é paga, ali era pré-paga, ou seja, antes do uso e o mais incrível é que o tempo era contado. Numa demora de alguém, uma senhora bem gorda, com aparência assustadora, não teve dúvida: abriu o banheiro com uma chave mestra e exigiu o pagamento complementar Foi terrível

De Paris, fomos até Montpellier, onde deveríamos tomar outro trem para Nice. Ocorre que erramos o itinerário: os horários são rígidos e por preocupação demasiada, tomamos um trem de volta e não de ida. Para corrigir nosso engano, tivemos que saltar em Set, para guardar nova viagem. Lá tivemos que ficar algumas horas de espera. Como já não dispúnhamos de moeda local, tive que caminhar muito até um caixa eletrônico.  Foi em Set que nasceu Paul Mauriat, mas não deu tempo de visitar o museu (Como sempre, a bagagem nos atrapalhava. Carmem ficou na estação e fui retirar os francos que precisávamos). Enquanto aguardávamos o próximo trem (que seria depois de umas três horas), descobrimos um banheiro (WC) do tempo da guerra De higiene impecável, era difícil usá-lo. Havia apenas um buraco no chão e em cima, nas laterais, duas pegadas para proteger contra escorregões (de algo como louça branca). Era bem largo o espaço. Também pago, mas o curioso, foi o modelo retrógrado. ( do tempo da guerra).

Finalmente fomos para Nice. Decidíramos não mais fazer reservas de hospedagem, para ficarmos livres para mudar nossos planos, o que também nos causou inconvenientes. No trem, fizemos amizade com três rapazes que também estavam fazendo turismo. Como nós, eles não tinham reserva de hospedagem  Como chegamos tarde, não poderíamos ir para o Albergue da Juventude. Felizmente somos abençoadas e conseguimos ficar em duas casas que alugavam quartos e eram dos mesmo donos (sem muita higiene, mas para uma noite, foi suficiente.)

Em Nice, ao subirmos uma escada rolante de uma loja, descobrimos um brasileiro, que estava com um croata e nos convidou a conhecer Antibes. Fomos com eles de trem, uma viagem bem rápida. O bahiano, Osório Sobrinho, morava no Porto. Lá, fomos ao barco que ele morava, fazia manutenção e pilotava, para um milionário francês. Foi uma experiência e tanto, com direito a uma boa música, uma taça de vinho e torradas com patês. Na ocasião, vimos na enseada, uma filmagem de um  comercial do carro Ka, da Ford, que ainda não conhecíamos.

Finalmente saímos da França, com destino a Espanha. (04-08-2008)