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PERFIL

Cristina Moura

 

Maria Cristina Soares de Moura nasceu na Cidade de Cabedelo, no dia 29 de Março de 1961, filha de Domício Gomes de Moura e Maria de Lourdes Soares Moura.

Formada em Contabilidade, exerceu atividades profissionais na Prefeitura Municipal de Cabedelo, Indústrias São Braz, Fleury Cosméticos, Belfran Engenharia Ltda. e Instituto Educacional Sagrado Coração de Jesus.

Componente do Teatro Experimental de Cabedelo, participou como atriz nos espetáculos "Auto de Maria Mestra", "Casamento de Branco" e "Cemitério das Juremas", peças de Altimar Pimentel, dirigidas pelo autor.

Lembra que durante muito tempo apresentou-se num palco improvisado no Colégio Imaculada Conceição, até à conclusão das obras do Teatro Santa Catarina, na Cidade Portuária.

Durante o período de sua atuação no Teatro Experimental de Cabedelo - TECA, participou de festivais em diversas cidades, como  o Festival de Inverno de Campina Grande; inauguração do Teatro Geraldo Alverga, em Guarabira, e uma temporada em Brasília - DF.

 

Rafael de Carvalho

 

Rafael de Carvalho nasceu na cidade de Caiçara, interior da Paraíba, em 16 de fevereiro de 1918 e faleceu na cidade de Salvador, Bahia, em 03 de maio de 1981.  Foi um ator brasileiro.

Aos 15 anos deixou seu estado e foi para Salvador e se tornou ator, produtor e dramaturgo, sempre preocupado com a cultura popular e suas manifestações.

Na capital baiana ele venceu festivais interpretando poemas e escreveu o livro Quadra Quadrilha e duas peças. Estreou no cinema em 1958 no filme Agüenta o Rojão e na TV apenas em 1973 na telenovela O Bem-Amado, como Emiliano Medrado.

Destacou-se nos filmes: Macunaíma; O Doce Esporte do Sexo; O Trapalhão na Ilha do Tesouro; Fogo Morto; Crueldade Mortal; Gargalhada Final; Eles não usam black-tie e O Homem que Virou Suco.

Na televisão teve papéis marcantes também nas novelas globais Gabriela como o Coronel Coriolano e Saramandaia como Cazuza, e na TV Bandeirantes em Cavalo Amarelo como Viriato e fazendo par com Dercy Gonçalves e em Rosa Baiana onde foi Lua, o chefe da família central da trama.

No teatro, no Rio de Janeiro, participou do Grupo Opinião atuando como ator no espetáculo "Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come".

Na Paraíba atuou em "Fogo Morto",  filme baseado no romance de José Lins do Rego, no papel de "Vitorino Papa Rabo".

Ele morreu vitimado por um enfarte, logo depois de encerrar sua participação no filme O Baiano Fantasma, do diretor Denoy de Oliveira


 

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PERFIL

Marcelo Borges

 

MARCELO RAFAEL CORREA BORGES DA FONSECA nasceu em João Pessoa (PB) no dia 10 de Novembro de 1944, tendo como pai o então Capitão Ivo Borges da Fonseca Neto e como mãe Terezinha C. Borges da Fonseca. Como um bom escorpião, inicia sua vida como um moleque com todas as características de um verdadeiro menino de rua.

Aos 13 anos sua vida mudou consideravelmente. Ao entrar em casa a mãe conversava com uma amiga (Jandira Mesquita) sobre teatro. Jandira, vendo que o assunto chamou atenção daquele moleque, incentivou sua ida ao Teatro Santa Rosa, onde Lindaura Pedrosa armava o elenco do Pluft o Fantasminha.

Ao chegar no teatro encontrou as portas fechadas. Como sabia que havia chegado atrasado, não teve dúvida, pulou o muro e saiu em busca do lugar onde os testes estavam sendo efetuados. Além dos testes ele sentiu que ser menino facilitaria a escolha da obtenção do papel principal, uma vez que se tratava do primeiro Pluft masculino do Brasil.

São vários os personagens vividos por Marcelo e em cada um deles novas visões lhe permitiram conhecer o ser humano em sua essência. Com isso o moleque passou a entender o que era problema social e com o teatro combateu os primeiros passos da situação política que gerou a ditadura de 1964. Essa luta se deu inicialmente no colégio PIO X em 1963 e se estendeu para a Escola de Geologia de Recife até 1969, onde montou um grupo de estudantes que levou a música e a poesia de protesto para todo o Nordeste, com o apoio de Don Elder. Este grupo foi considerado como o renascer do Teatro Universitário de Pernambuco.

Em 1971 foi convidado para lecionar na Universidade de Brasília e representar o Departamento de Geologia na Câmara Federal, único local que permitia falar sobre a democracia e a liberdade. Em 1976, vai para o Rio de Janeiro com o intuito de conhecer a Geologia do Brasil através da CPRM, hoje Serviço Geológico do Brasil. Durante 9 anos percorre de Norte-Sul e Leste-Oeste, encantado com suas riquezas culturais e minerais, ambas perdidas e depedradas no sentido social. Ainda na CPRM faz a volta ao mundo, patrocinada pelo Governo do Canadá, tudo em troca de uma palestra na Malásia, sobre o mineral Cassiterita.

Nem tudo, entretanto, são flores. Na constituição de 1988 a mineração sofreu uma queda fatal que, praticamente, paralisou suas atividades de pesquisas até a virada do século. A saída se deu pelas ações das empresas privadas e dos trabalhos ambientais.

Depois de aposentado retorna a João Pessoa e recebe do Governador do Estado convite para ser Diretor de Operações da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Mineras da Paraíba, onde hoje permanece .


"Pluft, O Fantasminha" de Maria Clara Machado, montagem do Teatro do Estudante da Parqaíba, com direção de Orley Mesquita, cenário de Elcyr Dias. No elenco Gilson Medeiros, Lindaura Pedrosa, Gil Santos, Raimundo Nonato, Marcelo Borges, Pereira Nascimento, Elpídio Navarro e Hugo Caldas.

 

Vladimir Carvalho

Vladimir Carvalho (Itabaiana, Paraíba, 31 de janeiro de 1935) é um cineasta e documentarista brasileiro. Freqüentando a Universidade Federal da Bahia conheceu Glauber Rocha e integrou o chamado movimento do cinema novo (sendo o seu irmão mais novo, como costuma dizer).

A mãe, Mazé, é marcante na sua condição de líder de sua família e pelo espírito de solidariedade para com os pobres. O pai, Luís Martins, um homem dos sete instrumentos, vai da atividade em sua fábrica de móveis Lyon, em Itabaiana, cidade da zona da mata do estado da Paraíba, ao jornalismo bissexto que pratica na região do vale do rio Paraíba, próxima à capital do estado da Paraíba, e exerce profunda influência sobre o filho, até sua morte prematura aos 39 anos.

Preocupado com a educação de Vladimir, o pai o conduz a Recife, entregando-o aos cuidados de sua tia Alayde, irmã de Mazé. Ali começa, de fato, a cursar o primário, longe dos banhos de rio e dos apelos da feira semanal de Itabaiana, uma verdadeira festa para o menino. Sente profundamente a ausência dos pais. Conforta-o, entretanto, a vida na metrópole pernambucana, onde descobre um mundo inteiramente diferente da sua Itabaiana, na Paraíba. Assiste ali, entre tantos acontecimentos e lugares grandiosos e diferentes de sua cidadezinha de interior, com grande emoção, a chegada dos pracinhas (Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial) de volta da Itália e o navio que os transporta aproximar-se do porto tocando os hinos e canções patrióticas.

Em 1949 volta à Paraíba, sempre morando com a tia Alayde, que vai viver em João Pessoa. Neste ano, nasceu seu irmão, Walter Carvalho, que não tem tempo de conhecer verdadeiramente o "velho" Lula, que morre antes dele completar um ano. Hoje, Vladimir considera Walter como a cópia fiel do mestre Lula, não só fisicamente, mas na habilidade com equipamentos e na genialidade como se conduz no ofício cinematográfico.

Terminado o ginásio, em 1954, onde foi aluno de geografia de Linduarte Noronha, que ainda não era cineasta, ingressa no curso clássico. Fazia um programa de rádio, Luzes do Cinema, em 1959, em João Pessoa, e colaborou na imprensa local como crítico iniciante (ganhando o apelido de Vladimir Vorochenko por conta da mania de filmes russos-soviéticos), quando Linduarte Noronha o convidou para escrever o roteiro de Aruanda, do qual seria, depois, também assistente de direção, com João Ramiro Mello, um amigo para sempre.

A obra

Depois de um desentendimento com Linduarte Noronha a respeito do documentário Aruanda, Vladimir e João Ramiro realizam o documentário Romeiros da Guia. Em seguida vai para Salvador terminar o curso de filosofia na Univeridade da Bahia. Entre seus colegas de curso incluem-se Caetano Veloso, que ainda era desconhecido do grande público, e Carlos Nelson Coutinho. Além destes intelectuais, conhece também Glauber Rocha, que estava preparando Deus e o Diabo na Terra do Sol. Passa as noites na boemia artística, sempre na companhia destes amigos, como Caetano, Torquato Neto (Gilberto Gil trabalhava e não podia acompanhar), Orlando Senna e Álvaro Guimarães, teatrólogo e cineasta que lançou Maria Bethânia em Salvador, bem antes do show Opinião, e Manoel Araújo, gravurista que posteriormente dirigiu a Pinacoteca do Estado, em São Paulo. Foi em Salvador que Vladimir entrou para as fileiras da militância político-cultural no CPC, Centro Popular de Cultura (entidade vinculada à UNE, União Nacional dos Estudantes), da Bahia.

De Salvador, Vladimir recebe o convite de Eduardo Coutinho para ser seu assistente no filme Cabra Marcado para Morrer. Paralelamente a este envolvimento no Cabra Marcado para Morrer, Vladimir foi com Eduardo Coutinho visitar as filmagens de Os Fuzis, do cineasta Rui Guerra, no interior.

Cabra marcado para morrer

Em 1964, ano do Golpe de Estado que instalou a ditadura militar no país, Vladimir e Coutinho foram surpreendidos em plena filmagem do documentário Cabra Marcado para Morrer, no engenho Galiléia, em Pernambuco. Após saberem sobre o golpe, a fuga e a entrada na clandestinidade são inevitáveis, porque sabiam que seriam presos pela ditadura; já que estavam filmando um tema explosivo, o das Ligas Camponesas. A pressão política e a repressão que se seguiram foram enormes. Portanto, Vladimir foi encarregado de proteger dona Elisabete Teixeira, viúva de João Pedro, durante a debandada. Maria do Socorro, sua noiva, com quem se casaria dois anos depois, foi procurá-lo no engenho Galiléia (com medo do que poderiam fazer ao noivo após o golpe) e foi levada presa para o Recife. Depois de constatada sua "inocência" (porque ela não estava participando diretamente das filmagens, nem tinha ligações políticas oficiais com a esquerda), foi solta. Foi ela quem ajudou Vladimir a provicenciar um disfarce para dona Elisabete: oxigenaram seus cabelos, vestiram-na com um chitão colorido, pintaram-lhe os lábios e os rostos e deram-lhe uns óculos escuros. Com isto, eles conseguiram ultrapassar as barreiras policiais sem serem vistos. Vladimir coloca dona Elisabete à salvo em um bairro suburbano do Recife, junto a uma família de um antigo companheiro de Joâo Pedro. A partir daí, Vladimir entra decididamente na clandestinidade,para se proteger da prisão política, ocultando-se em um sítio nas proximidades da cidade de Campina Grande, na Paraíba. Com uma identidade falsa, passa a se chamar José Pereira dos Santos. Foi no sítio, no interior da Paraíba, que Vladimir ficou conhecido como Zé dos Santos, em virtude das esculturas de santos de madeira que ele passou a esculpir, desenvolvendo sua vocação artística e herança artesanal paterna (desde então, ele nunca parou de esculpir).

No Rio de Janeiro

Passados os primeiros sobressaltos advindos com o golpe de 1964, Vladimir pôde sair da clandestinidade e viajar para o Rio de Janeiro, onde foi apresentado por Eduardo Coutinho a Arnaldo Jabor. Como diretor assistente de Jabor, Vladimir participou das filmagens de Rio Capital do Cinema e Opinião Pública. Aprende com o Jabor a forma descontraída de filmar, desmistificando o endeusamento do ofício de cineasta que havia na época. Estabelece-se, então, no Rio de Janeiro, trabalhando como repórter no Diário de Notícias. Neste ofício de repórter, ele fica conhecendo todos os meandros da cidade do Rio de Janeiro. Freqüentou também o bar da Líder, onde se encontravam periodicamente todos cineastas. Apesar disto, ele não perde os vínculos com o Nordeste, voltando para lá para filmar.

Como repórter, Vladimir cobriu as famosas passeatas contra a ditadura, a dos cem mil, inclusive, e entrevistou os líderes estudantis do movimento. Ele próprio, junto com a esposa Maria do Socorro, forma um grupo de passeata com Luís Carlos Lacerda de Freitas, o Bigode, Norma Bloom e Arduíno Colasanti.

Em 1969, Vladimir apresentou o seu curta metragem A Bolandeira no Festival de Cinema de Brasília, ganhando um dos prêmios. Foi por isto que ele reencontra Fernando Duarte, companheiro das filmagens do Cabra Marcado para Morrer; que o convida para ficar em Brasília a fim de realizar o projeto do núcleo de produção de documentários do Centro Oeste na UnB. Ele aceitou o desafio e ficou, sem saber que seria uma estadia permanente; porque o convite inicial foi para permanecer na cidade apenas dois meses. Vladimir, sem ter planejado inicialmente isto, adota então a cidade como sua e por ela também é adotado, tornando-se professor de cinema na UnB e importante líder intelectual local. A partir de Brasília, ele pôde dar prosseguimento ao seu trabalho enquanto documentarista preocupado com as questões sociais. Realizou vários de seus curtas e longas metragens, ganhando inúmeros prêmios, entre eles, a Margarida de Prata, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros). Com isto, seu prestígio enquanto cineasta documentarista cresce visivelmente.

Em Brasília

Em 1971, seu longa metragem O País de São Saruê foi retirado bruscamente do Festival de Cinema de Brasília pela censura federal. Em sinal de protesto contra tal fato, a comissão de seleção do festival se demite. Houve uma grande celeuma, porque o filme, depois de ter sido selecionado, foi vetado e apreendido pela censura. As autoridades presentes ao festival são vaiadas. "São Saruê" permanecerá apreendido e impedido de ser exibido durante toda a década de 1970. Apesar disto, o filme recebe convites até do Festival de Cannes, sem poder ser apresentado fora do país (porque havia uma única cópia em película do filme).

Após o triste e autoritário episódio da censura e apreensão do filme O País de São Saruê, Vladimir continuou suas atividades, lecionando na UnB e filmando outros filmes, mesmo com parcos recursos. Além disso, ele fundou, em Brasília, a Associação Brasileira de Documentaristas seção DF, da qual será, posteriormente, presidente. A associação realizou o primeiro Festival do Filme Brasiliense.

Em 1979, com o processo político chamado de Abertura, pela ditadura militar, o filme O País de São Saruê é liberado do "cárcere" onde se encontrava e é recebido calorosamente pela crítica e pelo Festival de Brasília, ganhando o prêmio especial do júri.

Na década de 1980, Vladimir filma seus longas O Homem de Areia e O Evangelho Segundo Teotônio. "Teotônio" ganha a Margarida de Prata e "O Homem de Areia", o prêmio do Concine (Conselho Nacional de Cinema). Em 1986, Vladimir reativou suas filmagens sobre um tema que lhe foi muito caro: a realidade dos operários que construíram Brasília, os chamados candangos. Conterrâneos Velhos de Guerra traz de volta o obscuro episódio de uma chacina de operários ocorrida num acampamento de uma das empreiteiras responsáveis pela construção de Brasília.

A Cinemateca Uruguaia o homenageou com uma retrospectiva completa de sua obra e, por isto, Vladimir foi ao Uruguai participar das homenagens e dos debates.

Em 1990, Conterrâneos Velhos de Guerra surpreende o Festival de Brasília e sai consagrado com muitos prêmios, inclusive o de melhor filme em sua categoria. Como sua primeira apresentação no festival foi em 16mm, o filme, transformado para 35mm, foi reapresentado no encerramento do Festival de Brasília de 1992, com a presença do ministro Antonio Houaiss. Ainda em 1992, Vladimir viaja para a Europa, porque foi convidado para ser jurado no Festival Cinéma du Réel, na França, onde Conterrâneos Velhos de Guerra é convidado hour-concours.

Em 1994, Vladimir cria a Fundação Cinememória, mudando-se para uma casa na avenida W3 sul, em Brasília, para onde leva todo o seu acervo. A inauguração da Fundação Cinememória dá-se durante o Festival de Brasília, com o apoio de Luíza Dornas, então Secretária de Cultura. O cineasta italiano Bernardo Bertolucci é um dos assinantes do livro de presença e saúda a iniciativa de Vladimir propondo "entrar para o Cinema Novo brasileiro".

Em 1998, a Câmara Distrial (o Legislativo do Distrito Federal, um misto de Câmara de Vereadores e Assembléia Legislativa Estadual; por causa da condição de Distrito Federal da capital da república), confere-lhe o título de cidadão honorário de Brasília, pelos serviços prestados à cultura e por sua dedicação à comunidade brasiliense. Ainda neste ano, Vladimir dá início à produção de seu longa metragem Barra 68, outro projeto que lhe era muito caro desde que chegou a Brasília. O filme conta as agressões que a Universidade de Brasília sofreu com a ditadura militar e a dura repressão que se seguiu.

Barra 68 é o filme que inaugura o Festival de Brasília de 2002. Com o prêmio que recebeu pelo filme, Vladimir constrói um pequeno auditório noa Fundação Cinememória.

Em 2004, por decreto do governo do DF, Vladimir é nomeado embaixador cultural da cidade, junto com outras personalidades.

Em 2005, Vladimir começa a filmagem do longa metragem O Engenho de Zé Lins, sobre o escritor paraibano José Lins do Rego.Em 2000 Vladimir é convidado para presidir a Fundação Astrojildo Pereira , entidade criada com o objetivo de divulgar e incentivar a cultura brasileira, além de preservar a história dos militantes comunistas brasileiros

Fimografia

  • Romeiros da Guia - 1962

  • A Bolandeira - 1967

  • Vestibular 70 - 1970

  • O País de São Saruê - 1971

  • Incelência para um Trem de Ferro - 1972

  • O Espírito Criador do Povo Brasileiro - 1973

  • O Itinerário de Niemeyer - 1973

  • Vila Boa de Goyaz - 1974

  • Quilombo - 1975

  • Mutirão - 1975

  • A Pedra da Riqueza - 1976

  • Pankararu do Brejo dos Padres - 1977

  • Brasília Segundo Feldman - 1979

  • O Homem de Areia - 1982

  • O Evangelho Segundo Teotônio - 1984

  • Perseghini - 1984

  • No Galope da Viola - 1990

  • A Paisagem Natural - 1991

  • Conterrâneos Velhos de Guerra - 1991

  • Negros de Cedro - 1998

  • Barra 68 - 2000

  • O Engenho de José Lins do Rego - 2006

 No Teatro

No teatro Vladimir Carvalho participou como ator num espetáculo de teatro amador "A REBELIÃO DOS ABANDONADOS", de Vanildo Brito, apresentado no Theatro Santa Roza (1960), pelo grupo Teatro Popular de Arte. Na foto Ednaldo do Egípto, Wilson Maux, Pereira Nascimento e Vladimir Carvalho, último à direita.

 

                                      
Waldemar Dornelas dos Santos

 

Waldemar Dornelas nasceu na cidade de João Pessoa no dia 23 de fevereiro de 1943. Profissionalizou-se como marceneiro e trabalhava numa oficina quando foi convidado por Elpídio Navarro para trabalhar na construção de cenários e, posteriormente,  nomeado para o Theatro Santa Roza, tornando-se "maquinista", denominação que se dava ao cenotécnico na época.

Sua primeira responsabilidade foi com a montagem do cenário da peça de Altimar Pimentel, "Coiteiros", tendo Flávio Tavares como cenógrafo e Fernando Peixoto como diretor do espetáculo. Um cenário nada fácil, uma vez que era composto de dois planos, um deles elevado, como uma casa de primeiro andar.

Depois seguiram-se uma série de espetáculos importantes onde a sua compacidade como cenotécnico foi demonstrada: "Donzela Joana", "Domingo Zeppelin", "Auto da Compadecida", "A Criada Que Queria Ser Patroa", "Viagem de Um Barquinho", "Mágico de Oz", "O Filhote de Espantalho", "Canção Dentro do Pão", "A Noite de Matias Flores" , "Cemitério das Juremas" e "Coiteiros" (com direção de Elpídio Navarro) entre outras.

Waldemar Dornelas também participou da feitura de alguns palcos por todo o Estado, como os dos teatros "Lima Penante" em João Pessoa, "Íracles Pires" em Cajazeiras, "Geraldo Alverga" em Guarabira, "Colégio da Prata" em Campina Grande, "Cine Teatro Gadelha" em Souza e seu último trabalho, o "Teatro Ariano Suassuna" do Colégio Pio X, em João Pessoa.

No decorrer dos seus mais de 30 anos no Santa Roza, que considera a sua segunda casa, Waldemar exerceu várias funções e hoje é mantido como Coordenador do Palco do "velho casarão" da Praça Pedro Américo.

 

PERFIS PUBLICADOS:

Adriana Mariz - Adriana Vieira - Andreia Nunes - Alarico Correia - Altimar Pimentel - Anco Márcio - Antônio Mariano - Antônio Serafim - Anunciada Fernandes - Ariano Suassuna - Arlindo Delgado - Bruce Cavalcanti Fernandes - Buda Lira - Carlos Cartaxo - Celly de Freitas - Celso Almir - Cida Costa - Cilaio Ribeiro - Cláudio Lopes - Cleide Rocha - Cristovam Tadeu - Dôra Limeira - Edilane Araújo - Edinalva Farias - Ednaldo do Egipto - Elba Ramalho - Eliézer Rolim - Eloá Ciraulo -  Elpídio Navarro - Eugênio Carvalho - Fernando Mercês - Fernando Peixoto - Fernando Teixeira -Flávio Tavares - Genildon Gomes - Gilvan de Brito - Hermano José - Hugo Caldas - Irineu Pinheiro - Jacinto Moreno - Jomar Souto - José Bezerra Filho - José Dumont - José Maria Rodrigues - Lindaura Pedrosa - Lourdes Ramalho - Lu Dias - Lucy Camelo - Luiz Carlos Vasconcelos - Marcélia Cartaxo -Marcos Tavares - Marcus Siqueira - Marcus Vinícius - Marisa Alverga - Nazareth Xavier - Neide Polari - Neuza Navarro - Orley Mesquita - Paulo Pontes - Paulo Vieira - Pedro Santos - Pedro Osmar - Pereira Nascimento - Pompéia Fernandes - Raimundo Nonato - Romeu Fernandes - Ruy Eloy - Saulo Queiroz - Sebastião Vasconcelos - Sérgio Montenegro - Socorro Raposo - Tarcísio Burity - Tarcísio Pereira - Thomás Santa Rosa -  Valdez Silva - Valeska Picado - Vanilton Souza - Verbena Xavier - Virgínius da Gama e Melo - Vital Farias - W.J.Solha - Walter Carvalho - Walter Oliveira - Yara Rosas - Zé Flávio - Zezita Matos.-

Obs. - Desejando os "perfís" de pessoas acima relacionadas, solicitar através de e-mail para eltheatro1@eltheatro.com , o que será prontamente atendido.