PALCO & PLATÉIA

1- De sonhos e cores
2- Intervalo Poético
3- Livro de Everaldo Dantas da Nóbrega
    Zé Trovão
4- História de Teatro
5- Recados
6- Do Velho Álbum

Elpídio Navarro

 

De sonhos e cores

Certa vez fiquei um tanto confuso com a pergunta de uma amiga: "Seus sonhos são coloridos ou em preto e branco?" Até hoje tento em vão descobrir as cores dos meus sonhos e não consigo. A tal amiga me confessou que os delas variavam. Algumas vezes preto e branco e outras em cores. Os meus não consigo lembrar. Lembro todo o sonho, as pessoas presentes e os fatos, até os mais inverossímeis, mas quanto a cor, nada. Será que sonho tem cor?

Ultimamente tenho tido muitos sonhos sonhados. Digo sonhados porque existem sonhos que são mais desejos, como encontrar novamente uma determinada mulher, razão de momentos passados de grande felicidade. Aliás, este é um sonho muito perigoso. Conheci uma pessoa que começou a sonhar com o reencontro de uma grande paixão da juventude, quando soube que esta paixão havia ficado viúva e estaria livre para ele. E procurou imediatamente realizar o seu sonho. Realizou. Fugiu decepcionado. Não era mais aquela linda jovem que tanto amara. Era, agora, uma velha senhora, tão velha quanto ele, feia, metida a besta e apregoando a excelente situação financeira deixada pelo marido. Esqueceu o sonho!

Mas voltando aos sonhos sonhados, aqueles que a gente tem quando está dormindo, tenho acordado tentando decifrar porque fui juntar num mesmo sonho pessoas que nunca se conheceram e fatos que nunca aconteceram ao mesmo tempo. Sempre digo a mim mesmo: que maluquice! São tão confusos os sonhos que acho que não servem nem como palpite para o jogo do bicho. Mas eu lembro de tudo! Isso agora, porque antes eu sabia que havia sonhado um sonho, só não lembrava como tinha sido. Agora eu lembro todos eles, claramente. Só não consigo lembrar se meus sonhos são em preto e branco ou em cores.

Será que eu ainda estarei vivo quando inventarem um equipamento eletrônico que grave os sonhos e eu possa, finalmente, constatar as cores dos meus sonhos? (30-08-2010)

 

ARTIGOS ANTERIORES: AQUI

 









 

Intervalo Poético

40 anos de Woodstock
 

Braulio Tavares
e
Astier Basílio

BRAULIO:
Já fui muito careta em minha vida
mas um dia perdi toda vergonha
só por causa da tal duma maconha
que fumei numa festa colorida;
era tanta mulher semi-despida,
tanta queda da lama e tanto rock
que o juízo que eu tinha deu desfoque
e eu caí na gandaia sem protesto...
só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.

ASTIER:
Trouxe um beque gigante dei pra Richie Havens que perguntou "where are you from?",
respondi "from Brazil", e ele "bom,
"bem melhor dos que o de New York City"
Eu falei: vai negão, não tem limite
se aprume, se esquente, se retoque
ele disse "Meu Deus!", eu dei-lhe um toque
se a música acabar "freedom" é o gesto.
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.


BRAULIO:
De carona cheguei, na madrugada,
numa kombi que vinha “assim” de hippie,
logo ali começou a minha “trip”
vendo Janis cantar alucinada;
eu provei mescalina batizada
e um haxixe que veio de Bangkok;
fiz discurso arrasando Papa Doc
e assinei muito mais de um manifesto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.


ASTIER:
Um pacote de fumo, por um triz,
não ficava  retido na alfândega.
Ao chegar em Bethel fui rei da pândega
escutei Arlo Guthrie e pedi bis
eu queria ir pra "Los Angeles";
amarrei meu cabelo, fiz um coque.
Mas achei minha irmã e não se choque
se eu disser pra você que teve incesto
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.


BRAULIO:
Carnaval na nação americana,
um país de branquelo a dançar nu
escutando as guitarras do The Who
e a feroz batucada de Santana!
Encontrei uma girl paraibana
acendendo uma “vela” pra São Roque;
ela disse: BT, não me provoque
vou mostrar a você por que não presto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.


ASTIER:
Me bati com uma negra que me disse
que era prima de Billie Holliday
destrui sua bunda e a escutei
repetindo "meu Deus, que maluquice"
quando Joan Baez gritava "peace"
a negona gritava pra mim "soque"
uma em cima a gemer por um enfoque
outra em baixo a gemer no pau que empresto
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock


BRAULIO:
Nesses dias históricos só teve
sacanagem, suruba e curtição;
vi no meio daquela multidão
Jimi Hendrix tocar “Home of the Brave”…
Foi melhor do que rola em muita “rave”,
com mais drogas que teve a Belle Époque,
mais barulho que os frevos de Spock,
mais bebida que o Samba do Arnesto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.


ASTIER:
Woodstock gritou de Nova Iorque
para o mundo um som que não se mede
dá até pra pedir e a gente pede
que Justin Timberlake se enforque;
que se jogue da ponta essa Bjork;
que não volte o New Kids on the block;
que os Eua proibam quem não toque
rock 'n roll que seja do honesto.
Só não fiz dar a bunda mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.


BRAULIO:
Eu peguei uma californiana
na barraca que era a Sala Vip
nesse tempo ninguém temia a gripe
e eu beijei sua boca uma semana...
A galega provou da durindana,
em seu corpo fiz rock-around- the-clock,
a chupei do Chuí ao Oiapoque
mas não conto quem foi, pois sou modesto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.


ASTIER
Joe Coker chegou e disse "acende,
esse beque pra mim", eu acendi.
"Tô nervoso", falou. Eu disse "e aí?",
Coker, então, me pediu, "como se aprende
a cantar 'little help from my friends?'",
Eu zerei minhas manhas do estoque.
Ver meus passos nos pés daquele escroque
até hoje pra mim é indigesto.
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock


BRAULIO:
Uma gringa pagou-me nota preta
pra comê-la no estilo brasileiro
mas então vi The Who no picadeiro
rebolando e fazendo pirueta.
Me esqueci de comer sua buceta
fui fumar e dar baixa no estoque,
mas depois lhe falei, take my cock,
vou comer pra mostrar que sou honesto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock
 

ASTIER:
No momento que o Credence rogava
uma praga com "I put spell on you"
Um demônio baixou, meu pau subiu
e a paisagem de Bosch se instalava
para o palco o meu catimbó voava
De minha mão até se arrancou chamboque
pois com a poica emprestada de Biu Roque
fiz um maracatu muito funesto
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock

 


Convido você e sua família para o lançamento do meu livro “COLETÂNEA – Crônicas, Poemas, Contos”, com prefácio de Evaldo Gonçalves de Queiroz e apresentação de Nélson Coelho da Silva, conforme programação adiante:

Data: 16 de setembro de 2010 (quinta-feira)

Horário: 18h30min

Local: Fundação Casa de José Américo (Avenida Cabo Branco, n. 3336, Bairro de Cabo Branco, João Pessoa, Paraíba).

         Na oportunidade haverá apresentação do livro por Balduíno Lelis e homenagem do poeta Oliveira de Panelas, seguido de coquetel com apresentação do “Grupo Amigos do Choro” da “Escola de Música Toque de Vida”, do professor Vicente Nóbrega.

Everaldo Dantas da Nóbrega

 


 

História de Teatro
Elpídio Navarro

DIREITA,

VOLVER!

                   Ninguém que cumpriu o serviço militar obrigatório deixa de ter histórias e mais histórias a contar, acontecidas durante o seu tempo de convocado.  Comigo não é diferente, claro! Servi  no 15o.   Regimento de Infantaria  e, posteriormente, na 23o.  Circunscrição de Recrutamento, durante um ano e doze dias, entre 1954 e 1955. Eram companheiros de farda: Newton Leite, Iveraldo Lucena, Ednaldo Soares, Márcio Aírton, Zenivaldo Padilha, José Waldomiro, Ruy Eloy e Firmo Justino, entre outros, inclusive um rapaz do interior de nome José, que na hora da chamada, quando o sargento gritava o seu número, ele respondia: Jugé!

                 Dos nossos superiores hierárquicos boas e más lembranças. As boas por conta dos coronéis Gastão, Renato Morais e Rodin; do major Serrão; dos capitães Jamil Daher, Renato Macário e Montez; dos tenentes Maul e Delfim e dos sargentos Roberto Guimarães, Humberto e Cardoso. As más por conta do coronel Bolívar  (apelidado pela tropa de Pombo Roxo),  e pelos tenentes Máximo, Cantalice, Souza e Facundo.  Tinha também um sargento que eu não lembro o nome e a gente o apelidou de o gordinho da banda, porque ele era baixo, gordo e tocava um instrumento do tamanho dele. Era apenas chato, porém muito engraçado. Quando estava de serviço, passava a noite no pátio do quartel, com um espeto de ferro, apanhando folhas no chão que caiam das mangueiras.  Dizia-se que ele fazia isso para não dormir durante o seu turno e, também, porque tinha medo de alma. O dormitório da CCS, Companhia de Comando e Serviço, onde estávamos servindo, era no primeiro andar do pavilhão. Certa vez, sabendo que o gordinho estava de serviço, abrimos as janelas e, cobertos por lençóis brancos, ficamos a fazer movimentos lentos, bem visíveis, através delas.  Quando percebemos que o sargento corria para a escada que dava acesso ao primeiro andar, fechamos as janelas e ficamos deitados no maior silêncio. O sargento entrou, acendeu as lâmpadas e todo mundo dormindo! Ele observou a  todos nós durante algum tempo, buscando, talvez, alguma prova da nossa sacanagem e, como não encontrou, apagou a luz e desceu. Meia hora depois resolvemos repetir a brincadeira. Foi quando um espírito de porco desencaixou o lastro da cama de um dos soldados fantasmas e quando o sargento subiu correndo e todos pularam nas suas camas, uma abriu-se, causando o maior barulho no assoalho. Ao acender as lâmpadas, estava o soldado sentado no chão, a cama toda escangalhada e o resto da companhia rindo. Nos custou um fim de semana sem folga.

                   Outra lembrança viva é a do dia do suicídio de Getúlio Vargas. Não tínhamos nem dois meses de quartel e veio uma prontidão. Ninguém saía nem entrava. Passaram para nós os apetrechos de guerra: armas, munições, capacete, cantil, bornal, cintos e um treco que botava nas costas, que parecia uma cangalha. Ficamos todos como se fôssemos acampar. A diferença era a munição, nos entregue pela primeira vez e com a seguinte recomendação: ninguém podia carregar a arma. Era um FO 1918, ou seja, um fuzil ordinário 1918, com trinta e seis anos de uso.

                   Ainda hoje fico pensando: e se houvesse necessidade de uma ação qualquer? Ninguém sabia atirar! Principalmente com uma arma descarregada! Felizmente não aconteceu nada e a prontidão acabou.

                    Mas a lembrança mais gratificante é a do primeiro acampamento, que nós fizemos na Praia do Seixas. Três dias memoráveis, quando aconteceram coisas incríveis. Cada barraca era ocupada por dois soldados e lembro-me que o meu sócio era Newton Leite. Por conta da sua astúcia, tínhamos a única barraca do acampamento servida de luz elétrica, fornecida por baterias e pequenas lâmpadas. Lembro-me também de Fanta, motorista de José Waldomiro, levando coisas enviadas por nossas famílias e entregando-as, através do Cabo Branco, de uma forma camuflada, burlando a vigilância.                   

                   Mas a nossa maior  glória estava reservada para o segundo dia, quando passamos a manhã fazendo exercícios de combate, dentro da mata que existia no altiplano do Cabo Branco. Junto conosco estavam uns alunos de uma escola de sargentos da polícia lá da capital do Estado do Ceará. Eram comandados por um sargento e nós também. Entramos na mata e começamos a caminhar. Depois de um bom pedaço de terra, arbustos e árvores, paramos debaixo de um frondoso cajueiro, para receber instruções sobre o próximo passo do nosso treinamento. Alguém resolveu  contar uma anedota e foi engraçada. Outro também sabia de uma e contou. Um tinha levado uma lata de goiabada e abriu. Apareceu quem tivesse aguardente no cantil. E também quem tivesse uma lata de Kitut. A festa estava formada! A única recomendação foi que não bebêssemos toda a água dos cantis. Determinado e cumprido. Finalmente, chegou a hora de retornar ao acampamento e nada tínhamos feito de instrução. Aí veio a experiência superior:

                   - Com o resto  da água dos cantis molhem as roupas, principalmente nos joelhos e cotovelos. Agora rolem no chão, se esfregando o máximo que puderem. Todos em forma. Ordinário! Marchem!

                   Imundos, porém altivos, entramos no acampamento cantando com toda força dos pulmões o Hino do Regimento: "Somos  do Quinze, falange forte..." O Comandante da Companhia, orgulhoso, de braços cruzados, gozava a nossa apoteótica chegada, enquanto outros comandantes torciam a cara, naturalmente com inveja e ao mesmo tempo sem acreditar no que estavam vendo, pois éramos considerados as ovelhas negras do 15o. RI. O nosso Comandante fez uma preleção nos elogiando e nos dando como exemplos a todos do acampamento e, ao terminar, como reconhecimento ao nosso excelente desempenho, bradou:

                   - Todos de folga hoje à tarde! 

Este sucedido não é de teatro.
Mas tem bastante encenação...
Do livro "Paulinho Tripa Gaiteira e Outros Sucedidos"
VEJA

 

Recados:
 
----- Original Message -----
From: Fernando
Sent: Sunday, August 29, 2010 9:11 AM
Subject: Fw: OLINDA: CAPITAL SIMBÓLICA DO BRASIL
 
ELPÍDIO:
VEJA QUE IDIOTICE.
FERNANDO

 Segue para conhecimento, mas... os pernambucanos me perdoem a pergunta...qual é a utilidade de tal lei???

LEI No- 12.286, DE 13 DE JULHO DE 2010

Proclama Olinda a Capital Simbólica do

Brasil e dá outras providências.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Em 27 de janeiro de cada ano, a cidade de Olinda, no Estado de Pernambuco, será reconhecida, durante esse dia, como a Capital Simbólica do Brasil

Art. 2o A cada 50 (cinquenta) anos, durante as comemorações da Restauração Pernambucana e Nordestina, o Prefeito de Olinda e sua Câmara de Vereadores receberão os títulos simbólicos de Prefeito e Câmara de Vereadores Mor do Brasil.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de julho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
João Luiz Silva Ferreira

CONCORDO, Fernando.  Esses nossos legisladores não têm mais o que fazer. Agora imagine se o Lula não sanciona uma bobagem dessa, a oposição logo aproveita para jogar o povo de Olinda e até de Pernambuco, contra ele.



 

----- Original Message -----

From: Fernando

To: Elpídio Sent: Thursday, August 26, 2010 6:15 AM

Subject: Fw: Fwd: FW: Pode peidar no trabalho - jurisprudência

VEJAM A QUE PONTO PODE CHEGAR O PODER JUDICIÁRIO. FERNANDO

Criada a jurisprudência: pode peidar no trabalho. É sério.

Poder Judiciário Federal
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
ACÓRDÃO Nº: 20071112060 Nº de Pauta:385
PROCESSO TRT/SP Nº: 01290200524202009
RECURSO ORDINÁRIO - 02 VT de Cotia
RECORRENTE: Coorpu's Com. Serv. de Produtos Para Estetica
RECORRIDO: Marcia da Silva Conceição
EMENTA
PENA DISCIPLINAR. FLATULÊNCIA NO LOCAL
DE TRABALHO.

Por princípio, a Justiça não deve ocupar-se de miuçalhas (de minimis non curat pretor). Na vida contratual, todavia, pequenas faltas podem acumular-se como precedentes curriculares negativos, pavimentando o caminho para a justa causa, como ocorreu in casu. Daí porque, a atenção dispensada à inusitada advertência que precedeu a dispensa da reclamante.
Impossível validar a aplicação de punição por flatulência no local de trabalho, vez que se trata de reação orgânica natural à ingestão de alimentos e ar, os quais, combinados com outros elementos presentes no corpo humano, resultam em gases que se acumulam no tubo digestivo, que o organismo necessita expelir, via oral ou anal.
Abusiva a presunção patronal de que tal ocorrência configura conduta social a ser reprimida, por atentatória à disciplina contratual e aos bons costumes. Agride a razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da flora intestinal sobre as quais empregado e empregador não têm pleno domínio. Estrepitosos ou sutis, os flatos nem sempre são indulgentes com as nossas pobres convenções sociais.
Disparos históricos têm esfumaçado as mais ilustres biografias. Verdade ou engenho literário, em "O Xangô de Baker Street" Jô Soares relata comprometedora ventosidade de D. Pedro II, prontamente assumida por Rodrigo Modesto Tavares, que por seu heroísmo veio a ser regalado pelo monarca com o pomposo título de Visconde de Ibituaçu (vento grande em tupi-guarani). Apesar de as regras de boas maneiras e elevado convívio social pedirem um maior controle desses fogos interiores, sua propulsão só pode ser debitada aos responsáveis quando deliberadamente provocada. A imposição dolosa, aos circunstantes, dos ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite, incontinência de conduta, passível de punição pelo empregador. Já a eliminação involuntária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há deter reflexo para a vida contratual.
Desse modo, não se tem como presumir má-fé por parte da empregada, quanto ao
ocorrido, restando insubsistente, por injusta e abusiva, a advertência pespegada, e bem assim, a justa causa que lhe sobreveio.
ACORDAM os Juízes da 4ª TURMA do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região em: por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares de nulidade por suspeição de testemunha e por cerceamento de defesa, arguidas pela reclamada; no mérito, por igual votação, dar provimento parcial ao apelo da mesma, para expungir da condenação o pagamento de 11 dias de saldo de salário, por já devidamente quitado, expungir da condenação o pagamento de diferenças salariais decorrentes do acréscimo de 30% pelo desvio de função e suas integrações em horas extras, férias mais 1/3, 13º salários, aviso prévio e FGTS com 40%, tudo na forma da fundamentação que integra e complementa este dispositivo.
São Paulo, 11 de Dezembro de 2007.
RICARDO ARTUR COSTA E TRIGUEIROS
PRESIDENTE E RELATOR

O descobridor dessas relíquias é Fernando Vasconcelos. Fico imaginando que cena um julgamento de crime por flatulência não daria numa comédia. Seria de peidar de rir...

 

 
----- Original Message -----
Sent: Saturday, August 28, 2010 1:46 PM
Subject: eltheatro

Caríssimo Elpídio,

A revista Parahyba do Norte, qual fênix, ressurge; está na fase de revisão, na Gráfica Sal da Terra, e devo autorizar a impressão na segunda-feira. Reproduzi textos meus (A Propósito de Prócula) e de Romeu Carvalho (Ainda a Cultura) publicados no "eltheatro.com", mas indicando a publicação original. Por questões de urgência, não pedi licença antes. Peço licença agora. Pode ser? Tomei a liberdade de reproduzir na contracapa da revista (em cores) aquela linda logomarca do "eltheatro.com". OK?

Um abraço do seu amigo, admirador e fã,

Washington

OK

 

Do VELHO ÁLBUM


Funeral de João Pessoa

REVOLUÇÃO DE 1930 (2)

FONTE: YouTube