
Elpídio Navarro
De sonhos e cores
Certa vez fiquei um tanto
confuso com a pergunta de uma amiga: "Seus sonhos são coloridos
ou em preto e branco?" Até hoje tento em vão descobrir as cores
dos meus sonhos e não consigo. A tal amiga me confessou que os
delas variavam. Algumas vezes preto e branco e outras em cores.
Os meus não consigo lembrar. Lembro todo o sonho, as pessoas
presentes e os fatos, até os mais inverossímeis, mas quanto a
cor, nada. Será que sonho tem cor?
Ultimamente tenho tido
muitos sonhos sonhados. Digo sonhados porque existem sonhos que
são mais desejos, como encontrar novamente uma determinada
mulher, razão de momentos passados de grande felicidade. Aliás,
este é um sonho muito perigoso. Conheci uma pessoa que começou a
sonhar com o reencontro de uma grande paixão da juventude,
quando soube que esta paixão havia ficado viúva e estaria livre
para ele. E procurou imediatamente realizar o seu sonho.
Realizou. Fugiu decepcionado. Não era mais aquela linda jovem
que tanto amara. Era, agora, uma velha senhora, tão velha quanto
ele, feia, metida a besta e apregoando a excelente situação
financeira deixada pelo marido. Esqueceu o sonho!
Mas voltando aos sonhos
sonhados, aqueles que a gente tem quando está dormindo, tenho
acordado tentando decifrar porque fui juntar num mesmo sonho
pessoas que nunca se conheceram e fatos que nunca aconteceram ao
mesmo tempo. Sempre digo a mim mesmo: que maluquice! São tão
confusos os sonhos que acho que não servem nem como palpite para
o jogo do bicho. Mas eu lembro de tudo! Isso agora, porque antes
eu sabia que havia sonhado um sonho, só não lembrava como tinha
sido. Agora eu lembro todos eles, claramente. Só não consigo
lembrar se meus sonhos são em preto e branco ou em cores.
Será que eu ainda estarei
vivo quando inventarem um equipamento eletrônico que grave os
sonhos e eu possa, finalmente, constatar as cores dos meus
sonhos? (30-08-2010)







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Intervalo Poético
40
anos de Woodstock
Braulio Tavares
e
Astier Basílio
BRAULIO:
Já fui muito
careta em minha vida
mas um dia perdi toda vergonha
só por causa da tal duma maconha
que fumei numa festa colorida;
era tanta mulher semi-despida,
tanta queda da lama e tanto rock
que o juízo que eu tinha deu desfoque
e eu caí na gandaia sem protesto...
só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.
ASTIER:
Trouxe
um beque gigante dei pra Richie Havens que perguntou "where
are you from?",
respondi "from Brazil", e ele "bom,
"bem melhor dos que o de New York City"
Eu falei: vai negão, não tem limite
se aprume, se esquente, se retoque
ele disse "Meu Deus!", eu dei-lhe um toque
se a música acabar "freedom" é o gesto.
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.
BRAULIO:
De carona cheguei, na madrugada,
numa kombi que vinha “assim” de hippie,
logo ali começou a minha “trip”
vendo Janis cantar alucinada;
eu provei mescalina batizada
e um haxixe que veio de Bangkok;
fiz discurso arrasando Papa Doc
e assinei muito mais de um manifesto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.
ASTIER:
Um pacote de
fumo, por um triz,
não ficava retido na alfândega.
Ao chegar em Bethel fui rei da pândega
escutei Arlo Guthrie e pedi bis
eu queria ir pra "Los Angeles";
amarrei meu cabelo, fiz um coque.
Mas achei minha irmã e não se choque
se eu disser pra você que teve incesto
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.
BRAULIO:
Carnaval na nação
americana,
um país de branquelo a dançar nu
escutando as guitarras do The Who
e a feroz batucada de Santana!
Encontrei uma girl paraibana
acendendo uma “vela” pra São Roque;
ela disse: BT, não me provoque
vou mostrar a você por que não presto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.
ASTIER:
Me bati com uma
negra que me disse
que era prima de Billie Holliday
destrui sua bunda e a escutei
repetindo "meu Deus, que maluquice"
quando Joan Baez gritava "peace"
a negona gritava pra mim "soque"
uma em cima a gemer por um enfoque
outra em baixo a gemer no pau que empresto
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock
BRAULIO:
Nesses dias
históricos só teve
sacanagem, suruba e curtição;
vi no meio daquela multidão
Jimi Hendrix tocar “Home of the Brave”…
Foi melhor do que rola em muita “rave”,
com mais drogas que teve a Belle Époque,
mais barulho que os frevos de Spock,
mais bebida que o Samba do Arnesto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.
ASTIER:
Woodstock
gritou de Nova Iorque
para o mundo um som que não se mede
dá até pra pedir e a gente pede
que Justin Timberlake se enforque;
que se jogue da ponta essa Bjork;
que não volte o New Kids on the block;
que os Eua proibam quem não toque
rock 'n roll que seja do honesto.
Só não fiz dar a bunda mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.
BRAULIO:
Eu peguei uma
californiana
na barraca que era a Sala Vip
nesse tempo ninguém temia a gripe
e eu beijei sua boca uma semana...
A galega provou da durindana,
em seu corpo fiz rock-around- the-clock,
a chupei do Chuí ao Oiapoque
mas não conto quem foi, pois sou modesto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock.
ASTIER
Joe Coker chegou
e disse "acende,
esse beque pra mim", eu acendi.
"Tô nervoso", falou. Eu disse "e aí?",
Coker, então, me pediu, "como se aprende
a cantar 'little help from my friends?'",
Eu zerei minhas manhas do estoque.
Ver meus passos nos pés daquele escroque
até hoje pra mim é indigesto.
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock
BRAULIO:
Uma gringa
pagou-me nota preta
pra comê-la no estilo brasileiro
mas então vi The Who no picadeiro
rebolando e fazendo pirueta.
Me esqueci de comer sua buceta
fui fumar e dar baixa no estoque,
mas depois lhe falei, take my cock,
vou comer pra mostrar que sou honesto...
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock
ASTIER:
No momento que
o Credence rogava
uma praga com "I put spell on you"
Um demônio baixou, meu pau subiu
e a paisagem de Bosch se instalava
para o palco o meu catimbó voava
De minha mão até se arrancou chamboque
pois com a poica emprestada de Biu Roque
fiz um maracatu muito funesto
Só não fiz dar a bunda, mas o resto
eu assumo que fiz em Woodstock
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Convido você e sua família para o lançamento do meu
livro “COLETÂNEA – Crônicas, Poemas, Contos”, com
prefácio de Evaldo Gonçalves de Queiroz e
apresentação de Nélson Coelho da Silva, conforme
programação adiante:
Data: 16 de setembro de 2010 (quinta-feira)
Horário: 18h30min
Local: Fundação Casa de José Américo (Avenida Cabo Branco, n. 3336,
Bairro de Cabo Branco, João Pessoa, Paraíba).
Na oportunidade haverá apresentação do livro por
Balduíno Lelis e homenagem do poeta Oliveira de
Panelas, seguido de coquetel com apresentação do
“Grupo Amigos do Choro” da “Escola de Música Toque
de Vida”, do professor Vicente Nóbrega.
Everaldo Dantas da Nóbrega |

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História de Teatro
Elpídio Navarro
DIREITA,
VOLVER!
Ninguém que cumpriu o serviço militar obrigatório deixa
de ter histórias e mais histórias a contar, acontecidas
durante o seu tempo de convocado. Comigo não é
diferente, claro! Servi no 15o. Regimento de
Infantaria e, posteriormente, na 23o. Circunscrição de
Recrutamento, durante um ano e doze dias, entre 1954 e
1955. Eram companheiros de farda: Newton Leite, Iveraldo
Lucena, Ednaldo Soares, Márcio Aírton, Zenivaldo
Padilha, José Waldomiro, Ruy Eloy e Firmo Justino, entre
outros, inclusive um rapaz do interior de nome José, que
na hora da chamada, quando o sargento gritava o seu
número, ele respondia: Jugé!
Dos nossos superiores
hierárquicos boas e más lembranças. As boas por conta
dos coronéis Gastão, Renato Morais e Rodin; do major
Serrão; dos capitães Jamil Daher, Renato Macário e
Montez; dos tenentes Maul e Delfim e dos sargentos
Roberto Guimarães, Humberto e Cardoso. As más por conta
do coronel Bolívar (apelidado pela tropa de Pombo
Roxo), e pelos tenentes Máximo, Cantalice, Souza e
Facundo. Tinha também um sargento que eu não lembro o
nome e a gente o apelidou de o gordinho da banda, porque
ele era baixo, gordo e tocava um instrumento do tamanho
dele. Era apenas chato, porém muito engraçado. Quando
estava de serviço, passava a noite no pátio do quartel,
com um espeto de ferro, apanhando folhas no chão que
caiam das mangueiras. Dizia-se que ele fazia isso para
não dormir durante o seu turno e, também, porque tinha
medo de alma. O dormitório da CCS, Companhia de Comando
e Serviço, onde estávamos servindo, era no primeiro
andar do pavilhão. Certa vez, sabendo que o gordinho
estava de serviço, abrimos as janelas e, cobertos por
lençóis brancos, ficamos a fazer movimentos lentos, bem
visíveis, através delas. Quando percebemos que o
sargento corria para a escada que dava acesso ao
primeiro andar, fechamos as janelas e ficamos deitados
no maior silêncio. O sargento entrou, acendeu as
lâmpadas e todo mundo dormindo! Ele observou a todos
nós durante algum tempo, buscando, talvez, alguma prova
da nossa sacanagem e, como não encontrou, apagou a luz e
desceu. Meia hora depois resolvemos repetir a
brincadeira. Foi quando um espírito de porco desencaixou
o lastro da cama de um dos soldados fantasmas e quando o
sargento subiu correndo e todos pularam nas suas camas,
uma abriu-se, causando o maior barulho no assoalho. Ao
acender as lâmpadas, estava o soldado sentado no chão, a
cama toda escangalhada e o resto da companhia rindo. Nos
custou um fim de semana sem folga.
Outra lembrança viva é
a do dia do suicídio de Getúlio Vargas. Não tínhamos nem
dois meses de quartel e veio uma prontidão. Ninguém saía
nem entrava. Passaram para nós os apetrechos de guerra:
armas, munições, capacete, cantil, bornal, cintos e um
treco que botava nas costas, que parecia uma cangalha.
Ficamos todos como se fôssemos acampar. A diferença era
a munição, nos entregue pela primeira vez e com a
seguinte recomendação: ninguém podia carregar a arma.
Era um FO 1918, ou seja, um fuzil ordinário 1918, com
trinta e seis anos de uso.
Ainda hoje fico
pensando: e se houvesse necessidade de uma ação
qualquer? Ninguém sabia atirar! Principalmente com uma
arma descarregada! Felizmente não aconteceu nada e a
prontidão acabou.
Mas a lembrança mais
gratificante é a do primeiro acampamento, que nós
fizemos na Praia do Seixas. Três dias memoráveis, quando
aconteceram coisas incríveis. Cada barraca era ocupada
por dois soldados e lembro-me que o meu sócio era Newton
Leite. Por conta da sua astúcia, tínhamos a única
barraca do acampamento servida de luz elétrica,
fornecida por baterias e pequenas lâmpadas. Lembro-me
também de Fanta, motorista de José Waldomiro, levando
coisas enviadas por nossas famílias e entregando-as,
através do Cabo Branco, de uma forma camuflada, burlando
a vigilância.
Mas a nossa maior
glória estava reservada para o segundo dia, quando
passamos a manhã fazendo exercícios de combate, dentro
da mata que existia no altiplano do Cabo Branco. Junto
conosco estavam uns alunos de uma escola de sargentos da
polícia lá da capital do Estado do Ceará. Eram
comandados por um sargento e nós também. Entramos na
mata e começamos a caminhar. Depois de um bom pedaço de
terra, arbustos e árvores, paramos debaixo de um
frondoso cajueiro, para receber instruções sobre o
próximo passo do nosso treinamento. Alguém resolveu
contar uma anedota e foi engraçada. Outro também sabia
de uma e contou. Um tinha levado uma lata de goiabada e
abriu. Apareceu quem tivesse aguardente no cantil. E
também quem tivesse uma lata de Kitut. A festa estava
formada! A única recomendação foi que não bebêssemos
toda a água dos cantis. Determinado e cumprido.
Finalmente, chegou a hora de retornar ao acampamento e
nada tínhamos feito de instrução. Aí veio a experiência
superior:
- Com o resto da água
dos cantis molhem as roupas, principalmente nos joelhos
e cotovelos. Agora rolem no chão, se esfregando o máximo
que puderem. Todos em forma. Ordinário! Marchem!
Imundos, porém
altivos, entramos no acampamento cantando com toda força
dos pulmões o Hino do Regimento: "Somos do Quinze,
falange forte..." O Comandante da Companhia, orgulhoso,
de braços cruzados, gozava a nossa apoteótica chegada,
enquanto outros comandantes torciam a cara, naturalmente
com inveja e ao mesmo tempo sem acreditar no que estavam
vendo, pois éramos considerados as ovelhas negras do
15o. RI. O nosso Comandante fez uma preleção nos
elogiando e nos dando como exemplos a todos do
acampamento e, ao terminar, como reconhecimento ao nosso
excelente desempenho, bradou:
- Todos de folga hoje
à tarde!
Este sucedido não é
de teatro.
Mas tem bastante encenação...
Do livro "Paulinho
Tripa Gaiteira e Outros Sucedidos"
VEJA
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Recados:
----- Original Message -----
Sent: Sunday, August 29, 2010 9:11 AM
Subject: Fw: OLINDA: CAPITAL SIMBÓLICA DO
BRASIL
ELPÍDIO:
VEJA QUE IDIOTICE.
FERNANDO
Segue para conhecimento,
mas... os pernambucanos me perdoem a pergunta...qual é
a utilidade de tal lei???
LEI No- 12.286, DE 13 DE
JULHO DE 2010
Proclama Olinda a Capital Simbólica do
Brasil e dá outras providências.
O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C
A
Faço saber que o Congresso Nacional
decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Em 27 de janeiro de cada ano, a
cidade de Olinda, no Estado de Pernambuco, será
reconhecida, durante esse dia, como a Capital Simbólica
do Brasil
Art. 2o A cada 50 (cinquenta) anos,
durante as comemorações da Restauração Pernambucana e
Nordestina, o Prefeito de Olinda e sua Câmara de
Vereadores receberão os títulos simbólicos de Prefeito e
Câmara de Vereadores Mor do Brasil.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data
de sua publicação.
Brasília, 13 de julho de 2010; 189o da
Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
João Luiz Silva Ferreira
CONCORDO,
Fernando. Esses nossos legisladores não têm mais o
que fazer. Agora imagine se o Lula não sanciona uma
bobagem dessa, a oposição logo aproveita para jogar o povo
de Olinda e até de Pernambuco, contra ele.
----- Original Message -----
From:
Fernando
To:
Elpídio
Sent:
Thursday, August 26, 2010 6:15 AM
Subject: Fw: Fwd: FW: Pode peidar no trabalho - jurisprudência
VEJAM
A QUE PONTO PODE CHEGAR O PODER JUDICIÁRIO. FERNANDO
Criada a
jurisprudência: pode peidar no trabalho. É sério.
Poder Judiciário Federal
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
ACÓRDÃO Nº: 20071112060 Nº de Pauta:385
PROCESSO TRT/SP Nº: 01290200524202009
RECURSO ORDINÁRIO - 02 VT de Cotia
RECORRENTE: Coorpu's Com. Serv. de Produtos Para Estetica
RECORRIDO: Marcia da Silva Conceição
EMENTA
PENA DISCIPLINAR. FLATULÊNCIA NO LOCAL
DE TRABALHO.
Por princípio, a Justiça
não deve ocupar-se de miuçalhas (de minimis non curat
pretor). Na vida contratual, todavia, pequenas faltas
podem acumular-se como precedentes curriculares negativos,
pavimentando o caminho para a justa causa, como ocorreu in
casu. Daí porque, a atenção dispensada à inusitada
advertência que precedeu a dispensa da reclamante.
Impossível validar a aplicação de punição por flatulência
no local de trabalho, vez que se trata de reação orgânica
natural à ingestão de alimentos e ar, os quais, combinados
com outros elementos presentes no corpo humano, resultam
em gases que se acumulam no tubo digestivo, que o
organismo necessita expelir, via oral ou anal.
Abusiva a presunção patronal de que tal ocorrência
configura conduta social a ser reprimida, por atentatória
à disciplina contratual e aos bons costumes. Agride a
razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano
ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da
flora intestinal sobre as quais empregado e empregador não
têm pleno domínio. Estrepitosos ou sutis, os flatos nem
sempre são indulgentes com as nossas pobres convenções
sociais.
Disparos históricos têm esfumaçado as mais ilustres
biografias. Verdade ou engenho literário, em "O Xangô de
Baker Street" Jô Soares relata comprometedora ventosidade
de D. Pedro II, prontamente assumida por Rodrigo Modesto
Tavares, que por seu heroísmo veio a ser regalado pelo
monarca com o pomposo título de Visconde de Ibituaçu
(vento grande em tupi-guarani). Apesar de as regras de
boas maneiras e elevado convívio social pedirem um maior
controle desses fogos interiores, sua propulsão só pode
ser debitada aos responsáveis quando deliberadamente
provocada. A imposição dolosa, aos circunstantes, dos
ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite,
incontinência de conduta, passível de punição pelo
empregador. Já a eliminação involuntária, conquanto possa
gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e
brincadeiras, não há deter reflexo para a vida contratual.
Desse modo, não se tem como presumir má-fé por parte da
empregada, quanto ao
ocorrido, restando insubsistente, por injusta e abusiva, a
advertência pespegada, e bem assim, a justa causa que lhe
sobreveio.
ACORDAM os Juízes da 4ª TURMA do Tribunal Regional do
Trabalho da Segunda Região em: por unanimidade de votos,
rejeitar as preliminares de nulidade por suspeição de
testemunha e por cerceamento de defesa, arguidas pela
reclamada; no mérito, por igual votação, dar provimento
parcial ao apelo da mesma, para expungir da condenação o
pagamento de 11 dias de saldo de salário, por já
devidamente quitado, expungir da condenação o pagamento de
diferenças salariais decorrentes do acréscimo de 30% pelo
desvio de função e suas integrações em horas extras,
férias mais 1/3, 13º salários, aviso prévio e FGTS com
40%, tudo na forma da fundamentação que integra e
complementa este dispositivo.
São Paulo, 11 de Dezembro de 2007.
RICARDO ARTUR COSTA E TRIGUEIROS
PRESIDENTE E RELATOR
O
descobridor dessas relíquias é Fernando Vasconcelos. Fico
imaginando que cena um julgamento de crime por flatulência
não daria numa comédia. Seria de peidar de rir...
----- Original Message -----
Sent: Saturday, August 28, 2010 1:46 PM
Subject: eltheatro Caríssimo Elpídio,
A revista Parahyba do Norte, qual fênix, ressurge;
está na fase de revisão, na Gráfica Sal da Terra, e
devo autorizar a impressão na segunda-feira. Reproduzi
textos meus (A Propósito de Prócula) e de Romeu
Carvalho (Ainda a Cultura) publicados no
"eltheatro.com", mas indicando a publicação original.
Por questões de urgência, não pedi licença antes. Peço
licença agora. Pode ser? Tomei a liberdade de
reproduzir na contracapa da revista (em cores) aquela
linda logomarca do "eltheatro.com". OK?
Um abraço do seu amigo, admirador e fã,
Washington
OK
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Do VELHO ÁLBUM

Funeral
de João Pessoa
REVOLUÇÃO DE 1930
(2) |
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FONTE:
YouTube |
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