Aquí venho dizer que o concerto que participei a convite do
pianista, arranjador e maestro Nelson Ayres, junto ao
maestro Osman Gioia e a OSUSP, foi absolutamente lindissimo!
Maravilhosos foram os arranjos, a regencia, o corpo da
sinfonica, o repertorio escolhido…Um mar de musica, unidos
por uma magia inexplicável. Foram 3 dias de celebração!
Viva Villa Lobos, Tom Jobim, Chico Buarque, Edu Lobo, Nelson
Ayres, Osman Gioia e Osusp!!!!
Estou honradissima por ter sido solista neste projeto e com
uma saudade especial daquelas que só quem sente, sabe.
Agradeço a todos que foram!!!!!
Envio um video amador do youtube, para quem quiser
assistir, que uma amiga da comunidade do orkut subiu, e
fotos. Nada poderá mostrar a força do momento, mas ajuda a
re-viver.
Nelson, muito obrigada!
Bjs,
Marina
Meu recado:
Versatilidade e personalidade são as palavras. Marina de la Riva além de
excelente cantora e de uma bela presença no palco, é o que
se pode denominar de uma artista versátil que consegue
cantar velhas canções como se fossem novas. Dança e
canta em muitos ritmos e estilos, sempre surpreendendo suas
platéias. Selecionei alguns clipes como uma amostra da
excelência dessa artista, para que o internauta
constate a beleza de interpretações que ela nos oferece. (E.N.)
Sua
ligação com
Cuba
não se restringe a uma mera questão de gosto musical: seu
pai é um cubano exilado no Brasil (a mãe é de
Araguari,
Minas Gerais).
O pai e os avôs de Marina foram para
Miami
quando da
revolução cubana,
em
1959.
Como fugiram sem nada, contaram com a ajuda de amigos para
refazerem a vida. Contudo, a fortuna não lhes foi
complacente, e na época da colheita, chuvas devastaram toda
a safra. Tal fato obrigou o avô de Marina a vender sua
usina. Restava-lhe seguir para o Brasil (1964),
onde possuía terras no interior do Rio de Janeiro, compradas
ainda quando morava em Cuba.
Os pais
de Marina, Fernando e Margarida, conheceram-se pouco depois
no Rio de Janeiro. A mãe da cantora, apaixonada, deixou a
capital e foi viver em Baixa Grande da Leopoldina. Pouco
tempo depois, nasceu Marina, na cidade do Rio de Janeiro por
uma questão de hospital, pois viveu em Baixada Grande da
Leopoldina até os 21 anos, idade na qual se mudou para São
Paulo.
[1]
Na casa
da artista, sempre houve cantoria: a sua família - além dos
pais e irmãos, também tios e avós – se reunia freqüentemente
para formar rodas de música, geralmente música cubana:
“Na minha casa, a música era uma placenta que transferia
alimento intelectual e emocional. Ouvíamos canções cubanas
como forma de estancar uma dor ”[2].
Seu pai, por exemplo, já em Cuba mostrava grande apreço pela
música brasileira (em especial, pela cantora
Maysa),
embora gostasse mesmo de cantar árias de óperas, operetas e
canções tradicionais de sua terra natal.
Apesar
da grande ligação com a música, Marina demorou a seguir esta
carreira profissionalmente. Antes de se apresentar na noite
paulista, chegou a criar búfalos e a se formar em Direito.
No entanto, a cantora confessa que, durante as aulas deste
curso, estava geralmente pensando em música: "sempre fui
apaixonada por música(...), meu sonho não era ser cantora,
mas viver embrulhada em música, imersa em música, em ser
música"[3].
A certeza de que seria cantora só veio quando, num show do
Grammy Latino
de 2004, em
Los Angeles,
se emocionou ao assistir
Bebo Valdés
tocar piano.
Curiosamente, apesar de seu CD ser fundamentalmente marcado
pela música da terra de sua família paterna, Marina começou
cantando
Jazz
na noite, tendo integrado por dois anos o grupo Alta
Fidelidade, banda que faz nu jazz eletrônico. Revela a
cantora que o cancioneiro cubano se restringia à “varanda
de casa”, (talvez, segundo a própria, não cantasse a
música cubana, pois isto era algo muito íntimo a ela, que
não era pra ser mostrado “fora de casa”), apesar de,
ao final dos shows, a cantora ceder a pedidos de amigos e,
assim, cantar boleros[4].
Em
2004,
Marina entra em estúdio para finalmente gravar o seu CD. O
álbum teve algumas músicas gravadas em Cuba, outras gravadas
no Brasil, e contou com a participação de
Davi Moraes
e
Chico Buarque.
Após cerca de três anos em estúdio, em 25 de maio de 2007
chegou oficialmente às lojas
“Marina de La Riva”.
Contudo, a delonga e o cuidado com as gravações valeram a
pena: o álbum teve boa vendagem
[5],
a cantora recebeu boas críticas e conquistou prêmios e
indicações importantes no cenário artístico brasileiro (APCA
e
Prêmio TIM),
além de ser proposta para figurar em listas de “o melhor de
2007” (Pedro Alexandre Sanches -
Carta Capital,
Sérgio Martins - crítico da
Revista Veja
[6],
e Lauro Lisboa Garcia, do jornal
O Estado de S. Paulo[7]).
A revista
Rolling Stone
elegeu o álbum como o 16° melhor CD nacional de 2007[8],
além de ter escolhido “Sonho Meu” como a 23ª melhor música
nacional deste mesmo ano
[9].
Ao final de abril de 2008, Marina participou do programa
Som Brasil
(Rede
Globo) em homenagem a
Lulu Santos,
cantando as canções “Adivinha o quê”, “Condição” e “Certas
Coisas”.
A
princípio, o CD contaria somente com músicas cubanas. No
entanto, ao chegar em Cuba, a brasilidade falou mais alto
e Marina optou por incluir músicas brasileiras no álbum.
Embora Cuba tenha feito parte de sua vida desde que
nasceu, a cantora viajou pela primeira vez para lá apenas
em 2004, quando começou a gravar o álbum.
Para
o repertório do CD, Marina chegou a gravar 24 músicas.
Sobre a escolha, disse que “colocava a voz e ficava
ouvindo para ver se as músicas também me escolhiam. Quando
vi que o sentimento era mútuo, a seleção começou a ser
feita”
[10].
A
gravadora não esperava o sucesso que a artista alcançou.
Além
da banda "Alta Fidelidade", antes de partir para a
carreira solo, foi vocalista de um grupo de rock. Marina
estudou canto lírico.
A
família de Marina é bem musical. A sua mãe possui formação
em piano; o pai gosta muito de cantar (óperas,
principalmente), sendo tenor; e a irmã Angélica de La Riva
é cantora lírica, tendo participado de várias óperas fora
do Brasil.
As
músicas da terra de seu pai são anteriores à década de 50
do século XX (exceto por "Te amaré y Después", que é
próxima aos anos 70). Em cada uma delas, há um toque da
música brasileira. A parceria com Chico Buarque veio de
uma forma um tanto quanto inusitada, graças a um amigo em
comum de ambos os músicos. Tal amigo contatou o famoso
cantor e compositor, que, após ouvir duas demos da
cantora, aceitou prontamente o convite – a própria
intérprete confessa que não esperava que Chico aceitasse.
O problema foi a agenda lotada do músico, que não pode tão
cedo concretizar a parceria. A gravação só veio a ocorrer
seis meses depois: o próprio cantor ligou para Marina, a
qual estava numa reunião, identificando-se somente como
“Chico”. A artista revela que não reconheceu a voz dele, e
que demorou a acreditar que não fosse um trote telefônico.
A música escolhida foi “Ojos Malignos”, de Juan Pichardo
Cambier, e é cantada em espanhol por ambos os músicos.
Certa
vez quando estava em
Búzios,
a família de Marina e mais alguns amigos faziam um sarau
musical na varanda de sua casa. Eis que chega um vizinho
para o pai de Marina, Fernando, dizendo que por causa
deste, o convidado dele (do vizinho) havia se machucado.
Não restava outra alternativa a Fernando senão pedir
desculpas para o tal convidado, que, curioso, resolveu
subir no muro para ver e ouvir o que estava acontecendo na
casa ao lado. Nessa empreitada, o convidado acabou caindo
e se machucando. O curioso em questão não era ninguém mais
ninguém menos que o grande maestro
Tom Jobim.
Quando ainda criança, em
1981
foi ao show de
Frank Sinatra
em São Paulo. Logo que começou o show, Marina foi se
aproximando do palco, até ficar bem pertinho dele. A
menina pegou uma orquídea da mesa e ficou segurando e
olhando para o cantor até que ele a viu e a chamou para
subir ao palco. Emocionada, entregou a flor a Frank
Sinatra e em troca ganhou um lenço que guarda até hoje.
Marina cresceu ouvindo espanhol e português – uma formação
bilíngüe, portanto. Conta ela que até hoje o seu avô,
mesmo tendo vindo para o Brasil em 1964, não fala uma
palavra de português, salvo o vocábulo “bonitinho”
(carregada de sotaque espanhol, diga-se), que Marina
sempre pedia para que ele falasse.
A
artista era chamada de “Mariposa” pela família (que
significa borboleta, em espanhol).
Quando Marina era adolescente ainda, tomou algumas aulas
de violão e piano. Ao passo que sua irmã, que também
tocava o primeiro instrumento citado, era tida como muito
talentosa, a artista em questão ouviu de seu professor de
violão que ela não tinha menor jeito para a coisa. Hoje, a
irmã dela é uma executiva de banco, e Marina é que é
música.
Quando tinha 17 anos, tornou-se
bubalinocultora
(criadora de búfalos), tendo alcançado um certo nível de
reconhecimento. Nessa época, alternava entre trabalhar na
pecuária durante o dia, e manter um bar durante à noite,
em Baixa Grande da Leopoldina.
A
estréia de Marina de La Riva foi bem recebida e bem avaliada
não só pelos principais veículos de comunicação (dentre
outros,
Folha de S.Paulo,
Veja,
Jornal do Brasil,
Estado de S. Paulo),
como também por premiações com destaque no âmbito nacional
(vide a conquista do prêmio
APCA
e a indicação ao
Prêmio Tim).
A intérprete, de modo geral, recebeu pelo seu primeiro CD
críticas positivas, variando a avaliação de bom (3 estrelas)
a ótimo (5 estrelas). Dentre os elogios, os mais comuns
concernem à voz e ao timbre da cantora, à coragem e ousadia
por apostar na mistura entre a música cubana e brasileira, e
à originalidade (embora haja críticos que discordem neste
ponto). Para ter informações mais detalhadas, vá a seção “críticas”
do artigo sobre o
primeiro CD
da cantora.
Críticas
A
estréia de Marina de La Riva foi bem recebida e bem avaliada
não só pelos principais veículos de comunicação (dentre
outros,
Folha de S.Paulo,
Veja,
Jornal do Brasil,
Estado de S. Paulo),
como também por premiações com destaque no âmbito nacional
(vide a conquista do prêmio
APCA
e a indicação ao
Prêmio Tim).
A intérprete, de modo geral, recebeu pelo seu primeiro CD
críticas positivas, variando a avaliação de bom (3 estrelas)
a ótimo (5 estrelas). Dentre os elogios, os mais comuns
concernem à voz e ao timbre da cantora, à coragem e ousadia
por apostar na mistura entre a música cubana e brasileira, e
à originalidade (embora haja críticos que discordem neste
ponto). Para ter informações mais detalhadas, vá a seção “críticas”
do artigo sobre o
primeiro CD
da cantora.