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W. J. Solha

 

SOBRE  LONDRES

 

          Primeiro deslumbramento:

            Sobrevoamos o norte da França, cheio de cordilheiras, cruzamos o Canal da Mancha e começamos a conhecer um outro planeta: do litoral até Londres, a cerca de 180 quilômetros, a Inglaterra é uma lavoura só, quadriculada em vários verdes, prenunciando a fartura sem tamanho que veríamos em seguida. Quando o Airbus da TAP  começou a descer para seu destino - o comandante português falando em “descolagem e aterragem” - vimos o milagre impossível para nós, brasileiros: a megalópole sem o menor sinal da existência de favelas, sequer de nossas minúsculas “casas populares”. Nas ruas, depois, constatamos o fenômeno maior, que foi o de não ver nenhum mendigo. O motorista espanhol, que nos levou para o aeroporto quando saíamos da cidade, uma semana depois, explicou:

- O salário mínimo, aqui,  gira em torno de mil libras mensais – quase três mil dólares – e o governo garante emprego e casa para todos. Quem, ainda assim, pede esmolas, é preso! E repatriado, se for estrangeiro.

Claro que não foi apenas a terra fértil, mas dois milênios de História que deram a Londres a sua grandeza. Não vimos – eu e minha mulher, Ione – nenhum monumento ao apóstolo das epístolas no adro da  Saint Paul´s Cathedral, a catedral de São Paulo. Em lugar dele, deparamo-nos com uma estátua da Rainha Ana, Queen Anne, a primeira soberana do chamado Reino da Grã-Bretanha, quando Irlanda e Escócia foram anexadas à Inglaterra.

Todos sabemos que Henrique VIII rompeu com a Igreja, fundando o anglicanismo, cujo chefe espiritual é, desde então, o rei. Mas o vínculo Poder e Fé inglês vai mais longe. Em torno da estátua de Queen Anne, demos – ao vivo - com uma multidão de velhos heróis militares com os peitos sobrecarregados de medalhas, aguardando uma cerimônia de três horas pelos seus mortos e pela própria glória obtida em combates por toda parte. Quando o templo ficou livre, nós - apesar de exaustos sexagenários, vasculhamos tudo, nele, inclusive os 259 degraus até o vão imenso que se abriu ante a varanda em torno do bocal do domo de assustadores 110 metros de altura, o segundo maior do mundo. Imagens de santos no gigantesco recinto? Nenhuma. Em lugar de altares, um grande ... cemitério... de grandes guerreiros da nobreza  britânica, todos em esculturas de corpo inteiro, em mármore, a começar pelo almirante Nelson,  pelo Duque de Wellington e pelo general Sir Isaac Brock. Junto do altar-mor, um memorial pelos aliados americanos mortos na Segunda Grande Guerra, outro pelos ingleses abatidos na Guerra do Golfo.

Mas é claro, também, que o esplendor britânico não provém apenas da força. Lá estavam túmulos e mais túmulos de grandes artistas como Turner, Samuel Johnson, Reynolds, Millais e John Donne,  Repetia-se, na catedral em que se casaram Charles e Diana, o mesmo que víramos na Westminster Abbey, a Abadia de Westminster, logo atrás do edifício do Parlamento, onde foram coroados e sepultados todos os reis ingleses. No belo gótico do edifício com seus arcobotantes e vitrais, víramos o exato e feio perfil de Elizabeth I – feito a partir de sua máscara mortuária – a grande rainha deitada, com seu espalhafatoso luxo, em cima da tumba, entre tumbas de vários outros reis que viveram antes e depois dela. E – mais adiante - lá estava o Poet´s Corner – o Recanto dos Poetas – com a estátua de Shakespeare em destaque, mais os memoriais de Chaucer, Milton, Wordsworth, Keats, Shelley, William Blake e, para minha surpresa, do americano do Missouri, naturalizado inglês, T. S. Eliot. Também lá estavam as sepulturas de Dickens, Kipling, Thomas Hardy, Sir Laurence Olivier, todos na boa companhia dos imensos Handel e Henry Purcell.

 Lembramo-nos, é claro, do nosso descaso à memória de Zé Lins e Augusto dos Anjos.

 

               Segundo deslumbramento:

               Mal chegamos a Londres, saímos à rua. Devidamente encasacados, cruzamos uma praça – a Russell Square - e entramos numa rua estreita,  a Montague Street, onde nos iluminamos com o que vimos: todos os postes – de ferro – ostentavam, cada um, dois cestões suspensos, cheios de flores miúdas e de um colorido muito vivo, as mesmas que enchiam todas as jardineiras e grades dos hotéis e bistrôs de terracinhos georgianos (do século XIX), como num cenário de conto de fadas. Londres é quase toda um jardim. A guia do City Tour, no dia seguinte, disse-nos:

            - A Prefeitura cuida de florir os lamp-posts da cidade. E há uma infinidade de empresas que mantêm as fachadas de casas, lojas, bancos e bares floridas o ano todo, inclusive no inverno, quando as espécies são substituídas por outras, resistentes ao frio.

 

            Terceiro deslumbramento:

           Um professor universitário voltou todo um quarteirão para mostrar-nos como cortar caminho para o endereço que procurávamos. Uma jovem – típica inglesa pele de porcelana, olhos intensamente azuis – aproximou-se quando viu que um senhor não sabia  dizer-nos onde ficava a catedral de São Paulo. Uma senhora e sua filha ofereceram-se, sorridentes, para fotografar-me com Ione diante do teatro Globe, onde Shakespeare apresentava suas obras-primas no século XVII. Doutra feita, perdendo-nos apesar do mapa,  eu - desculpando-me pelo péssimo inglês -  perguntei a um gentleman - que estava para cruzar a rua com duas crianças, onde ficava o British Museum. Ele não me entendeu e caprichei:

            - De Brítiche Miuseum.

             Não me compreendeu. Mostrei-lhe o nome impresso.

            - Ôh – ele disse – The British Museum! – mas isso numa pronúncia tão arrevezada e incompreensível, que eu disse Uau e pedi que me repetisse a dose. Ele fez isso, sentiu a própria extravagância e deu uma grande gargalhada. Do mesmo modo, aquecidos por tantas caminhadas, vimos, nos maravilhosos jardins posteriores do palácio de Buckingham, a vendedora de sorvetes mostrar-nos várias opções do produto que vendia, culminando por ler uma versão tão irreconhecível, para mim, de strawberry, morango, que a imitei, sorrindo. Poucas vezes fiz alguém rir tanto.

Na Tate Britain, museu com obras exclusivamente inglesas, Ione parou diante de uma paisagem soberba que uma senhora negra, classe alta,  em cadeira de rodas, também tentava ver, atrás dela. A mulher moveu sua geringonça para a direita, Ione, diante dela, idem. A senhora se moveu para a esquerda, Ione, diante dela, também. Acabamos, os três, gargalhando juntos e, juntos, comentando, embevecidos, o quadro tão disputado.   

 

            Quarto deslumbramento:

            Ao sairmos do Madame Toussaud – que tem peças perfeitas, como as réplicas em cera de Morgan Freeman, Leonardo DiCaprio, Nicole Kidman, Whoopy Goldberg, Paul Newman e Spielberg, mas péssimas reproduções de Harrison Ford, Sean Connery, Humphrey Bogart  e Clark Gable -  vi, perto dali, a entrada do Regent´s Park e me lembrei do romancista Esdras do Nascimento – que viveu dois anos em Londres – dizendo-me: “Nada de museus. Tome um porre no Hyde Park, que é o melhor que você faz!” E seria, mesmo, se tudo fosse como cinqüenta por cento do que acabáramos de ver na Marylebone Road. Valera, no entanto, a visita, pela surpresa de ouvir um rapaz, que se esgueirara com a namorada entre John Wayne e Robert Redford me perguntando:

            - Você não é o Solha?

            Paraibanos.

            Regent´s Park. Jamais imaginei um espaço como aquele fora dos paraísos que já vi pintados e descritos,  ou das utopias. Belíssimos salgueiros derramavam-se, frondosos, no solo e na água, lembrando-me a willow tree de que Ofélia, louca, tomba para morrer afogada entre flores. Cisnes, alguns negros, deslizavam entre plantas aquáticas. Casais – com ou sem crianças – tomavam sol na tarde fria, deitados na grama “sem formigas” – como Ione observou –  dando de comer a pombos que vinham voando de longe, atraídos pelo banquete, e a esquilos que desciam das árvores, lestos e ondulantes com suas caudas espessas, recebendo alimento das mãos dos doadores, como se fôssemos todos puros como Francisco de Assis e Branca de Neve. Ah, e dentro dos 166 hectares do  Regent´s Park, no círculo chamado Queen Mary´s Gardens – os Jardins da Rainha Mary - , demos com a excessiva beleza e o perfume de trinta mil rosas de quatrocentas variedades – cada uma com seu nome numa placa -, além de canteiros de flores de tão maravilhosa variação de cores, que me lembraram os distantes dias em que eu punha o amarelo de Nápoles, o azul da Prússia e o  vermelhão chinês juntos na paleta, em tentativas inúteis de criar maravilhas iguais.

 

            Quinto deslumbramento:

            O Museu Britânico. The British Museum é um imenso complexo de edifícios neoclássicos majestosos, centrados por um cilindro que me lembrou o tronco de Yggdrasil, a árvore do conhecimento das lendas escandinavas, com os ramos, lá em cima, servindo de caixilhos para os vidros do alto teto transparente que nos cobria a todos, no pátio extenso. Passando no meio de uma multidão  que dialogava com atores vestidos como legionários romanos e uma centúria de dançarinas dançando, tecelões e ceramistas do tempo do Imperador Adriano trabalhando, entramos numa série praticamente infinita de espaços vastos, locupletados de Arte e História, deparando-nos com uma coleção  de impensáveis sete milhões de objetos maravilhosos, colecionados desde 1753, reunindo três mil anos de civilização egípcia, dezessete salões com os fantásticos destroços do gênio grego, sete magníficas salas com o gênio assírio, nosso espanto estendendo-se em volta, com o contato direto com o Império de César e a Etrúria, com a China, a Índia, os geniais Aztecas, a Babilônia, etc, etc, e, sendo o British o único museu londrino que permite filmagens e fotos, filmei – com minha pequena Sony - uma senhora lendo para outra a parte grega da Pedra da Roseta, fiz um travelling longuíssimo do fabuloso friso em altos-relevos dos vívidos cavaleiros trazidos do Pártenon por Lord Elgin, fotografei cada fantástico fragmento do combate entre atenienses e centauros isolado nas paredes, Ione posou para mim diante dos gigantescos touros alados de Khorsabad, dos esplêndidos baixos-relevos do palácio de Nínive, das enormes cabeças de Ramsés II e Amenófis III, dos sarcófagos soberbos vindos do Vale do Nilo, tudo – sempre – envolvido em êxtase.

 

Sexto deslumbramento:

              National Gallery. Para que se tenha idéia aproximada do espaço ocupado pelas 2.300 obras da Galeria Nacional, que se impõe ante a Trafalgar Square – a Praça Trafalgar - parei no centro dele e – ao me voltar para a série de salões a oeste, portas afora, depois para outro tanto delas a leste, eu disse:

- Ione, é como se estivéssemos diante do antigo cine Municipal e olhássemos, de um lado, para o final da Visconde de Pelotas, com a Praça Dom Adauto ao fundo, e, do outro, para o Ponto de Cem Réis, fazendo o mesmo no sentido norte-sul, numa cruz sem tamanho.

- Meu Deus!

            Com entrada franca, tal como no British, é comovente ver todo um mundo de gente – muita criança, muitos jovens e velhos - com acesso direto a peças de Leonardo, Bosch, Rembrandt, Renoir, Watteau, Holbein, Vermeer, Brueghel (o velho), van Eyck, Piero della Francesca, Seurat, Velázquez, Ticiano, Rubens, El Greco, Turner, Botticelli,  Constable e tantos outros, grupos e mais grupos de crianças ouvindo professores dissertando sobre as mais notáveis realizações humanas, frente a frente com elas, sem as distorções das fotos, por melhores que sejam. Por falar nisso, e para não dizer que só falei de flores, registro minha decepção ante a sombra que cobre um quadro que cultuo desde a infância: O Casal Arnolfini, de van Eyck, famoso justamente por sua nitidez... desaparecida numa camada escura criada pelo Tempo, que não me permitiu ver detalhes que eu conhecia por fotos de dez, vinte, trinta anos atrás. Por exemplo: na parede ao fundo do retrato duplo, há um espelho curvo cuja moldura reproduz todos os passos da Paixão de Cristo. Não consegui vê-los, mesmo a dez centímetros do original. O mesmo se deu com todos os Vermeers de Londres, notabilizados por sua milagrosa manipulação da luz, mas que lá perderam essa Graça, como sem Graça me pareceu a Ceia em Emaús, de Caravaggio, célebre pela força de seu claro-escuro.  Não bastasse isso, estavam incrivelmente fanados o imenso Ninféias, de Monet, e  o largo Banhistas de Asnières, de Seurat. Já Os Embaixadores, de Hans Holbein, mantido rigorosamente claro, decepcionou-me por sua falta de ... algo especial, nele. O Adoração dos Reis Magos, de Brueghel, pelo contrário, é realmente maravilhoso, como é maravilhosa a nudez da Vênus no Espelho, de Velázquez; a paisagem ao fundo de O Carro de Feno, de Constable;   a geométrica precisão do Batismo de Cristo, de Piero della Francesca; o azul do céu ao fundo do Baco e Ariadne, de Ticiano; as cores intensas de Rubens em seu Sansão e Dalila; os detalhes milimétricos da natureza-morta As Vaidades da Vida Humana, de Harmen Steenwyck; a névoa diáfana das grandes distâncias por trás do Casamento de Isaque e Rebeca, de Claude Lorrain; o impressionismo-antes-da-hora de Turner, etc, etc. E veja como são as coisas: há dois auto-retratos de Rembrandt na Galeria Nacional: um em que ele está com 34 anos, do qual fiz uma cópia há tempos, outro em que ele está com 63. Pois bem: desinformado, esforcei-me, no simulacro que fiz, para emular a técnica que o mestre adquiriu apenas no final da vida, e o resultado foi que não gostei do original... apagado... mas em compensação me comovi intensamente com o registro que ele deixou da própria face na velhice, poderosamente densa e triste.

            Apenas um museu como esse poderia, desse modo,  oferecer tanto.

 

            Sétimo deslumbramento:

            Há uma série de coisas que dão cor local a Londres: a troca da mão e contramão nas ruas, com motoristas dirigindo do lado direito dos carros e das pistas; os táxis – London cabs – conservando seu modelo antigo - feioso, mas eficiente; as cabines telefônicas, tão vermelhas e onipresentes quantos os ônibus de dois andares – the red double-decker bus; a presença poderosa dos quatro enormes leões de bronze, deitados sobre o pedestal da Coluna de Nelson, na Trafalgar Square; a multidão aplaudindo, empolgada, o inesperado som nada marcial dos Beatles irrompendo da mecânica banda militar; os próprios músicos, tocando e marchando de jaquetas vermelho-sangue, enormes pelames negros sobre as cabeças; os portões de grades negras com belos brasões rococós dourados diante do Palácio de Buckingham; o desfile da cavalaria, que parecia ter saído do Grito do Ipiranga do Pedro Américo; a tarde da sexta-feira, com muita, muita gente conversando animadamente, bebendo cerveja nas ruas, diante dos pubs lotados; o arabesco dourado emoldurando o relógio da torre em falso gótico do Big Ben; e a roda gigante – de 135 metros – The London Eye (O Olho de Londres) do outro lado do Tamisa, girando lentamente, a cidade descendo no que vamos, muito devagar,  subindo dentro de uma de suas 32 cápsulas de vidro. Marcante, também o passeio de barco no que passamos sob a velha e célebre Tower Bridge – a Ponte de Londres - com suas duas torres (que lembram as do Parlamento ) e Ah, o Shakespeare´s Globe! Comovi-me muito, no centro do velho teatro circular de madeira, na platéia sem poltronas, vendo a guia, exaltada, falar da emoção sem igual que se vivia ali todos os dias, no século XVII. Do que pude captar de seu inglês, ouvi:

            - Pensem no que é ver de perto o ator que faz Marco Antonio descendo estes degraus do palco até vocês, que o assistem aqui, em pé, ele com o corpo ensangüentado de César nos braços  e começando seu discurso, olhando direto nos seus olhos, nos seus, e nos seus, e clamando: “Friends romans! Countrymen!!!”

           

            História e Arte por toda parte

            Há sempre uma multidão em fila para conhecer os interiores do Palácio de Buckingham, que é – ele próprio – um reduzido mas seleto museu. Nele vimos uma coleção de mármores do frio porém perfeito Canova, e uma bela pinacoteca em que se destacava o notável retrato de Agatha Bas, de Rembrandt. Anexo ao edifício, a Queen´s Gallery reforça o prestígio que a coroa empresta à grande arte. Mas é caminhando um pouco mais para lá do Parlamento, na margem do Tamisa, que se vê o reduto principal da arte inglesa, antiga e contemporânea, na chamada Tate Britain, com sua grande coleção de obras de Turner em todas as suas fases, com o famoso Carnation, Lily, Lily, Rose – de Sargent -, e muita coisa de Dante Gabriel Rossetti, de Whistler, de Burne-Jones, maravilhosas paisagens de Constable, e – o supra-sumo da coleção – uma impactante obra-prima de Lucian Freud (neto de Sigmund), “The Painter´s Mother” – A Mãe do Pintor. 

            E eis que nos vimos na British Library!

            A dez minutos a pé do Royal National Hotel, em que ficamos, a Biblioteca Britânica se impõe com seus 16 milhões de livros, sim, mas toca-nos profundamente pela exposição de uma série de mapas, livros, documentos e manuscritos preciosos, expostos em vitrines e consultáveis por completo em computadores disponíveis ao lado delas. Livros chineses em rolo; a primeira edição das obras de Shakespeare; as iluminuras de vários volumes medievais; a primeira partitura impressa na Inglaterra – o XX Songes, de 1530; a partitura original – cheia de arrependimentos e anotações - da Sonata para Violino op. 30, número 3 de Beethoven; vários desenhos de Leonardo; a Bíblia de Gutemberg, de 1454; a certidão de casamento de Mozart e Constanza; a carta de Thomas Morus a Henrique VIII antes de ser executado; o manuscrito do Mrs Dalloway, de Virginia Woolf e o de Jane Eyre, de Charlotte Bronte; a partitura manuscrita do Bolero de Ravel e da Marcha Nupcial de Mendelssohn e... last but not least, os versos, no exato momento de sua criação – com várias correções – de algumas das mais célebres canções de Paul McCartney e John Lennon, como Yesterday, Help, Strawberry Fields Forever, I wanna hold your hand e Michelle.

            Acho que já posso morrer sossegado.  

 

W. J. Solha é dramaturgo, ator, poeta e romancista.    É colunista do Jornal O Norte  =   wjsolha@superig.com.br
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