Ascensão de uma
jovem atriz
A atriz Malu
Rodrigues iniciou bem cedo a sua preparação com cursos na
agência TOPS e na CAL, e com os Diretores Luiz Antônio Rocha,
Sura Berditchevsky, Marcio Trigo e Augusto Thomas Vannucci. Com
aulas de canto desde 2002, teve como preparadores as atrizes e
cantoras Telma Costa, Agnes Moço, Mirna Rubim e Ester Elias,
além do ator e cantor Mauricio Moço. Na dança integrou a Escola
de Danças Maria Olenewa de 2002 a 2005.
Com incrível
talento vocal, Malu Rodrigues já participou de vários musicais
conceituados pela crítica e ganhadores de prêmios, como “A
Noviça Rebelde” (2008/2009) e “Sete“ (2009), com Direção de
Charles Moeller e Cláudio Botelho, “Contos e Cantigas Populares”
(2007), com direção de Agnes Moço e Marcello Mello, “A Arca de
Noé”, com direção de Augusto Thomas Vannucci. Em 2004 participou
do grande sucesso de público e crítica “Cosquinha”, com direção
de Sura Berditchevsky.
Na televisão
participou das Novelas “Três Irmãs” (2008) e “Pé na Jaca”
(2006), além das minisséries “JK” (2006) e “O Pequeno
Alquimista” (2004), e de vários “Especiais da Xuxa”. No cinema
participou do Longa “Didi quer ser criança” (2004) e dos curtas
“O Farol de Santo Agostinho” (2005) e “Atrás dos Olhos de
Ressaca” (2006). Também no cinema dublou canções cantadas pela
personagem “Barbie Éden” no filme Barbie Christmas Carol (2008).
Após ter seu
potencial de atriz reconhecido pelo talento e resultados, Malu
Rodrigues passou a fazer parte do casting exclusivo da diretora
Ieda Ribeiro, no “IEDA RIBEIRO CASTING”, fazendo parte de um
grupo importante de jovens atores, sendo a atriz do casting com
maior resultado artístico dos anos de 2005 a 2009.


Agora, a jovem atriz e cantora
Malu Rodrigues
se prepara para um novo desafio: viver a menina Clara em “7
– O Musical”,
também dirigido por Möeller & Botelho, enquanto é pivô de uma
questão que envolve promotorias do Rio e São Paulo, por conta da
sua presente atuação no espetáculo teatral (musical) "O
Despertar da Primavera".
Aos 16
anos, diz ter ficado "chateada" ao saber que o Ministério
Público de São Paulo e o do Rio de Janeiro apuram a suspeita de
os responsáveis pela peça terem infringido o Estatuto da Criança
de do Adolescente (ECA) ao permitirem a exibição da parte íntima
da adolescente no espetáculo.
Em
entrevista, a garota, de 1,64 m e 50 kg, filha de pais separados
(mora com o pai e a avó), emancipada, estudante do segundo ano
do ensino médio em um colégio de freiras, diz que é virgem e que
jamais teve um namorado. Ela afirma ainda que a cena em que
exibe um dos seios "tem todo um contexto". "Não é igual a uma
foto de mulher pelada na Playboy."
Maria
Luisa Rodrigues deu a entrevista por telefone. Falou por quase
20 minutos com a reportagem enquanto fazia o trajeto em um táxi,
do colégio onde estuda ao curso de canto, no Rio de Janeiro. A
conversa teve o consentimento do pai, Sérgio Rodrigues, de 47
anos. "Ninguém que assistiu à peça saiu de lá chamando minha
filha de gostosa ou piranha."
Leia seguir a
entrevista dada ao G1 do Portal da Globo:
G1 – Olá, Malu, como você está?
Malu – Tudo bem. Estou indo para a aula
de canto.
G1 – Seu dia é muito corrido?
Malu – Então, tenho aula de canto, aula
de teatro, e tudo o que precisar.
G1 – Você está em qual ano da escola?
Malu – Estou no segundo ano do ensino
médio.
G1 – Você estuda, mas quer mesmo é ser atriz, né?
Malu – É, com certeza.
G1 – Já trabalha há quanto tempo como atriz?
Malu – O primeiro trabalho foi na TV,
quando eu tinha 2 anos. Foi o especial de dez anos da Xuxa.
Também trabalhei nas novelas 'Pé na Jaca', na minissérie 'JK',
'Três Irmãs', em um longa do Renato Aragão, em alguns curtas e
teatro.
G1 - Você canta há quanto tempo?
Malu – Eu canto já há oito anos.
G1 - E agora o musical “O Despertar da Primavera” se
tornou alvo da investigação do Ministério Público no RJ e em SP.
O que você pensa disso?
Malu – Ah, assim, eu fico meio chateada,
mas eu entendo. É o trabalho deles [promotores]. Eles têm todo o
direito de fazer isso. E, enfim, quem dera eles conseguissem
fazer isso não só comigo, mas com todas as crianças que têm
problema, né? Que precisam de ajuda, né? Só um minuto, que estou
descendo do táxi (ela começa a falar com o taxista. Quanto
deu moço? R$ 12? Obrigada, viu?).
G1 – Você esperava que a peça provocasse tanta polêmica?
Malu – Na verdade não esperava, não. A
gente fez tudo certinho. A gente fez tudo dentro da lei. O
alvará me autorizou. Eu fui emancipada exatamente para isso,
para poder viajar durante a peça ['O Despertar da Primavera'].
Na verdade a ideia da emancipação foi minha, né? Não partiu do
meu pai. Fui eu. Era uma peça que eu queria muito fazer. E
quando eu vi o vídeo que a menina mostrava o seio, pensei:
‘Caramba! E agora, como vou dizer para o meu pai?’ Demorei um
pouco para contar para o meu pai, mas quando mostrei o vídeo,
ele amou, adorou. Não tem nada pornográfico, nada do que estão
dizendo por aí. É o trabalho deles [promotores], eu entendo. É
chato, mas eu entendo porque quem me dera eles pudessem fazer
isso não só comigo, mas com outras crianças que realmente estão
precisando [de ajuda], e adolescentes, enfim. Mas não é o meu
caso. O meu caso fui eu que fiz. Não teve nada de pai que
empurra o filho para trabalhar. Eu que quis, eu que corri atrás
da emancipação porque era menor de idade. Eu que corri atrás das
coisas para dizer para ele que eu queria muito fazer o musical.
E assim, eu acho que essa promotora, Ana Lúcia [Melo, que pediu
para Polícia Civil carioca investigar o caso], ela não deve ter
visto o musical. Eu entendo a parte dela, é o trabalho dela.
Enfim, ela vai com o que os outros dizem, com informações que
ela tem. E eu gostaria que a peça tivesse em cartaz ainda para
que ela pudesse assistir. E pudesse ver que não tem nada demais
na cena. Ela é muito poética. Eu não posso falar nessa parte [da
Justiça]. Só posso falar da parte artística, que é o que eu
entendo. Não tem nada demais. É uma peça poética. É o
descobrimento do amor, não do sexo. Eu sempre me senti muito
protegida. Os diretores sempre me protegeram, me trataram sempre
com muita delicadeza, muito cuidado nessa cena. Então, não foi
sacrifício fazer essa cena. Meu par romântico é uma pessoa
incrível. Tem todo o contexto. Não é igual a uma foto de mulher
pelada na Playboy. Tem toda uma poesia e contexto. Não é que eu
chego lá e mostro o seio. E é o seguinte: eu nem tiro a roupa.
Eu só mostro um dos meus seios. É tão rica a cena. É uma cena de
amor. Música linda. Texto lindo. E todos [os outros atores]
cantam muito bem. O cenário é lindo, a letra [da música] é
linda. É tão delicado e tão poético. Tudo foi tratado com
delicadeza e segurança. Fiquei chateada, não pelo que ela disse
[a promotora afirmou que iria pedir à polícia para apurar a
suspeita de a peça ter infringido o ECA], mas pelo que
aconteceu. As pessoas julgaram por um outro lado. E eu não mudei
nada. Continuo sendo a menina que sempre fui. Eu tenho 16 anos,
ainda sou virgem. E não mudei nada. Continuo sendo a mesma
menina. As pessoas que assisitriam nunca brincaram comigo.
Sempre acharam a cena linda.
G1 - Você convidou amigos para assistir à peça?
Malu – Com certeza, com certeza.
G1 – Você estuda num colégio de freiras? Mudou alguma
coisa na escola?
Malu - Estudo num colégio de freiras.
Ah, é normal. Não teve problema nenhum. Um dos meus professores
foi assistir porque ele duvidava da minha vocação. Eu dei
ingresso para ele assistir. Foi muito legal porque ele saiu com
outra ideia minha ao ver a peça, porque ele achava que eu não
deveria fazer teatro. Dei convite para ele. Meus amigos que
odiavam musical foram assistir e voltaram outras vezes para
assistir à peça. Então é um fenômeno, né? É difícil ter uma
coisa para pré-adolescente. Normalmente os musicais são para
adultos. É um musical do despertar do adolescente.
G1 – Adolescência que você vivencia agora. Você já teve
namorado?
Malu - Não, eu nunca tive namorado. Já
beijei, mas nunca namorei. Eu me preocupo com minha carreira
primeiro. Meu trabalho vem sempre em primeiro lugar depois da
família. E sou apaixonada pelo que faço. Então eu fiquei um
pouco chateada por isso, né? Psicologicamente não me atrapalha
[ter feito a personagem que mostra o seio na peça]. O exemplo
que dou são os adolescentes que dizem que queriam cantar como eu
ou que queriam ser atores e dizer que pais não dão apoio. E
exatamente como meu pai falou: 'acho que todos os pais deveriam
assistir para ter diálogo com os filhos.'
G1 – E essa suspeita de que a peça feriu o ECA...
Malu – Não tem nada de pornografia.
Totalmente descabido pensar que há suspeita de pornografia. Se
eu ficasse nua a gente poderia considerar alguma coisa. Eu exibo
meu seio direito. É uma cena rápida que fecha o primeiro ato.
G1 – Como é que a personagem chega nessa cena?
Malu – Ela começa perguntando para a
mãe de onde os bebês vem. Ela conheceu o personagem e os dois se
apaixonam. Descobrem o amor e ela descobre que ela está grávida,
ela aborta e morre. Tomara que a peça volte.
G1 – Você tem autorização para atuar na peça?
Malu – Sim. Quem autorizou sabia que eu
iria exibir o seio num contexto poético. No texto vem escrito
que mostra o seio. Sou completamente apaixonada pela peça. A
peça é linda de morrer. Fiquei oito meses respirando só isso
para conseguir o papel que eu queria.
G1 – Com quantas pessoas você concorreu?
Malu – Com 500 pessoas concorri para
ter esse personagem.
G1 – Quer deixar alguma mensagem ou recado?
Malu – Eu queria dizer para a sociedade
que a peça não trata só de sexo, mas amor, homossexualidade.
Fala de como homossexuais são maltratados. Retrata os problemas
da adolescência. Incrível eles estarem falando da minha cena,
que é a menos polêmica da peça. A cena, teoricamente, mais
polêmica é a de um beijo gay. Eu não mudei nada por causa da
peça. A gente se preocupa muito com o que os outros pensam. A
Promotoria está certa em ver isso. Mas [os promotores] devem se
preocupar também com as meninas menores de idade que se
prostituem na rua.
G1 – Você se inspira em alguma atriz?
Malu – Sou apaixonada pela Nicole Kidman.
G1 - Voltaria a fazer alguma peça que tenha que mostrar
alguma parte do corpo?
Malu – Com certeza, com certeza. Eu acho
que eu nunca tiraria foto [nua]. Eu nunca posaria nua. Primeiro,
que eu não sou modelo, entendeu? Segundo, que não tem contexto
nenhum. Tem tanta gente que vai lá, tira foto nua. Legal. Mas,
enfim, eu nunca faria filme pornô, nada disso. Se fosse uma
questão de arte, uma questão poética, que tivesse uma essência
poética, que tivesse todo um contexto atrás, eu ficaria nua sem
problema nenhum quando adulta. Fora isso, nunca. Eu nunca iria
me expor à toa.
 
NOTA DO EDITOR:
O mais estranho na polêmica é
que o pai da atriz apresenta autorização judicial para a
filha atuar no espetáculo, que já estava em cartaz há mais de
dez meses entre Rio e São Paulo e tendo sido vista por mais de
100 mil pessoas. Só agora é que a justiça tenta intervir baseada
no ECA - Estatutos da Criança e do Adolescente. Será o
"Despertar da Primavera" provocando o despertar da censura?

FICHA TÉCNICA:
O DESPERTAR DA PRIMAVERA
Música de Ducan Sheik
Texto e Letras de Steven Sater
Baseado na obra de Frank Wedekind
DIREÇÃO
Charles Möeller
VERSÃO BRASILEIRA / SUPERVISÃO
MUSICAL
Claudio Botelho
DIREÇÃO MUSICAL
Marcelo Castro
COREOGRAFIA
Alonso Barros
CENÁRIO
Rogério Falcão
FIGURINOS
Marcelo Pies
VISAGISMO
Beto Carramanhos
DESIGN DE LUZ
Paulo César Medeiros
DESIGN DE SOM
Marcelo Claret
COORDENAÇÃO ARTÍSTICA
Tina Salles
ELENCO
Malu Rodrigues
Letícia Colin
Pierre Baitelli
Rodrigo Pandolfo
Thiago Amaral
apresentando
Débora Olivieri e Carlos Gregório
com:
Alice Motta
André Loddi
Bruno Sigrist
Danilo Timm
Davi Guilhermme
Eline Porto
Estrela Blanco
Felipe de Carolis
Julia Bernat
Laura Lobo
Lua Blanco
Mariah Viamonte
Pedro Sol
Thiago Marinho
PRODUTOR EXECUTIVO
Luiz Calainho
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Aniela Jordan
Beatriz Secchin Braga
Monica Athayde Lopes
UM ESPETÁCULO DE
Charles Möeller & Claudio Botelho
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